ACNUR participa da campanha 16 dias de ativismo contra a violência de gênero
November 27, 2012 22:00 - no comments yet
Como parte da campanha anual 16 Dias de Ativismo contra a Violência de Gênero, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) lançou um curso online para que seus funcionários em todas as operações no mundo tenham conhecimentos e ferramentas necessárias para planejar e implementar programas efetivos de prevenção e combate à violência baseada em gênero. Este ano, a agência intensificou esforços para melhorar o acesso das sobreviventes à Justiça.
“Apesar de ter aumentado a atenção para o tema da violência sexual baseada em gênero e os esforços para combatê-la, um número alarmante de mulheres continua enfrentando esta terrível violação de seus direitos. Em grande parte por causa da desigualdade que persiste em todo o mundo”, disse Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, na segunda-feira (26).
De acordo com Guterres, evitar e combater a violência sexual e de gênero é “componente-chave das operações do ACNUR”. “Em 2012, alocamos 6,9 milhões de dólares para projetos de prevenção e combate que estão sendo implementados em 12 países nos quais o ACNUR tem operações em andamento”, disse.
O Alto Comissário notou que apesar da prevalência da violência de gênero em todas as regiões do mundo, os níveis de relatos são baixos. “Inúmeras barreiras culturais e práticas impedem os sobreviventes de denunciar os abusos e os perpetradores ficam impunes,” disse Guterres.
Os 16 Dias de Ativismo de contra a Violência de Gênero é uma campanha internacional iniciada em 1991 pelo Women’s Global Leadership Institute. Este ano o tema é “Da paz em casa para a paz no mundo: vamos desafiar o militarismo e acabar com a violência contra a mulher!”. A iniciativa vai até 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos.
A campanha une o ACNUR, organizações parceiras, populações de interesse da agência e comunidades em todo o mundo pelo combate a todas as formas de violência baseada em questões de gênero. O ACNUR também dará visibilidade ao trabalho da Campanha Fita Branca, uma iniciativa de um grupo de homens que encoraja seus colegas a não se envolverem, pactuarem ou ficarem calados diante da violência contra a mulher. Os participantes são convidados a usar uma fita branca em sinal de comprometimento com a causa.
OIT promove seminário em SP sobre Pacto Nacional contra o Trabalho Escravo
November 27, 2012 22:00 - no comments yet
Um balanço dos sete anos de existência do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo e as perspectivas desta iniciativa serão debatidos nesta quinta-feira (29) em São Paulo durante o Seminário Anual do Comitê de Coordenação e Monitoramento, do qual faz parte a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Também participarão do eventos representantes do Instituto Ethos, do Instituto Observatório Social e da Repórter Brasil, instituições que integram o Comitê.
Além de uma retrospectiva com os principais momentos e conquistas, destacando sua relevância no fortalecimento do combate ao trabalho escravo contemporâneo, também serão divulgadas e debatidas mudanças na governança e em seu funcionamento.
Programação
14h – 15h30: Sete anos do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo
Apresentação do balanço da iniciativa: Leonardo Sakamoto, Repórter Brasil
Mesa de debate sobre o balanço: PauloVannuchi (Ex-ministro dos Direitos Humanos), Maria do Rosário Nunes (Ministra dos Direitos Humanos da Presidência da República), OIT, Instituto Ethos, Instituto Observatório Social
Apresentação dos resultados sobre o monitoramento das empresas 2010-2011: Instituto Observatório Social
15h30 – 17h: Apresentação da reestruturação do Pacto: Comitê de coordenação e monitoramento, empresas apoiadoras da transição.
17h – 17h15: Lançamento da Cartilha para oficinas de costura: Comitê do Pacto, C&A.
Serviço
Data: 29 de novembro, quinta-feira
Horário: das 14h às 17h30
Local: Senac Consolação
Endereço: Rua Doutor Vila Nova, 228 – Térreo, Salão Nobre. São Paulo, SP
Inscrições: Gratuitas, no site do Instituto Ethos
PNUMA alerta para impacto do derretimento do permafrost no aquecimento global
November 27, 2012 22:00 - no comments yet
O relatório Implicações para a Política do Aquecimento do Permafrost, lançado nesta terça-feira (27) pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP18), em Doha, no Catar, alerta para os riscos potenciais enfrentados pelos ecossistemas globais caso estes subsolos árticos congelados derretam e se tornem instáveis.
Caso isto aconteça, enormes reservas de carbono presas sob quase 1/4 do hemisfério norte correm o risco de serem liberadas, desencadeando e contribuindo de forma significativa para o aquecimento global, já que o derretimento do permafrost produziria o equivalente entre 43 e 135 bilhões de toneladas de CO².
O Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner, enfatizou o papel que o permafrost poderia ter no aumento significativo do aquecimento global: “O permafrost é uma das chaves para o futuro do planeta, pois contém grandes depósitos de matéria orgânica congelada que, se descongelados e liberados para a atmosfera, amplificam o aquecimento global atual e nos levam a um mundo mais quente. Seu potencial impacto sobre o clima, ecossistemas e infraestrutura tem sido negligenciado por muito tempo.”
