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Cúpula dos Povos

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Notícias da ONU

June 11, 2012 21:00 , by Vicente Aguiar - | No one following this article yet.
Notícias do Site Oficial da ONU. http://www.onu.org.br/tema/rio20/

Marielle é homenageada em ato no Equador contra feminicídio e violência de gênero

June 8, 2018 15:15, by ONU Brasil
O primeiro ato da caminhada foi dedicado à vereadora Marielle Franco, sendo conduzido pela ONU Mulheres. Foto: UIM

O primeiro ato da caminhada foi dedicado à vereadora Marielle Franco, sendo conduzido pela ONU Mulheres. Foto: UIM

A vereadora Marielle Franco, assassinada em março no Rio de Janeiro, além de mulheres e meninas vítimas de feminicídios na América Latina e no Caribe foram homenageadas por autoridades ibero-americanas e participantes da 4ª Cúpula Ibero-Americana de Agendas Locais de Gênero, em Cuenca, no Equador, ocorrida em maio (de 15 a 18).

Mais de 500 pessoas vestidas de branco empunharam velas, lamparinas e leques na “Caminhada de Mulheres pela Paz e Não Violência contra as Mulheres e Meninas nas Cidades”.

Entre as autoridades, estiveram presentes Guido Echeverri, presidente da União Ibero-Americana de Municipalistas (UIM) e governador de Cuenca; Carolina Martínez e Paola Flores, vereadoras de Cuenca; e Federico Castillo Blanco, secretário-geral da UIM. De acordo com a União Ibero-Americana Municipalista, o ato buscou expressar o sentido de apropriação do espaço público pela diversidade, reivindicando o direito de viver sem violência, com respeito e convivência em paz.

Luiza Carvalho, diretora da ONU Mulheres para as Américas e Caribe, conduz ato em memória da vereadora Marielle Franco.  Foto: UIM

Luiza Carvalho, diretora da ONU Mulheres para as Américas e Caribe, conduz ato em memória da vereadora Marielle Franco. Foto: UIM

O primeiro ato da caminhada foi dedicado à vereadora Marielle Franco, sendo conduzido pela ONU Mulheres. Luiza Carvalho, diretora da ONU Mulheres para Américas e Caribe, reafirmou o compromisso da entidade com o fim da violência de gênero e prestou homenagem a Marielle.

“A ONU Mulheres agradece a todas as municipalistas, as organizações defensoras de direitos que não cansam e estão, a todo tempo, ativas e atentas ao que está acontecendo. Marchamos por mulheres e homens comprometidos com a vida, com a igualdade e com o futuro que queremos até 2030. Estamos juntas para demonstrar que a nossa solidariedade vai continuar cada vez mais forte”, disse Luiza.

Bibiana Aido, representante da ONU Mulheres Equador, lembrou o legado da vereadora Marielle Franco como porta-voz e defensora dos direitos humanos das pessoas em situação de pobreza, mulheres lésbicas e da população negra brasileira.

“Marielle queria mover as estruturas e alcançar direitos iguais. É o que nós queremos. Ela queria uma vida digna para todos, livre de violência. Marielle queria, e os violentos a mataram. Mas nós, do Sul do mundo, não calaremos sobre o feminicídio de Marielle nem de qualquer defensora ou defensor dos direitos humanos”, assinalou.

Mulheres de diferentes nacionalidades se uniram em ato no Equador contra a violência e o feminicídio. | Foto: UIM

Mulheres de diferentes nacionalidades se uniram em ato no Equador contra a violência e o feminicídio. Foto: UIM

Aido também denunciou que os municípios ainda são hostis em relação à representação e à participação política das mulheres. Pontuou que a violência é mais profunda contra as mulheres negras, indígenas, pobres e LBT (lésbicas, bissexuais e trans). “Marielle representava todas nós. Agora, nós vamos representá-la e a todas as ativistas assassinadas. Seguiremos lutando por uma vida livre de violência, por igualdade substantiva e por democracias paritárias”, acrescentou Bibiana Aido.

