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ONU debate resposta ao HIV com gestores públicos no Rio Grande do Sul

13 de Julho de 2018, 13:14 , por ONU Brasil - | No one following this article yet.
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O Grupo Temático das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (GT UNAIDS) reuniu cerca de 60 pessoas para sua segunda reunião de 2018, realizada esta semana (11) em Porto Alegre, no Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul. Com o tema Acelerando a Resposta ao HIV, o encontro buscou mobilizar gestores públicos e especialistas que atuam nos âmbitos estadual e municipal, com foco nas 15 cidades gaúchas signatárias da Declaração de Paris.

O documento que leva o nome da capital francesa estipula compromissos para alcançar o fim da AIDS como problema de saúde pública até 2030. No Brasil, 41 cidades já aderiram ao texto. Mais de um terço delas estão no Rio Grande do Sul: Porto Alegre, Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Caxias do Sul, Esteio, Guaíba, Gravataí, Rio Grande, São Leopoldo, Santana do Livramento, Sapucaia do Sul, Uruguaiana, Viamão e Novo Hamburgo.

“Os dados do Ministério da Saúde apontam que as epidemias de HIV/AIDS e outras ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) acometem as populações mais vulneráveis e menos assistidas”, ressaltou Jaime Nadal, representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e presidente do GT UNAIDS para o período 2017-2018;

“Os direitos sexuais e reprodutivos devem ser universais e as barreiras que impedem o pleno acesso dessas populações mais vulneráveis aos serviços de saúde devem ser removidas, a fim de que, cada vez mais, novas infecções possam ser evitadas, assim como a mortalidade por essas doenças seja igualmente reduzida”, completou o especialista durante a abertura do evento.

Além de fazer um balanço sobre os avanços e desafios da resposta ao HIV no estado, o encontro teve também como objetivo compartilhar experiências exitosas de quatro municípios gaúchos: Tô Dentro (Viamão), Transdiálogos (Porto Alegre), Seminário Zero Discriminação (Cachoeirinha) e Cascata de Cuidados (Canoas).

“Estamos muito felizes com a reunião do GT @UNAIDS no Rio Grande do Sul, um estado prioritário para a resposta ao HIV”, @jaimenadal, representante do @unfpabrasil, durante abertura do #GTUNAIDS. pic.twitter.com/AWWHbiIUua

— UNAIDS Brasil (@UNAIDSBrasil) 11 de julho de 2018

“Nós, do estado, queremos reafirmar o nosso compromisso com a população para o alcance das metas assumidas, em 2015, na assinatura da Declaração de Paris, com foco no enfrentamento da epidemia de HIV e AIDS em todo território do Rio Grande do Sul”, afirmou o governador do estado, José Ivo Sartori.

“A ação conjunta é chave para acabarmos com a epidemia e isso inclui a oferta de testagem e tratamento, promovendo redução do estigma e discriminação.”

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016, o Rio Grande do Sul foi o estado com a segunda maior taxa de detecção de casos de AIDS no país: 31,8 casos para cada 100 mil habitantes, quase o dobro da taxa nacional, que é de 18,5/100 mil habitantes. A unidade federativa do Sul ficou atrás apenas de Roraima no ranking nacional.

Porto Alegre é a capital brasileira com maior taxa de detecção de casos de AIDS: 65,9 casos por 100 mil habitantes, o dobro do registrado no estado. Apesar de ter apresentado, ao longo da última década, uma queda de 17,2% na mortalidade por causas relacionadas à AIDS, o Rio Grande do Sul ainda é o estado com o maior coeficiente: 9,6 óbitos para cada 100 mil habitantes.

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O secretário estadual de Saúde, Francisco Zancan Paz, informou durante a reunião que o estado já testou 60% das pessoas vivendo com HIV no Rio Grande do Sul. Setenta porcento delas estão em tratamento antirretroviral. Desse grupo, 90% estão com carga viral indetectável. A meta assumida pelo Rio Grande do Sul e seus 15 municípios prioritários é de que, até 2020, todos esses números alcancem ou mantenham os 90%.

“Nós estamos atentos que, para termos uma resposta à AIDS, precisamos vencer outros desafios de saúde pública, incluindo o enfrentamento da tuberculose, da violência de gênero e outras infecções sexualmente transmissíveis, além das ações voltadas à saúde sexual e reprodutiva, saúde materna e da criança e ações específicas para populações-chaves e prioritárias, em especial jovens, homens que fazem sexo com homens e populações privadas de liberdade”, reconheceu o chefe da pasta.

Além das 41 cidades brasileiras signatárias da Declaração de Paris, os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catariana, bem como o Distrito Federal, também se comprometeram com as metas da ONU. Em todo o mundo, mais de 200 cidades compõem essa rede de municípios chamados de Fast-Track Cities (Cidades pela Aceleração da Resposta).

“O Rio Grande do Sul foi o primeiro estado no mundo a se comprometer com a Declaração de Paris, um sinal claro do compromisso com o fim da epidemia de HIV. É esse esforço conjunto que trará os resultados que queremos para Acelerar a Resposta ao HIV”, afirmou a diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard.

“Temos aqui no Rio Grande do Sul várias experiências exitosas, mas também temos muitos desafios diante de nós. Queremos fazer isso de forma conjunta.”

A delegação do GT UNAIDS ao Rio Grande do Sul contou também com a presença de representantes de agências copatrocinadoras do UNAIDS, como a UNESCO, o UNFPA, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Também participaram representantes da sociedade civil e de organizações de pessoas vivendo com HIV.


Fonte: https://nacoesunidas.org/onu-debate-resposta-ao-hiv-com-gestores-publicos-no-rio-grande-do-sul/

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