O Representante Especial Conjunto das Nações Unidas e da Liga dos Estados Árabes para a crise na Síria, Lakhdar Brahimi, incentivou ontem (05) o Conselho de Segurança a se voltar para um acordo alcançado em junho e transformá-lo em uma resolução que vise ajudar a acabar com a crise no país do Oriente Médio.
A repórteres na capital egípcia, Cairo, o Representante Especial Conjunto explicou que não se trata de uma solução militar, mas que a única possibilidade é uma solução política, com um processo político acordado por todos.
Ele também disse que um comunicado, acordado por uma série de partes interessadas, “deve ser transformado em uma resolução do Conselho de Segurança”, disse o Porta-Voz da ONU, Martin Nesirky, em uma coletiva de imprensa na sede da organização em Nova York.
Um comunicado, emitido em 30 de junho em Genebra, após uma reunião sobre a Síria do Grupo de Ação apoiada pela ONU, instou todas as partes a se comprometer imediatamente com a cessação da violência armada em uma tentativa de acabar com o conflito que começou em março de 2011 e até hoje custou mais de 20.000 vidas.
O Grupo de Ação foi composto pelos Secretários-Gerais da ONU e da Liga Árabe, os Ministros das Relações Exteriores dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança – China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos -, bem como o ministro das Relações Exteriores turco , o alto Representante da União Europeia para as Relações Exteriores e a Política de Segurança e os ministros das Relações Exteriores do Iraque, Kuwait e Catar, em seus respectivos papéis relacionados com a Liga Árabe.
Como parte de seus esforços para deter a violência na Síria, Brahimi teve uma série de reuniões sobre o assunto, tanto a nível regional como em outros lugares. Ontem à noite, no Cairo, reuniu-se com o Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, e o Secretário-Geral da Liga dos Estados Árabes, Nabil El-Araby.

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