
Dias antes do Dia Mundial da AIDS, comemorado mundialmente em 1 de dezembro, a ONU lançou (29) uma campanha que visa promover os direitos das pessoas vivendo com HIV e combater a discriminação nos locais de trabalho. A iniciativa, intitulada “‘Chegar a Zero no Trabalho’”, tem como objetivo promover recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre HIV e AIDS e diminuir para zero a discriminação no ambiente profissional. As recomendações envolvem a promoção dos direitos humanos, segurança laboral e melhor acesso à prevenção e tratamento do vírus dentro de uma perspectiva do trabalho.
“Hoje, devemos, todos juntos, governos, empregadores, organizações de trabalhadores, e outras partes interessadas, nos renovar para proteger aos direitos humanos das pessoas vivendo com HIV, para que possam desfrutar de um desempenho profissional produtivo e viver com dignidade”, disse o Diretor-Geral da (OIT), Guy Ryder, no lançamento da campanha, em Genebra.
Segundo a OIT mais de 30 milhões de pessoas vivendo com HIV que estão em idade de trabalhar, ainda enfrentam um alto nível de discriminação. Jovens em idade produtiva representam 40% das novas infecções mundiais por AIDS a cada ano. “O objetivo mais desafiador é o nível zero de discriminação”, disse o Diretor do Escritório Executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), o brasileiro Luiz Loures.
A Diretora-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, ressaltou a importância dos profissionais de saúde na resposta ao HIV. Segundo Chan, o primeiro passo para o bom tratamento do vírus é assegurar que médicos tenham acesso à ferramentas de combate efetivas.
Ano passado, 1,7 milhão de pessoas morreram de AIDS e 2,5 milhões foram infectadas, um número ainda grande. No entanto, o número de infecções foi inferior em 700 mil em relação a 10 anos atrás e 600 mil pessoas deixaram de morrer em relação a 2005. Grande parte desse progresso está relacionado com o acesso mundial aos medicamentos antirretrovirais.

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