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Espanha supera Itália e Grécia e se torna principal entrada de migrantes pelo Mediterrâneo

18 de Julho de 2018, 17:39 , por ONU Brasil - | No one following this article yet.
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Embarcação da organização Sea Watch resgata migrantes e refugiados no Mar Mediterrâneo. Imagem de 2016. Foto: ACNUR//Hereward Holland

Embarcação da organização Sea Watch resgata migrantes e refugiados no Mar Mediterrâneo. Imagem de 2016. Foto: ACNUR//Hereward Holland

Quase 51 mil migrantes e refugiados entraram na Europa pelo mar até 15 de julho, uma forte queda frente os quase 110 mil do mesmo período do ano passado, informou na segunda-feira (16) a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Na mesma etapa de 2016, esse número estava em quase 242 mil.

As chegadas à Espanha superaram as da Itália no último fim de semana. Até a data, 35% de todas as chegadas irregulares de migrantes pelo Mediterrâneo ocorreram via rota do Mediterrâneo Ocidental, cujo volume de migração irregular quase triplicou na comparação com o registrado no mesmo período do ano passado.

As chegadas à Itália estão praticamente estáveis, mas ainda ficam atrás da Espanha em cerca de 200. A Grécia responde por cerca de 29% do total. As chegadas à Grécia até agora este ano somam quase 5 mil a mais que no mesmo período do ano passado, um aumento de mais de 50%. As chegadas à Itália, por outro lado, caíram mais de 80% na comparação com 2017.

O relatório da OIM lembra que, apesar do volume total em queda, a rota do Mediterrâneo Central permanece a mais letal da região, com quase quatro vezes o número de afogamentos que a Espanha registrou desde 1º de janeiro, apesar de um número quase idêntico de chegadas.

O porta-voz da OIM, Flavio Di Giacomo, disse que 447 migrantes que deixaram o porto de Zuwara, na Líbia, a bordo de um barco de pesca na última quarta-feira (11) chegaram em Pozzallo, na Itália, no domingo (15). Ele informou que o grupo foi resgatado na manhã de sábado (14) por embarcações da Guarda de Finanças italiana e da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costa (Frontex).

Di Giacomo acrescentou que o grupo teve esperar no porto durante 24 horas antes de receber autorização para desembarcar, acrescentando que os migrantes chegaram em condições de saúde “severas” devido à situação dos centros de detenção informais na Líbia.

Migrantes que chegaram ao porto disseram à equipe da OIM que quatro companheiros de viagem morreram na última sexta-feira (13). Testemunhas disseram que todos estavam a bordo, sem água ou comida, quando avistaram outro navio, ainda não identificado.

Impulsionados pelo desespero, cerca de 30 pessoas pularam na água tentando alcançar o navio, que estava muito distante. Quatro se afogaram, todos de origem somali, incluindo um menino de 17 anos. Esses relatos foram posteriormente confirmados pelos amigos e parentes dos quatro migrantes, que também estavam a bordo, disse Di Giacomo.

A OIM também divulgou novos dados do Ministério do Interior da Itália relacionados às nacionalidades de 16.566 migrantes que chegaram por via marítima até o final de junho. Ao longo do semestre, os cidadãos da Tunísia compõem o maior grupo, com pouco mais de 3 mil indivíduos, ou quase uma em cada cinco chegadas. Menos de 600 tunisianos foram registrados até o primeiro semestre de 2017, então a atividade deste ano é cinco vezes maior em volume.

Por outro lado, as chegadas de nove principais nacionalidades — Eritreia, Sudão, Nigéria, Costa do Marfim, Mali, Guiné, Paquistão, Iraque e Argélia — caíram, em alguns casos de maneira bastante significativa.

Apenas 1.229 nigerianos chegaram à Itália em 2018 — em comparação com 14.118 no mesmo período do ano passado. O Paquistão, que registrou 2.242 chegadas à Itália no primeiro semestre de 2017, teve menos de um terço desse número (720) até metade de 2018. As chegadas da Costa do Marfim caíram para cerca de 15% do total do ano passado, assim como as da Guiné.


Fonte: https://nacoesunidas.org/espanha-supera-italia-e-grecia-e-se-torna-principal-entrada-de-migrantes-pelo-mediterraneo/

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