Apesar de ser uma das regiões que mais produz alimentos, a América do Sul ainda tem mais de 33 milhões de pessoas passando fome. Juntos, América Latina e Caribe possuem uma população de 597 milhões de pessoas e produzem comida suficiente para alimentar 746 milhões.
Estes números mostram que “a fome é fundamentalmente um problema de acesso aos alimentos e não de disponibilidade”, afirmou o Representante Regional da Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO) para América Latina e Caribe, Raul Benitez.
“É inaceitável que ainda haja fome em uma região que produz uma quantidade de comida que é bem acima de suas necessidades. Para isso, é preciso continuar a trabalhar com os governos para criar políticas para melhorar a distribuição dos benefícios do crescimento econômico e produção agrícola, apoiando-os para alcançar a meta de erradicar a fome, uma meta que sabemos ser perfeitamente possível”, declarou Benitez.
No entanto, histórias de sucesso mostram que estados comprometidos com a segurança alimentar podem fazer progressos significativos na redução da fome. Haiti, Nicarágua, Peru e Brasil, entre outros, reduziram os níveis de subnutrição em magnitudes diferentes, mas de forma constante ao longo das últimas duas décadas, movendo-se no sentido de atingir o primeiro dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
Na América do Sul, o Peru reduziu a desnutrição em mais de 20 pontos percentuais nas últimas duas décadas, de 32,6% em 1990-92 para 11,2% no período de 2010-12, enquanto o Brasil tem empreendido uma grande campanha para acabar com a fome, incentivando grandes mudanças. O país tem agora níveis de desnutrição de 6,9%, um dos maiores avanços na região.

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