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Cúpula dos Povos

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Notícias da ONU

June 11, 2012 21:00 , by Vicente Aguiar - | No one following this article yet.
Notícias do Site Oficial da ONU. http://www.onu.org.br/tema/rio20/

Com apoio do PNUD, indígenas Guarani-Kaiowá usam fogão ecológico como tecnologia social

December 3, 2012 22:00, by Unknown - 0no comments yet

Ainda não havia amanhecido na aldeia e Delma Gonçalves, 41, já caminhava há duas horas até o local em que os indígenas costumam recolher lenha. O caminho de volta, no entanto, era o mais penoso: sob o sol forte, tinha de carregar nas costas um feixe de 20 quilos de madeira. Dona Delma é uma das indígenas Guarani-Kaiowá da aldeia de Panambizinho, a 250 km da capital Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Durante anos, três vezes por semana, essa foi sua rotina matinal. “Tinha muitas dores na coluna. Eu chegava tão cansada que mal dava conta de cozinhar”, conta Delma. O fogo para fazer o almoço era feito no chão, de modo precário, com algumas latas para tapar o vento e uma resistência de geladeira improvisada como grelha.

Além de aumentar as dores na coluna, o fogo improvisado produzia muita fumaça, prejudicando a saúde dos moradores, principalmente das crianças, que sofriam com doenças respiratórias e tinham agravados casos de pneumonia, bronquite, sinusite e asma. Há alguns meses, a construção de fogões à lenha ecológicos de alta eficiência energética tem ajudado a mudar a realidade da família de Delma e de outras dezenas de famílias indígenas na aldeia de Panambizinho.

Desenvolvida por ONGs parceiras em um outro projeto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sobre eficiência e sustentabilidade energética na Caatinga, a tecnologia social para a construção do fogão ecológico está sendo adaptada à realidade indígena do Cerrado sul-mato-grossense. Ao contrário dos fogões à lenha tradicionais, que levam cimento e ferro na construção, o fogão ecológico utiliza apenas materiais de baixo custo e que podem ser encontrados na própria região como areia, argila, barro e tijolos de barro.

Esta iniciativa do PNUD faz parte de um programa conjunto com outras agências da ONU cujo objetivo é promover a segurança alimentar e nutricional de mulheres e crianças indígenas no Brasil. Ao todo, o projeto beneficia, direta e indiretamente, cerca de 53 mil indígenas no país. A tecnologia é considerada modelo de sustentabilidade e a intenção é que ela seja usada em outros projetos semelhantes ao redor do mundo. “O intercâmbio de boas práticas é um dos principais objetivos do Programa”, conta Carlos Castro, Coordenador da Unidade de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do PNUD Brasil.

Os materiais, aliados ao desenho mais estreito da cavidade para a lenha, funcionam como isolantes térmicos naturais, ajudando a reter o calor por mais tempo. A placa de argila que fica em contato com o fogo evita o desperdício de energia, conduzindo calor de forma contínua e prolongada. Como as placas se mantêm quentes por até 5 horas, mesmo depois de extinto o fogo, é possível cozinhar alimentos mais duros sem uma supervisão constante. “Antes não comia feijão. Agora como”, lembra Delma.

A família de Dona Elza também é uma das beneficiárias da construção do fogão ecológico (PNUD/Gilmar Ganache)A saúde dos moradores também agradece, especialmente a das crianças. Além de mais nutridas, elas apresentam menos doenças respiratórias com a eliminação da fumaça nociva dentro de casa. Com o fogão ecológico, estes gases agora são levados pelo vento através das chaminés. Para o meio ambiente, os impactos são igualmente positivos. “O uso de lenha traz outras duas vantagens: independência dos fornecedores de gás e a não produção de gás de efeito estufa”, diz Castro.