A maioria do permafrost do planeta se formou durante a última era do gelo, constituindo uma camada ativa de até dois metros de espessura no topo de uma camada de solo congelado.
Remessas de migrantes podem ajudar no desenvolvimento e na redução da pobreza, avalia UNCTAD
November 26, 2012 22:00 - no comments yet
As remessas enviadas pelos migrantes aos seus países de origem devem desempenhar um papel mais importante na redução da pobreza e na capacitação da economia destas nações, afirma o relatório Aproveitamento de Remessas e Conhecimento de Diáspora para Construir Capacidades Produtivas, lançado nesta segunda-feira (26), a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).
De acordo com o documento, as remessas cresceram oito vezes entre 1990 e 2011 e agora valem 27 bilhões de dólares em escala global. Além disso, elas continuaram a subir, apesar dos impedimentos impostos pela crise econômica mundial 2008 e consequentes receios de estagnação financeira.
Para os países menos desenvolvidos, o montante das remessas é significativo. O valor enviado pelos cerca de 27,5 milhões de cidadãos destes países que vivem e trabalham no exterior superou o investimento estrangeiro direto nestes mesmos países durante a última década.
Entretanto, as altas taxas de transferência cobradas sobre estas remessas, que chegam a 12%, representam um empecilho ao crescimento dos menos desenvolvidos. Em 2010, por exemplo, o dinheiro enviado para a África subsaariana poderia ter gerado cerca de 6 bilhões de dólares para os destinatários se os custos associados com as transferências tivessem sido menor.
O Secretário-Geral da UNCTAD, Supachai Panitchpakdi, ao apresentar o relatório, ressaltou que os governos dos países menos desenvolvidos também devem criar medidas e orientar oportunidades para que este dinheiro seja investido no desenvolvimento nacional. ”Os países menos desenvolvidos não podem permanecer sempre dependentes da ajuda oficial ao desenvolvimento”, afirmou, observando que a ajuda oficial continuou a exceder as remessas como fonte de financiamento externo. “Eles têm que fazer seu próprio esforço para mobilizar o seu próprio capital.”
O relatório também destaca outro lado da migração internacional, a chamada “fuga de cérebros”. A partida de pessoas qualificadas enfraquece as chances de os países se desenvolverem e reforça as desigualdades internacionais na disponibilidade de pessoal qualificado.
Em um esforço para combater os efeitos negativos da “fuga de cérebros”, a agência da ONU propôs um esquema de transferência de conhecimentos – o investimento na transferência de conhecimentos da diáspora – destinado a incentivar que membros altamente qualificados da diáspora dos países menos desenvolvidos, incluindo os cerca de 2 milhões de migrantes com nível universitário, para conduzir a aprendizagem e o investimento em países de origem. A iniciativa seria fornecer aos membros da diáspora acesso preferencial ao capital necessário para iniciar um investimento em seu país de origem, com taxas de juros preferenciais.
Status quo entre Israel e Palestina é insustentável, diz funcionário da ONU
November 26, 2012 22:00 - no comments yet
“A recente intensificação da violência ressalta a necessidade urgente de colocar o processo de paz israelense-palestino de volta nos trilhos”, disse hoje (27) o Coordenador Especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Robert Serry, em reunião do Conselho de Segurança da ONU. A reunião do Conselho, ocorre quase uma semana após o cessar-fogo mediado pelo Egito que começou em 21 de novembro, pondo fim ao recente ciclo de violência entre Gaza e Israel.
O encontro acontece também antes da votação de quinta-feira (29) na Assembleia Geral, onde os palestinos devem apresentar uma resolução para tentar obter o status de Estado Observador não membro da ONU. Segundo Serry, a violência na região e a revindicação palestina demonstram que o status quo é insustentável, e por isso deve-se encontrar um caminho para o retomar o processo de paz entre Israel e a Palestina. “Ambos têm de retornar as negociações interrompidas em setembro de 2010, depois que o primeiro recomeçou a atividade de assentamento no Território Palestino ocupado”.
Sobre a revindicação palestina que será votada na quinta-feira, Serry acredita que a formação do Estado palestino é fundamental para a estabilidade da região e para legitimar as aspirações locais. Ele também disse que o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, compartilha da mesma opinião. “O Secretário-Geral afirmou em diversas ocasiões que os palestinos devem ter um Estado independente e viável, vivendo lado a lado com o Estado de Israel em paz e segurança”.
No domingo, Serry visitou e verificou a destruição em Gaza e em Rishon Letzion, um subúrbio de Tel Aviv, em Israel. Os oito dias de violência deixaram 158 palestinos mortos, incluindo 103 civis, e 1269 feridos. Os confrontos também mataram seis israelenses – quatro civis e dois soldados – e deixaram 224 feridos, a maioria civis em Israel.

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