Representante da ONU para Síria cobra do Conselho de Segurança resolução e plano de paz
November 29, 2012 22:00 - no comments yet
O Representante Especial Conjunto das Nações Unidas e da Liga dos Estados Árabes para a crise na Síria, Lakhdar Brahimi, pediu nesta quinta-feira (29) ao Conselho de Segurança que chegue a um acordo para adotar um plano que possa ser usado como base para um processo político no país do Oriente Médio, onde mais de 20 mil pessoas já morreram em decorrência da violência que já dura 21 meses.
“A situação na Síria é ruim – e não é demais repetir – está ficando pior”, disse Brahimi a jornalista,s após sua apresentação para o organismo, em Nova York.
“Infelizmente, as próprias partes não estão prontas para oferecer uma solução interna”, acrescentou. “A região também não é realmente capaz neste momento de ajudar para encontrar uma solução pacífica. O lugar onde uma solução pacífica pode ser iniciada é no Conselho de Segurança. ”
Um plano para conduzir a Síria a um processo político já foi traçado em um comunicado emitido pelo Grupo de Ação sobre a Síria, em Genebra (Suíça), em junho. O Grupo de Ação é composto pelos Secretários-Gerais da ONU e da Liga Árabe, os ministros das Relações Exteriores dos cinco Membros Permanentes do Conselho de Segurança – China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos -, bem como o Ministro de Relações Exteriores turco, o Alto Representante da União Europeia para Relações Exteriores e Política de Segurança e os ministros de Relações Exteriores do Iraque, Kuwait e Catar, em seus respectivos cargos relacionados com a Liga Árabe.
Entretanto, esse plano de ação não pode ser colocado em prática enquanto não houver uma resolução do Conselho de Segurança, que já se reuniu várias vezes sobre a situação na Síria, mas até agora não chegou a um acordo sobre a ação coletiva para combater a crise.
Segundo Brahimi, o processo que levará à resolução política do conflito deverá começar com um corpo de transição de governo com poderes executivos completos e terminar com eleições. Mas para isto, é necessário um cessar-fogo urgente. Até agora, vários apelos para cessar-fogo foram ignorados, incluindo o mais recente pedido por Brahimi antes do feriado muçulmano de Eid al-Adha, no final de outubro.
“Eu acredito que [um cessar-fogo] será possível somente com a presença de uma missão de paz “, admitiu o Enviado Especial, que fará a Assembleia Geral um resumo da atual situação na Síria hoje.
Comboio de Força de Paz de Golã é atacado na Síria e quatro ficam feridos
November 29, 2012 22:00 - no comments yet
Um comboio da Força das Nações Unidas de Observação do Desengajamento (UNDOF) levando tropas que estavam deixando a Síria ficou sob fogo cruzado, nesta quinta-feira (29), em uma área perto do Aeroporto Internacional de Damasco. Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas.
As forças de paz que servem à UNDOF atuam na área de Golã, onde monitoram o acordo de retirada de 1974, assinado entre Síria e Israel após a Guerra do Yom Kipur, de 1973. Em julho, o Conselho de Segurança concordou em estender o mandato da missão até 31 de dezembro deste ano.
Durante as últimas semanas não foram relatados confrontos entre as forças de segurança da Síria e a oposição armada nesta região, mas em 11 de novembro disparos de pequenas armas de fogo e de artilharia caíram na parte de Golã ocupada por Israel, provocando uma resposta de Israel. Imediatamente o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que ambos os países agissem com moderação e respeitassem o cessar-fogo.
“O Secretário-Geral continua profundamente preocupado com a evolução do conflito na Síria”, acrescentou seu Porta-voz. “Como o incidente de hoje [ontem] ilustra, os confrontos em curso entre as forças armadas sírias e os membros da oposição afeta as operações da UNDOF e representam um sério risco para o pessoal das Nações Unidas no terreno.”
Segundo informações preliminares da UNDOF, todo o pessoal do comboio foi levado para o Aeroporto Internacional de Damasco, incluindo as quatro pessoas feridas.
Boletim semanal da ONU Brasil – N. 80
November 29, 2012 22:00 - no comments yetBoletim semanal da ONU Brasil – No 80 – 30/11/2012
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Assembleia Geral da ONU concede status de Estado Observador não membro à Palestina
Resolução histórica foi aprovada por 138 votos a favor, nove contra e 41 abstenções entre os 193 Estados-Membros do organismo.
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ONU lança campanha contra a discriminação de portadores do HIV no trabalho
November 29, 2012 22:00 - no comments yet
Dias antes do Dia Mundial da AIDS, comemorado mundialmente em 1 de dezembro, a ONU lançou (29) uma campanha que visa promover os direitos das pessoas vivendo com HIV e combater a discriminação nos locais de trabalho. A iniciativa, intitulada “‘Chegar a Zero no Trabalho’”, tem como objetivo promover recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre HIV e AIDS e diminuir para zero a discriminação no ambiente profissional. As recomendações envolvem a promoção dos direitos humanos, segurança laboral e melhor acesso à prevenção e tratamento do vírus dentro de uma perspectiva do trabalho.
“Hoje, devemos, todos juntos, governos, empregadores, organizações de trabalhadores, e outras partes interessadas, nos renovar para proteger aos direitos humanos das pessoas vivendo com HIV, para que possam desfrutar de um desempenho profissional produtivo e viver com dignidade”, disse o Diretor-Geral da (OIT), Guy Ryder, no lançamento da campanha, em Genebra.
Segundo a OIT mais de 30 milhões de pessoas vivendo com HIV que estão em idade de trabalhar, ainda enfrentam um alto nível de discriminação. Jovens em idade produtiva representam 40% das novas infecções mundiais por AIDS a cada ano. “O objetivo mais desafiador é o nível zero de discriminação”, disse o Diretor do Escritório Executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), o brasileiro Luiz Loures.
A Diretora-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, ressaltou a importância dos profissionais de saúde na resposta ao HIV. Segundo Chan, o primeiro passo para o bom tratamento do vírus é assegurar que médicos tenham acesso à ferramentas de combate efetivas.
Ano passado, 1,7 milhão de pessoas morreram de AIDS e 2,5 milhões foram infectadas, um número ainda grande. No entanto, o número de infecções foi inferior em 700 mil em relação a 10 anos atrás e 600 mil pessoas deixaram de morrer em relação a 2005. Grande parte desse progresso está relacionado com o acesso mundial aos medicamentos antirretrovirais.
Assembleia Geral da ONU concede status de Estado Observador não membro à Palestina
November 28, 2012 22:00 - no comments yet
A Assembleia Geral decidiu conceder nesta quinta-feira (29) à Palestina o status de Estado Observador não membro nas Nações Unidas, ao expressar a necessidade urgente para a retomada das negociações entre Israel e os palestinos para uma solução de dois Estados permanentes.
A resolução sobre o status da Palestina na ONU foi aprovada por 138 votos a favor e nove contra, com 41 abstenções entre os 193 membros do organismo.