A alta eficiência energética do fogão torna possível o uso de gravetos finos, folhas secas, sabugos de milho e cascas de árvore como combustível, que podem ser encontrados nos quintais das casas, onde estas famílias fazem os plantios agroflorestais. Um dos objetivos é que as famílias deixem de usar somente lenha grossa. A lenha mais fina possibilita o manejo ao redor da casa, diminuindo o impacto ambiental.

As longas jornadas de dona Delma para buscar lenha agora se limitam a visitas ao quintal, recolhendo pequenos galhos que caem das árvores. Essa redução do tempo de jornada para buscar lenha, também propicia um maior cuidado com o quintal, com os animais criados e com as plantas cultivadas nele.

“Uso o tempo pra cuidar das crianças e da casa. Posso tirar o mato, lavar roupa, varrer o terreiro. Também consigo cuidar da plantação”, conta a Kaiowá enquanto toma seu tereré. A população indígena no Brasil soma cerca de 800 mil pessoas. Os Guarani-Kaiowá são a segunda maior etnia do país.

Para os Kaiowás, o fogo tem um significado espiritual: é sinônimo de purificação. Em geral, ele é controlado pelas mulheres, que abraçam a responsabilidade de unir e alimentar a família. É ao redor deste fogo, agora sustentável e saudável, que dona Delma e outras mulheres indígenas de Panambizinho alimentam não apenas as necessidades físicas de suas famílias, mas também uma tradição milenar.

Fogão geoagroecológico Guarani-Kaiowá

Conheça a história do fogão ecológico contada a partir da perspectiva dos próprios indígenas. O vídeo acima foi inteiramente produzido pela Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI), como parte de uma iniciativa do PNUD que trabalha a inclusão digital nas aldeias.


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PNUMA lança publicação sobre como medir progresso na economia verde

December 2, 2012 22:00, by Unknown - 0no comments yet

PNUMA lança relatório que demonstra como indicadores podem ser relevantes em prol da economia verde.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) lançou hoje (3) em Genebra, na Suíça, um relatório que mostra como os indicadores podem medir o progresso em direção a uma utilização eficiente dos recursos, a favor da economia verde, bem como a favor das decisões políticas que suportam sociedades sustentáveis. “Os indicadores de economia verde fornecem metas para uma sociedade ambientalmente estável, economicamente viável e justa”, disse o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner.

O relatório Medir o Progresso para uma Economia Verde Inclusiva detalha uma série de indicadores que podem ser usados por políticos para formular e controlar o impacto de seus projetos de economia verde, incluindo as áreas de mudança climática, eficiência de recursos, investimento verde, emprego e saúde. O estudo também aponta índices para as nações interessadas na promoção do desenvolvimento sustentável, como o Sistema das Nações Unidas de Contabilidade Ambiental e Econômica (SEEA). O SEEA oferece novos padrões para coleta de dados econômicos e ambientais.

O estudo foi divulgado durante o evento chamado Medindo o Futuro que Queremos, primeiro encontro sobre o tema desde a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), realizada em junho no Brasil. O objetivo é compilar o conhecimento de países e empresas que desenvolveram indicadores relacionados com a economia verde/crescimento verde, harmonizar essas abordagens, bem como identificar as lacunas de conhecimento e prioridades de pesquisa para se avançar o trabalho. Nos três dias de reunião, estarão presentes funcionários do governo de Barbados, China, Dinamarca, Equador, Alemanha, Gana, Indonésia, Marrocos, Tailândia e Uruguai.

De acordo com o PNUMA, os indicadores desenvolvidos por algumas nações podem ser importantes para que outros Estados saibam enxergar as principais questões ambientais e avaliar as opções políticas e o seu retorno ambiental, social e econômico. A agência ressaltou que atualmente a maioria dos países se concentram demais no Produto Interno Bruto (PIB) como medida do desempenho econômico, e  não levam em consideração a depreciação de florestas, ar limpo ou água.


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Ban Ki-moon pede sociedade mais acessível no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

December 2, 2012 22:00, by Unknown - 0no comments yet

(Irin/Evans Mensah)Salientando a necessidade de garantir às pessoas com deficiência acesso igualitário a serviços e oportunidades em todo o mundo, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu hoje (3) um novo impulso global destinado à criação de “sociedades que valorizam a diversidade e a inclusão”.