Durante o percurso, a segunda parada simbólica foi dedicada à paz e ao fim da violência contra as mulheres. Sob a liderança da Associação Intercultural de Yachak Aiyapu Pumapongo, foram evocadas as energias da natureza e dos elementos fogo, ar, água e terra em reverência à memória das vítimas fatais e à ancestralidade. As delegações dos países lançaram globos no céu de Cuenca.

Gênero e desenvolvimento local

Com o tema “Direitos das Mulheres e Igualdade de Gênero na Democracia e no Desenvolvimento local: desafios para a Agenda 2030”, a 4ª Cúpula Ibero-Americana de Agendas Locais de Gênero, aconteceu entre 15 e 18 de maio, no Equador. O encontro reuniu lideranças políticas ibero-americanas de alto nível sobre governança municipal para a igualdade de gênero e o empoderamento político das mulheres para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A 4ª Cúpula foi promovida pela ONU Mulheres para Américas e Caribe, Secretaria Geral Ibero-Americana (SEGIB), UIM, Prefeitura de Cuenca, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Friedrich-Ebert-Stiftung (FES) Equador, Comissão Interamericana de Mulheres (CIM), Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL) e Universidade de Cuenca.

Caso Marielle Franco

A vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e o motorista Anderson Pedro Gomes foram assassinados em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro, após um compromisso público da parlamentar com ativistas negras alusivo ao Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. Em manifestação aos assassinatos, o Sistema ONU no Brasil divulgou nota em que expressou “expectativa de rigor na investigação do caso e breve elucidação dos fatos pelas autoridades, aguardando a responsabilização da autoria do crime”.

Desde então, diferentes homenagens vêm sendo realizadas em memória de Marielle e de seu legado político. “O assassinato de Marielle Franco é paradigmático porque atinge a democracia como espaço de construção de alternativas. Parece-nos necessário partir do óbvio. A existência da democracia depende de que a participação política das mulheres seja assegurada e que a violência contra as que driblam barreiras e se fazem ouvir seja contida”, disseram Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil, e Flávia Biroli, professora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) e membra do Grupo Assessor da Sociedade Civil Brasil da ONU Mulheres, em artigo no blog #AgoraÉQueSãoElas, da Folha de S.Paulo.

Em março, a trajetória da vereadora foi exaltada na 62ª Sessão da Comissão da ONU sobre a Situação das Mulheres, em Nova Iorque, e na ação digital #OTempoÉAgora, da ONU Mulheres Brasil, que visibilizou ativistas brasileiras ao longo do mês de março de 2018.



Conselho de Segurança elege cinco novos membros para biênio 2019-2020

June 8, 2018 14:48, by ONU Brasil
Secretário-geral da ONU, António Guterres, fala durante reunião de emergência do Conselho de Segurança. Foto: ONU/Manuel Elias

Secretário-geral da ONU, António Guterres, fala durante reunião de emergência do Conselho de Segurança. Foto: ONU/Manuel Elias

Em rodada única de votação nesta sexta-feira (8), a Assembleia Geral da ONU elegeu cinco novos membros não permanentes do Conselho de Segurança, que terão mandatos de dois anos no organismo que estabelece o papel das Nações Unidas para a agenda de paz e segurança global.

Alemanha, Indonésia, África do Sul, República Dominicana e Bélgica assumirão seus assentos em 1º de janeiro de 2019. Esses países substituirão Bolívia, Etiópia, Cazaquistão, Holanda e Suécia, que ocupam os assentos até o fim deste ano.

De acordo com a Carta da ONU, o Conselho de Segurança tem a responsabilidade primária pela paz e segurança internacionais, sendo que todos os Estados-membros da ONU precisam seguir suas decisões.

O Conselho de 15 membros tem dez assentos não permanentes, alocados de acordo com padrão de rotação estabelecido pela Assembleia Geral em 1963 para garantir representação regional justa: cinco países africanos, asiáticos e do Pacífico; um da Europa Oriental; dois da América Latina; dois do Grupo Europa Ocidental e Outros (WEOG).

Bélgica e Alemanha; República Dominicana e África do Sul concorreram sem oposição de seus respectivos grupos regionais, enquanto a Indonésia garantiu seu lugar após um segundo turno com as Maldivas para o assento do Grupo Ásia-Pacífico.

