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ONU lembra 100 anos do nascimento de Mandela com defesa da luta por igualdade

18 de Julho de 2018, 10:19 , por ONU Brasil - | No one following this article yet.
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Nelson Mandela, então vice-presidente do Congresso Nacional Africano, durante discurso no Comitê Especial contra o Apartheid na Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/P. Sudhakaran

Nelson Mandela, então vice-presidente do Congresso Nacional Africano, durante discurso no Comitê Especial contra o Apartheid na Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/P. Sudhakaran

Fazendo um balanço de seu vasto legado para a humanidade, as Nações Unidas lembram nesta quarta-feira (18) os 100 anos de nascimento do ativista anti-Apartheid Nelson Mandela.

“Nelson Mandela foi um grande defensor global da justiça e da igualdade”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, em sua mensagem de vídeo para o Dia Internacional de Nelson Mandela, celebrado anualmente em 18 de julho.

A data foi criada pela Assembleia Geral da ONU em novembro de 2009 em reconhecimento à contribuição de Mandela para a cultura da paz e da liberdade globalmente.

Mandela, que morreu em 2013, foi o primeiro presidente democraticamente eleito da África do Sul e o primeiro chefe de Estado negro do país. Ele ficou preso por 27 anos sob a acusação de sabotagem antes de ser libertado e eleito presidente.

“Ele continua a inspirar o mundo através de seu exemplo de coragem e compaixão. Nelson Mandela foi mantido preso por muitos anos. Mas ele nunca se tornou prisioneiro de seu passado”, disse Guterres, observando que Mandela concentrou sua energia na reconciliação e em sua visão de uma África do Sul pacífica, multiétnica e democrática.

“São raros os personagens históricos que fizeram tanto para agitar os sonhos das pessoas e movê-las para a ação”, disse o chefe da ONU. “Essa luta por igualdade, dignidade e justiça continua”.

Em dezembro de 2015, a Assembleia Geral decidiu ampliar o escopo do Dia Internacional de Nelson Mandela para também promover condições humanas de encarceramento e incentivar as sociedades em todo lugar a tratar os prisioneiros como parte contínua da sociedade, adotando as Regras Mínimas para o Tratamento de Prisioneiros, conhecidas como “Regras de Nelson Mandela”.

As regras acrescentaram salvaguardas importantes, incluindo uma proibição absoluta de tortura e maus-tratos e claras restrições ao uso de confinamento solitário, instrumentos de contenção e buscas invasivas, bem como orientação detalhada sobre os direitos dos prisioneiros a serviços de saúde.

“Nelson Mandela passou 27 anos na prisão no decurso da sua luta por justiça. Ele sabia melhor do que ninguém que ‘ninguém conhece verdadeiramente uma nação até que tenha estado dentro de suas prisões’. Uma nação não deve ser julgada pela forma como trata os cidadãos mais altos, mas os mais baixos”, disse Yury Fedotov, diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Ele disse que seu escritório ajudará todos os países a colocar essas regras em vigor, a promover condições humanitárias nas prisões e a garantir que nenhuma parte da sociedade seja esquecida.

“O Dia Internacional Nelson Mandela de 2018 marca 100 anos desde o nascimento de um verdadeiro herói que deixou o mundo um lugar melhor e mais justo”, disse Fedotov.


Fonte: https://nacoesunidas.org/onu-lembra-100-anos-do-nascimento-de-mandela-com-defesa-da-luta-por-igualdade/

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