Em sua mensagem para marcar o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, Ban Ki-moon também apontou para a reunião do próximo ano da Assembleia Geral da ONU sobre deficiência e desenvolvimento. O Dia Internacional de hoje marca o lançamento oficial dos preparativos para a Reunião de Alto Nível, que ocorrerá em setembro na sede da ONU em Nova York.

“Este encontro se realizará quando a comunidade internacional trabalha para construir uma agenda de desenvolvimento pós-2015, apresentando uma oportunidade para assegurar que os direitos, interesses e contribuições das pessoas com deficiência sejam plenamente levados em conta”, disse Ban.

Mais de um bilhão de pessoas – cerca de 15% da população mundial – vivem com algum tipo de deficiência. A ONU promove a data internacional desde 1992, quando a Assembleia Geral reconheceu o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, mudando seu nome para o atual em 2007.

Foi também em 2007 que a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência foi aberta a assinaturas,  entrando em vigor em 2008. No mês passado, 126 países, representando dois terços dos Estados membros da ONU, já haviam ratificado a Convenção.

Ban Ki-moon observou que a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que ocorreu  no Brasil, já havia destacado o tema. ”Nosso desafio é oferecer a todas as pessoas a igualdade de acesso que precisam e merecem”, disse Ban. “Em última análise, isso irá criar um mundo melhor para todos”, acrescentou, lembrando que a Rio+20 concordou com a importância da acessibilidade para alcançar o futuro que queremos.


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ONU destaca papel das organizações de mulheres na prevenção e resolução de conflitos

December 2, 2012 22:00, by Unknown - 0no comments yet

Diretora Executiva da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), Michelle Bachelet (ONU/Ryan Brown)Funcionários das Nações Unidas destacaram na sexta-feira  (30) o papel das organizações de mulheres e grupos da sociedade civil na prevenção da violência e na resolução de conflitos, salientando que as suas contribuições são vitais para a construção de um mundo pacífico e que devem ser reforçadas.

“Precisamos garantir que as mulheres tenham a oportunidade de desempenhar plenamente seu papel na paz e na segurança”, disse a Diretora Executiva da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), Michelle Bachelet, em um debate do Conselho de Segurança sobre mulheres, paz e segurança.

Ela observou que sempre que há conflito, seja no Mali, na Síria, no Oriente Médio, ou no leste da República Democrática do Congo (RDC), “as mulheres devem ser parte da solução”.

O debate de hoje, que estava inicialmente previsto para o final de outubro, mas foi adiado devido ao furacão Sandy, marca o 12 º aniversário da resolução 1325 do Conselho de Segurança, que pediu pelo engajamento das mulheres na resolução de conflitos e na construção da paz.

Na resolução 1325 o Conselho pediu à comunidade internacional para dar às organizações femininas da sociedade civil um papel de destaque na negociação, planejamento e implementação de processos de paz e de programas de desenvolvimento pós-conflito.

Mulheres pela paz e segurança

Em seu relatório anual sobre mulheres, paz e segurança, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou um número crescente de exemplos inspiradores de mulheres em ação pela paz e segurnça. Em países como o Quirguistão, Timor Leste, Haiti, Sudão do Sul, Libéria, Nepal e muitos outros, as mulheres estão liderando abordagens inovadoras para a prevenção de conflitos e violência e construindo a paz em suas comunidades.

Bachelet, que apresentou o relatório, destacou que os grupos de mulheres no Mali estão fazendo agora contribuições para soluções não violentas para a crise no país, que está dividido desde que os rebeldes tomaram o controle do norte no início deste ano. “Apesar de sua ausência nas resoluções oficiais de processos de conflitos, as mulheres líderes no Norte estão usando canais informais para chamar os líderes de grupos armados para participar de diálogos de paz”, observou ela.