Esta será a primeira vez que a República Dominicana ocupará um assento no Conselho de Segurança, enquanto os demais quatro países já serviram ao órgão das Nações Unidas.

Os outros cinco membros do Conselho — que ocupam os assentos permanentes — são China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos.



UNAIDS destaca importância de empoderar meninas para evitar novas infecções por HIV

June 8, 2018 14:35, by ONU Brasil
Lucy Wanjiku é uma jovem mãe que vive com HIV e lidera a organização Vozes de Mulheres Jovens Positivas do Quênia. Foto: UNAIDS

Lucy Wanjiku é uma jovem mãe que vive com HIV e lidera a organização Vozes de Mulheres Jovens Positivas do Quênia. Foto: UNAIDS

Lucy Wanjiku é uma jovem mãe que vive com HIV e lidera a organização Vozes de Mulheres Jovens Positivas do Quênia. Ela tinha apenas 19 anos quando descobriu que estava vivendo com HIV. “Ser mãe adolescente e viver com HIV foram experiência muito diferentes”, disse Lucy. “Fui discriminada pela comunidade, minha família e até mesmo por serviços de saúde. Não há estrutura de suporte disponível”.

A história de Wanjiku é comum na África Subsaariana. Cerca de 6,9 mil meninas adolescentes e mulheres jovens entre os 15 e os 24 anos são infectadas com HIV a cada semana; das quais, 5,5 mil vivem na África Subsariana.

Agora, Wanjiku está usando sua voz para aumentar a conscientização sobre os desafios que as mulheres jovens enfrentam diariamente no Quênia. Em um evento organizado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Fórum do Dias Europeus do Desenvolvimento (EDD) em Bruxelas, Wanjiku compartilhou uma visão alarmante sobre questões relacionadas à violência baseada em gênero, casamento precoce, violência entre parceiros íntimos, sexo transacional, baixa frequência escolar e falta de empoderamento econômico, que são todos fatores de risco para o HIV que mulheres jovens e meninas adolescentes enfrentam todos os dias.

“Os grupos de apoio funcionam”, disse Wanjiku. “Com suporte, organizações baseadas na comunidade podem facilitar isso suavemente. Precisamos envolver mais líderes adolescentes e mulheres jovens na tomada de decisões para adaptarmos o que funciona para nós, de maneira sustentável”.

O evento, chamado “Empoderando Mulheres e Meninas — Reduzindo Novas Infecções por HIV”, destacou a importância de empoderar mulheres jovens e meninas adolescentes para evitar novas infecções por HIV. Realizado nos dias 5 e 6 de junho, o Fórum do EDD contou com a participação de mais de 6 mil pessoas de 140 países, representando 1,2 mil organizações de comunidades em desenvolvimento.

“Devem ser feitos esforços consideráveis ​​para alcançar a meta de menos de 100 mil novas infecções por HIV entre meninas adolescentes e mulheres jovens até 2020,” disse Tim Martineau, diretor-executivo adjunto interino do UNAIDS. “O Roteiro de Prevenção do HIV até 2020, lançado por UNAIDS, UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas) e parceiros em 2017, será fundamental para orientar os esforços. Para que as mudanças sejam duradouras, também é muito importante envolver homens e meninos”.

O evento foi moderado por Ebony Johnson, uma estrategista de saúde pública e gênero, e reuniu várias informações e experiências de jovens ativistas, pessoas vivendo com HIV, sociedade civil e representantes de desenvolvimento internacional.

Destacando a importância do acesso à informação, Melodi Tamarzians, uma jovem embaixadora sobre saúde sexual e reprodutiva e direitos da Holanda, destacou que apenas 34% dos jovens têm conhecimento correto sobre prevenção e transmissão do HIV. “Eu acredito no poder infinito dos jovens de causar mudanças em si e em suas comunidades”, disse ela. “E eles precisam ter acesso a uma educação sexual abrangente, que não é apenas importante para prevenir violência, mas também para causar benefícios individuais e sociais de longo alcance”.

