Ir para o conteúdo

Cúpula dos Povos

Voltar a Notícias da ONU
Tela cheia Sugerir um artigo

Tailândia dá cidadania para meninos e professor de futebol resgatados em caverna

10 de Agosto de 2018, 8:56 , por ONU Brasil - | No one following this article yet.
Visualizado 11 vezes
Equipes de militares preparam operações de mergulho para resgatar meninos tailandeses que ficaram presos em uma caverna em Chiang Rai, na Tailândia. Foto: Força Aérea dos Estados Unidos/Jessica Tait

Equipes de militares preparam operações de mergulho para resgatar meninos tailandeses que ficaram presos em uma caverna em Chiang Rai, na Tailândia. Foto: Força Aérea dos Estados Unidos/Jessica Tait

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) celebrou a decisão do governo da Tailândia de conceder cidadania a três meninos que foram resgatados da caverna de Tham Luang em julho último, quando fortes chuvas deixaram 12 adolescentes e seu professor presos em galerias subterrâneas, em Chiang Rai. Os jovens integravam o time de futebol Javalis Selvagens. O docente de educação física e técnico da equipe, Ekapol Chanthawong, também receberá a nacionalidade tailandesa.

O trio de jogadores mirins e o treinador não possuíam nacionalidade de nenhum outro país e, por isso, eram considerados apátridas.

Sem cidadania, indivíduos correm risco de não ter acesso a direitos e serviços básicos. Em alguns casos, ficam impedidos de viajar, casar, ter uma propriedade, trabalhar ou contribuir efetivamente para as sociedades em que vivem, lembra o ACNUR.

“Ao conceder cidadania a esses meninos e ao treinador, a Tailândia lhes deu a chance de sonhar com um futuro melhor e alcançar seu potencial”, afirmou a assessora especial sobre Apatridia do organismo da ONU, Carol Batchelor.

Segundo a especialista, a decisão das autoridades garante para os jovens “uma identidade formal, que abrirá o caminho para que eles atinjam suas aspirações, pertençam e participem como membros plenos da sociedade”.

Na avaliação do ACNUR, a apatridia se torna muitas vezes um problema invisível, que marginaliza as pessoas sem nacionalidade e as separa da comunidade onde estão inseridas. Em 2014, a agência das Nações Unidas lançou a campanha global #IBelong, que conscientiza pessoas e governos sobre a gravidade do problema.

“As pessoas que convivem com a apatridia muitas vezes enfrentam uma vida inteira de incertezas”, acrescenta Batchelor.

“Elogiamos o esforço da Tailândia e chamamos todos os Estados que abrigam populações apátridas a combater a apatridia, que pode ser completamente evitada.”

O Ministério do Interior da Tailândia possui diretrizes sobre a determinação da cidadania para pessoas apátridas. As medidas visam sobretudo os indivíduos das “tribos de montanha”, que vivem em áreas fronteiriças, com acesso limitado a informação.

Desde 2008, cerca de 100 mil pessoas receberam cidadania tailandesa. As autoridades já se comprometeram a resolver a situação de 480 mil apátridas até 2024.


Fonte: https://nacoesunidas.org/tailandia-da-cidadania-para-meninos-e-professor-de-futebol-resgatados-em-caverna/

Rio+20 ao vivo!