“Apenas duas semanas atrás”, ela acrescentou, “cerca de mil mulheres líderes e membros de grupos da sociedade civil se reuniram em Bamako e entregaram um apelo comum para a paz, expressando a solidariedade entre as divisões étnicas e recomendaram medidas específicas para proteger os direitos das mulheres e prevenir a violência contra mulheres e crianças”.

Bachelet pediu aos líderes mundiais para fornecer uma liderança determinada, recursos dedicados e oportunidades diretas para que as mulheres contribuam para a manutenção da paz e segurança.

Em suas observações para o evento, o Subsecretário-Geral para as Operações de Manutenção da Paz, Hervé Ladsous, disse que as missões de paz da ONU apoiaram progressos importantes em algumas áreas, nomeadamente a participação política das mulheres em nível local e nacional. Em outras áreas, como a proteção de mulheres ativistas, mais poderia ser alcançado.

5 mil mulheres contra rebeldes da República Democrática do Congo

Bachelet descreveu como, há uma semana, cerca de 5 mil mulheres inundaram a principal avenida comercial em Kinshasa, capital da RDC, para protestar contra a queda da cidade provincial de Goma para o grupo rebelde do Movimento 23 de março (M23) – o protesto não violento mais maciçamente organizado no país após a queda da cidade.

“No entanto, às mulheres não têm sido dada qualquer influência política nas negociações regionais destinadas a levar a paz as partes em apuros no leste do país”, acrescentou.

No preparativos para o debate do Conselho, mulheres ativistas e organizações de mulheres se reuniram com as lideranças da ONU em mais de 20 países, facilitadas pela ONU Mulheres, o Departamento de Operações de Manutenção da Paz (DPKO), o Departamento de Assuntos Políticos (DPA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), para discutir os desafios e fazer suas recomendações sobre questões relativas às mulheres, paz e segurança.


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Representante da ONU para direitos humanos alerta sobre risco de impunidade na Costa do Marfim

December 2, 2012 22:00, by Unknown - 0no comments yet

Ivan ŠimonovićNo final de uma visita à Costa do Marfim, o Vice-Secretário-Geral para os Direitos Humanos da ONU alertou na sexta-feira (01) que a demora em punir autores de graves violações dos direitos humanos pode levar a mais violência no país da África Ocidental.

As observações de Ivan Simonovic foram feitas após uma visita ao campo de deslocados de Nahibly, perto da cidade de Duékoué, no oeste do país. O campo foi atacado em 20 de julho, deixando pelo menos oito mortos e muitos desaparecidos.

“O trágico incidente em Nahibly me lembra as cenas em Duékoué em minha última visita em 2011. Corpos estão sendo desenterrados de valas comuns. As vítimas desses crimes ainda estão esperando por justiça. Essa impunidade – a impossibilidade de responsabilizar os autores dos crimes horrendos – cria um risco grave de violência contínua”, afirmou Simonovic, que havia visitado a Costa do Marfim pela última vez, em abril de 2011, no auge da crise política que se seguiu após as eleições de 2010.

Autoridades locais e trabalhadores de ajuda humanitária disseram que a frágil situação de segurança e o medo de represálias estão dificultando as investigações já abertas pelo governo. Simonovic ressaltou, no entanto, que investigações rápidas, rigorosas e críveis são essenciais para o bem não só da justiça, mas também da reconciliação e prevenção de ataques futuros.

Em Man, Guiglo e Duékoué, representantes da sociedade civil expressaram ao funcionário da ONU preocupação sobre disputas de terra não resolvidas, a circulação ilícita de armas e atividades de Dozos, caçadores tradicionais que se tornaram um grupo paramilitar.

Já na cidade de Abidjan, Simonovicse se reuniu com uma série de funcionários do governo e representantes políticos, inclusive o Presidente, Alassane Ouattara, e o Primeiro-Ministro, Daniel Kablan Duncan, que lhe deram esperança de continuidade na reestruturação da segurança no país.


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