Winnie Byanyima, diretora-executiva da Oxfam Internacional, falou sobre as barreiras políticas e lembrou que, para melhorar as ações entre meninas adolescentes e mulheres jovens, é necessário criar espaço para que as jovens participem dos processos de tomada de decisões. Ela acrescentou que o investimento precisa ser seguro para fortalecer o empoderamento econômico e melhorar a saúde das mulheres.

“As jovens mulheres afetadas pelo HIV podem ter medo de acessar os serviços de saúde por falta de confidencialidade, discriminação e custo. Precisamos investir na educação entre pares e no acesso gratuito aos serviços para capacitar as mulheres a proteger sua saúde”, disse ela.

O UNAIDS, em conjunto com vários parceiros, incluindo organizações de mulheres e de mulheres vivendo com HIV, trabalha para corresponder às necessidades das meninas e mulheres em todas as metas da Declaração Política das Nações Unidas sobre o Fim da AIDS.

O programa das Nações Unidas trabalha para assegurar que mulheres e meninas em todos os lugares tenham seus direitos atendidos, que estejam empoderadas para se proteger contra o HIV e que todas as mulheres e meninas vivendo com HIV tenham acesso imediato ao tratamento e cuidados.



Em dia dos oceanos, ONU celebra compromisso para proteger 62% dos litorais contra poluição plástica

June 8, 2018 13:43, by ONU Brasil
Baleias-jubarte. Foto: Flickr (CC)/Christopher Michel

Baleias-jubarte. Foto: Flickr (CC)/Christopher Michel

No Dia Mundial dos Oceanos, lembrado neste 8 de junho, o chefe da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, comemorou a adesão nesta semana de oito novos países à campanha Mares Limpos, iniciativa para proteger as águas salgadas do mundo contra a poluição plástica. Com isso, chegou a 51 o número de nações envolvidas com a estratégia das Nações Unidas, lançada em fevereiro de 2017. Juntos, países respondem por 62% de todas as costas do planeta.

Segundo o Solheim, a Mares Lipmos é agora o maior pacto global para combater o lixo marinho. Entre os novos apoiadores, está a Índia, sede oficial das celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), que teve o tema #AcabeComAPoluiçãoPlástica. O gigante asiático se comprometeu a banir todos os plásticos descartáveis até 2022. A nação também prometeu fazer uma inspeção de todo seu litoral, com o apoio da campanha da ONU.

Na Nigéria, um dos dez países que mais polui a natureza com plástico, serão criadas 26 centros de reciclagem do material. A medida é parte das metas firmadas pela nação africana junto à Mares Limpos. Solheim se encontrará hoje com oficiais do governo nigeriano, para discutir futuras ações conjuntas.

Argentina, Costa do Marfim, Emirados Árabes Unidos, Honduras, Guiana e Vanuatu também se uniram à campanha da ONU.

Tag, I’m it! For #WorldEnvironmentDay I’m committed to giving up plastic bags to #BeatPlasticPollution with @UNEnvironment. If you can’t reuse it, refuse it!
I am inviting @belagil, @tombrady, @oboticario and everyone who wants to make a difference to participate. pic.twitter.com/MUQhb4i9iU

— Gisele Bündchen (@giseleofficial) 5 de junho de 2018

“Existe agora mais impulso do que nunca para acabar com a poluição plástica e proteger os oceanos que todos compartilhamos contra a maré de plástico descartável”, afirmou Solheim.

“Ver tantos países se apresentando para a luta, unindo-se à campanha Mares Limpos, significa que estamos todos caminhando rumo a oceanos mais saudáveis, que sejam livres de poluição e cheios de vida.”

A ONU Meio Ambiente lembrou que, também nesta semana, os chefes de Estado dos países do G7 estão reunidos no Canadá para sua cúpula anual. Na pauta das potências, estão os problemas relacionados aos oceanos, como a poluição plástica, a sobrepesca, a elevação do nível do mar e a resiliência de comunidades costeiras.

Mais de 30 agências da ONU contra o plástico descartável

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou que 80% da poluição marinha vem do continente — incluindo 8 milhões de toneladas de plástico por ano. Para o dirigente máximo das Nações Unidas, isso “entope cursos d’água, prejudica comunidades que dependem da pesca e do turismo, mata tartarugas e pássaros, baleias e golfinhos, e encontra meios de chegar às áreas mais remotas do planeta e a toda a cadeia alimentar de que em última análise nós dependemos”.

