
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon – seguido pelo Conselho de Segurança – saudou o cessar-fogo anunciado nesta quarta-feira (21), uma semana após o início da violência devastadora em Gaza e no sul de Israel, ressaltando que é imperativo que os dois lados cumpram o acordo.
“Recomendo às partes que recuem da beira do abismo”, disse Ban, durante seu informe ao Conselho de Segurança por meio de uma videoconferência a partir de Tel Aviv. “Nosso foco agora deve ser garantir o cessar-fogo e que todos os necessitados em Gaza – e há muitos – recebam a assistência humanitária que precisam”.
O Conselho de Segurança, por sua vez, emitiu uma declaração própria à imprensa, por unanimidade, saudando o acordo. Os Estados que integram o Conselho apelaram às partes para respeitar o acordo e “agir seriamente para implementar suas disposições em boa fé”. O Conselho também expressou seu “apoio continuado aos esforços internacionais em curso para consolidar este acordo”.
Ban Ki-moon observou que o acordo marca um “grande alívio” para o povo de Gaza e de Israel, bem como para a comunidade internacional, com a indicação de que a violência está parando.

“Mas todos nós somos conscientes do risco”, acrescentou. “E nós estamos todos conscientes de que há muitos detalhes que devem ser consolidados para um cessar-fogo amplo e durável, de modo que este persista no longo prazo. É imperativo que os dois lados mantenham o cessar-fogo, a fim de permitir que essas questões subjacentes sejam abordadas de uma forma sustentável.”
O cessar-fogo entre Israel e o grupo palestino Hamas, que controla Gaza, foi anunciado hoje (21) na capital egípcia, Cairo, apenas uma semana após o início da última onda de violência – que incluiu ataques com foguetes contra Israel a partir de Gaza e ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza.

A equipe da ONU em Gaza estima que a violência custou a vida de 139 palestinos, mais de 70 deles civis (incluindo crianças e mulheres), e feriu mais de 900. Ele também deslocados 10 mil pessoas no território, onde residem 1,7 milhão de palestinos.
Além disso, desde 14 de novembro, o lançamento de foguetes de Gaza para o sul de Israel resultou na morte de quatro civis israelenses, com outros 219 feridos – a maioria civis –, disse Ban Ki-moon. Um soldado israelense foi morto ontem (20), enquanto outros 16 foram feridos – sendo um gravemente.
A agência das Nações Unidas de ajuda alimentar havia levantado no início do dia preocupações sobre sua capacidade de atingir as pessoas em Gaza caso as condições piorassem, enquanto a agência de saúde da ONU disse que os medicamentos já estavam em falta.
“O acesso a Gaza já é um desafio significativo em circunstâncias normais”, afirmou o Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) em um comunicado à imprensa sobre suas atividades na cidade, onde a população de 1,7 milhão de pessoas – metade delas crianças – continua a enfrentar um bloqueio israelense imposto desde 2007.
Também hoje (21), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) condenou o assassinato de três jornalistas palestinos em ataques aéreos na terça-feira (20), e mostrou preocupação com relatos em escolas atingidas pela violência.
Assista ao vídeo com a fala de Ban Ki-moon abaixo, em inglês:

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