
O Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres, ressaltou nesta sexta-feira (23) a necessidade de ajuda para cerca de 60 mil pessoas vivendo em Yida, maior campo de refugiados do Sudão do Sul, próximo à fronteira com o Sudão. Guterres descreveu a situação dos refugiados como “uma crise esquecida”.
Em sua visita de três dias ao Sudão do Sul, Guterres se reuniu com funcionários do governo, incluindo o Presidente Salva Kirr, e solicitou o fim das hostilidades na região. O funcionário da ONU também pediu que os refugiados em Yida se desloquem para outros locais sul-sudaneses mais saudáveis e seguros e observou que quase todos os que chegam ao campo são mulheres e crianças que estão desidratadas, desnutridas e esgotadas. Quase 70 % dos refugiados no local tem menos de 18 anos.
“Esta é a situação mais ameaçadora que já vi em um campo de refugiados. Não só porque é perto de uma zona de guerra, mas por causa do acesso: tudo tem que ser trazido de avião” disse o Alto Comissário. Desde setembro, milhares de pessoas fugiram do estado de Kordofan do Sul, no Sudão, para o campo de Yida, para fugir dos conflitos entre as Forças Armadas do Sudão e o grupo rebelde Exército de Libertação do Povo Sudanês (SPLA-Norte).

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