“Nós não viemos aqui buscando deslegitimar um Estado estabelecido anos atrás, que é Israel; mas sim para afirmar a legitimidade do Estado que deve agora alcançar a sua independência, e que é a Palestina”, disse o Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, à Assembleia Geral antes da votação.
Abbas observou que estava sendo demandado do mundo hoje a realização de um passo significativo no processo para corrigir a “injustiça histórica sem precedentes” contra o povo palestino desde 1948.
“Seu apoio para o nosso esforço de hoje”, disse ele, “irá enviar uma mensagem promissora – a milhões de palestinos na terra da Palestina, nos campos de refugiados, tanto na pátria quanto na diáspora, e para os prisioneiros que lutam pela liberdade em prisões de Israel – de que a justiça é possível e que há uma razão para ter esperança, e que os povos do mundo não aceitam a continuação da ocupação”.

O Embaixador de Israel na ONU, Ron Prosor, disse que sua delegação não poderia aceitar a resolução de hoje. “porque esta resolução é tão unilateral, não faz avançar a paz, é um retrocesso”, afirmou, acrescentando que a paz só pode ser alcançada através de negociações.
“Não há apenas uma rota para um Estado palestino e essa rota não é executada através desta câmara, em Nova York. Essa rota é executada através de negociações diretas entre Jerusalém e Ramallah que conduzam a uma paz segura e duradoura entre israelenses e palestinos”, acrescentou. “Não há atalhos. Não há soluções rápidas. Não há soluções imediatas”.
Os israelenses e palestinos ainda têm de retomar as negociações diretas, interrompidas em setembro de 2010 depois que Israel se recusou a estender o congelamento da atividade de assentamento no território palestino ocupado.
“A votação de hoje destaca a urgência de uma retomada de negociações significativas”, disse o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, após o fim da votação. “Temos de dar um novo impulso aos nossos esforços coletivos para garantir que um Estado palestino independente, soberano, democrático, contíguo e viável viva lado a lado com um Estado de Israel seguro. Exorto as partes a renovar seu compromisso com uma paz negociada”, completou.

O Presidente da Assembleia Geral, Vuk Jeremic, apelou aos “meus queridos amigos da Palestina e de Israel” para trabalhar pela paz, negociar com boa fé e, finalmente, ter sucesso em alcançar o acordo histórico.
“Eu não tenho dúvida de que a história vai julgar esse dia repleto de significado – mas se ele virá a ser visto como um passo na direção certa no caminho para a paz, isso vai depender de nós mesmos após este momento”, disse. “Vamos, portanto, ter a sabedoria para atuar em prol do objetivo que eu tenho certeza que todos nós compartilhamos.”
Na resolução, a Assembleia também expressou a esperança de que o Conselho de Segurança “considere favoravelmente” o pedido apresentado em setembro de 2011 pela Palestina por uma por uma associação plena como Estado-Membro.
A proposta palestina de ser membro pleno da ONU foi paralisada no ano passado, quando o órgão composto por 15 nações, responsável por decidir se deve ou não recomendar a admissão da Palestina pela Assembleia, disse que tinha sido “incapaz de fazer uma recomendação unânime”.
A ação de hoje vem no mesmo dia em que a ONU observou o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino. Estabelecido em 1977, o dia marca a data, em 1947, na qual a Assembleia Geral aprovou uma resolução que propôs a partilha da Palestina, prevendo dois Estados independentes – um árabe e um judeu – e um regime internacional especial para Jerusalém. O Estado de Israel acabou sendo criado em 1948. Um Estado árabe independente ainda está para ser estabelecido.
Saiba detalhes da questão da Palestina nas Nações Unidas na exposição online preparada pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) especialmente para a data: www.onu.org.br/palestina

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