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ONU e setor privado promovem integração de refugiadas no mercado de trabalho brasileiro

9 de Agosto de 2018, 15:23 , por ONU Brasil - | No one following this article yet.
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Evento de abertura da terceira edição do Empoderando Refugiadas. Foto: Pacto Global/Fellipe Abreu

Evento de abertura da terceira edição do Empoderando Refugiadas. Foto: Pacto Global/Fellipe Abreu

Teve início na quinta-feira (8), em São Paulo, a terceira edição do Empoderando Refugiadas, um projeto das Nações Unidas para promover a inserção de mulheres refugiadas no mercado de trabalho brasileiro. A iniciativa deverá atender 50 estrangeiras, que participarão de oito sessões de coaching e quatro workshops sobre carreira e empregabilidade. Programa tem apoio da ABN AMBO, Carrefour, Facebook, Pfizer, Renner e Sodexo.

O evento de abertura do Empoderando Refugiadas reuniu cerca de 30 mulheres, entre participantes antigas e atuais do projeto. O ciclo de capacitações é promovido pela Rede Brasil do Pacto Global da ONU, pela Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e pela ONU Mulheres. Mais do que a reinserção em atividades produtivas, a iniciativa visa valorizar as habilidades profissionais das estrangeiras e fortalecer sua autoestima.

“É como uma sessão de terapia. Ouvir que as mulheres podem, que são fortes, me fez acreditar que consigo seguir meus sonhos novamente”, afirmou Prudence, natural da República Democrática do Congo, aluna da primeira edição do Empoderando Refugiadas.

Mais de 80 mulheres já participaram das formações em anos anteriores. Em 2018, a maior parte das participantes vem da República Democrática do Congo, Venezuela e Síria. O Empoderando Refugiadas também oferecerá mentorias individuais para cada refugiada.

Prudence relata sua experiência com o Empoderando Refugiadas para as novas participantes do projeto. Foto: Pacto Global/Fellipe Abreu

Prudence relata sua experiência com o Empoderando Refugiadas para as novas participantes do projeto. Foto: Pacto Global/Fellipe Abreu

Verônica Moreno está há dez meses no Brasil e espera conseguir uma vaga em sua área de atuação, o coaching profissional. “Meu primeiro objetivo é me estabelecer com prosperidade no Brasil. Para isto, preciso conseguir um emprego estável e gostaria de atuar como coach.”

Ela também já trabalhou como engenheira de telecomunicações em seu país. Para a refugiada, deixar a Venezuela foi uma experiência dolorosa. “Precisei entender que isto também é um processo de aprendizado, de ressignificar as raízes, de amar meu país, de me tornar um novo ser. Apesar disso, me sinto muito grata com o Brasil, que abriu as portas novamente.”

O processo de seleção das refugiadas

Todo o processo de seleção das refugiadas para o projeto é feito pelo Programa de Apoio para Recolocação de Refugiados (PARR), que avalia cada caso e ainda presta assistência às mulheres na formulação de seu currículo no Brasil. A iniciativa busca diversidade no perfil das participantes, que têm formações e objetivos de carreira diferentes.

No evento de abertura da terceira edição, as refugiadas se apresentaram e escolheram quem serão suas coaches individuais. O Empoderando refugiadas, que também conta com o apoio das instituições Caritas, Fox Time Recursos Humanos, Grupo Mulheres do Brasil e Migraflix, recebeu em 2016 o prêmio Direitos Humanos, do Ministério da Justiça.


Fonte: https://nacoesunidas.org/onu-e-setor-privado-promovem-integracao-de-refugiadas-no-mercado-de-trabalho-brasileiro/

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