Guterres convocou todos os cidadãos a se mobilizar pelo fim do lixo plástico.

“Ações começam em casa e falam mais alto do que palavras. As Nações Unidas visam dar o exemplo, e mais de 30 das nossas agências agora já começaram a trabalhar para acabar com o uso de plástico descartável. Mas todos precisam fazer a sua parte”, afirmou o secretário-geral.

“Você pode fazer a diferença hoje — e todos os dias — fazendo coisas simples, carregando sua própria garrafa de água, caneca de café e sacolas de compras, reciclando o plástico que você compra, evitando os produtos que contêm microplásticos e se voluntariando para limpezas (de praia) locais”, completou Guterres.

Oceanos absorveram 93% do excesso de calor do efeito estufa

Também por ocasião do dia internacional, a chefe da UNESCO, Audrey Azoulay, lembrou que os mares são essenciais para a manutenção da vida no planeta. Os oceanos fornecem mais de 60% dos “serviços ecossistêmicos”, a começar pela produção da maior parte do oxigênio e pela regulação do clima. Nos últimos 50 anos, as águas salgadas do mundo absorveram 93% do excesso de calor ligado ao agravamento do efeito estufa.

Mas a saúde dos mares está em risco, enfatizou a dirigente, devido à superexploração de recursos, como a sobrepesca, à poluição e ao aumento da absorção de gás carbônico. “Aquecimento global, acidificação, zonas mortas, proliferação de algas nocivas e degradação do ecossistema são fenômenos que refletem o impacto das atividades humanas no oceano”, afirmou Audrey.

A diretora-geral da UNESCO chamou atenção para a descoberta em 2018 de uma nova zona morta, no Golfo de Omã. A área é maior do que a Escócia e continua se expandindo. O fenômeno ocorre quando a vida marinha sofre um processo de asfixia, com níveis dramaticamente baixos de oxigênio.

Audrey também alertou para o despejo de plástico nos mares. Atualmente, esse tipo de resíduo é lançado no oceano a uma taxa de um caminhão cheio por minuto. São 8 milhões de toneladas pro ano. “Parte desse lixo se concentra em áreas do oceano chamadas de giros, ocasionados pela circulação das correntes oceânicas”, explicou a chefe da agência da ONU.

“Nenhum país sozinho é capaz de mensurar as mudanças que ocorrem no oceano, nem de limpá-lo e protegê-lo” Diretora-Geral da UNESCO, Audrey Azoulay. Vamos juntos realizar ações para a preservação dos Oceanos?#DiaMundialDosOceanos 🌊🐠https://t.co/M6MdWJdrlL pic.twitter.com/esr0tKQnIL

— UNESCO no Brasil (@UNESCOBrasil) 8 de junho de 2018

“Apesar disso, existem soluções para combater tais desastres. Lugares nos quais a destruição foi interrompida voltaram a ter vida. O meio ambiente marinho é capaz de demonstrar resiliência, se nós permitirmos a sua recuperação das pressões antropogênicas, por meio da boa gestão de seus ecossistemas.”

Audrey elogiou a resolução da Assembleia Geral da ONU que proclama a Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, em 2021-2030. Aprovada no ano passado, medida visa ampliar investimentos destinados a essa área de pesquisa, que recebe somente 4,5% dos recursos públicos disponibilizados para as ciências naturais.

“Nenhum país sozinho é capaz de mensurar as mudanças que ocorrem no oceano, nem de limpá-lo e protegê-lo. Por meio da cooperação internacional, da transferência de tecnologia e do compartilhamento de conhecimentos, nós podemos ter sucesso no desenvolvimento de políticas favoráveis ao meio ambiente, que promovam o crescimento sustentável com base no oceano”, completou a chefe da UNESCO.



Moradores das Ilhas Galápagos combatem a maré de plástico; vídeo

June 8, 2018 13:39, by ONU Brasil

Saiba mais: www.cleanseas.org.



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