
O frevo, ritmo musical e de dança do carnaval pernambucano, ganhou nesta quarta-feira (5) o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
O anúncio foi feito na sede da agência em Paris durante a 7a sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, evento da UNESCO que durá até o dia 7 de dezembro. (Confira aqui página da candidatura do frevo para o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.)
Dentre as razões para a escolha estão as cadeias de sociabilidade e diálogo originárias dessa dança, geradas por jovens e que implicam formas criativas de interagir na dinâmica social e em suas releituras consequentes — como por exemplo, o uso da arte do frevo em peças de teatro e na dança moderna.
Além disso, o ritmo contribui para o respeito à diversidade cultural e a criatividade humana por ser formado pela mistura música, dança, capoeira, artesanato, entre outros. O frevo também exalta e compõe as múltiplas identidades dos seus guardiães, assim como a diversidade cultural dos homens.
O frevo surgiu no final do século XIX em Olinda e Recife, como uma forma de expressão popular nessas cidades. Desde 2007, tem o título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. A proposta de inscrição na UNESCO do ritmo, único candidato brasileiro na seleção, foi realizada pelo Ministério da Cultura e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Outras 35 candidaturas foram feitas para ingressar na lista de patrimônio, como o canto budista de Ladakh (Índia), o trançado tradicional de chapéus de palha (Equador) e a luteria tradicional de violinos em Cremona (Itália). Segundo a UNESCO, o Patrimônio Cultura Imaterial refere-se a práticas e expressões transmitidas de geração em geração tais como tradições orais, artes performáticas, práticas sociais, rituais e eventos festivos.

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