ONU Meio Ambiente e parceiros miram a poluição nos rios para reduzir o lixo marinho
junio 7, 2018 11:00
Vista aérea da Floresta Amazônica. Imagem feita próximo a Manaus. Foto: CIAT (CC)/Neil Palmer
Cerca de 80% da poluição marinha é originada em terra. Esgotos, pesticidas, metais pesados e outros poluentes são conduzidos por cursos de água doce até o litoral e causam danos à saúde das pessoas e ecossistemas. Quando se fala em lixo plástico, especificamente, 13 milhões de toneladas chegam até os oceanos a cada ano, grande parte proveniente dos rios, que transportam o lixo das cidades e do campo até a praia.
Com o objetivo de combater a poluição plástica desde o interior do território e reverter a maré de lixo que invade os nossos oceanos, a ONU Meio Ambiente lançará nesta sexta-feira (8) duas iniciativas inovadoras no Brasil. Em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e com a Secretaria do Meio Ambiente do Governo do Estado do Amazonas (SEMA), dará início ao projeto “Rios Limpos para Mares Limpos”, uma mobilização para a conservação de rios, igarapés e outros afluentes no Amazonas.
Já em Santa Catarina, as 11 cidades que compõem a Associação de Municípios da Foz do Rio Itajaí (AMFRI) irão aderir à campanha Mares Limpos, comprometendo-se a desenvolver e implementar de forma inédita um Plano Regional de Combate ao Lixo no Mar com foco no Rio Itajaí. Ambas as atividades integram as ações da agência da ONU para a semana do meio ambiente (4-11/6).
Quase todos os rios (e resíduos plásticos) vão para o mar
Apesar das diversas aplicações do plástico, como na indústria e na medicina, a sociedade moderna está cada vez mais dependente de produtos plásticos descartáveis. Metade de todo o plástico produzido é projetado para ser usado apenas uma única vez — e jogado fora em seguida, o que pode ocorrer depois de 30 segundos.
Quando itens como sacolas plásticas, canudos e embalagens de alimentos são descartados incorretamente nas ruas, eles voam com o vento, entopem bueiros, aumentam o risco de enchentes e acabam nos rios e nos mares.
No mundo, dez rios carregam sozinhos mais de 90% dos resíduos plásticos que acabam nos oceanos. O maior rio da Ásia, o Yangtzé (China), é responsável pelo transporte de 1.469.481 toneladas. Já o Indo (Índia) conduz 164.332 toneladas, o Rio Amarelo (China) 124.249 toneladas e o Nilo (Egito) 84.792 toneladas. Na África, o Níger (Guiné, Mali, Níger, Benim e Nigéria) deságua 35.196 toneladas de plástico no mar.
Rios Limpos para Mares Limpos em Manaus
Mirando combater a poluição por resíduos plásticos em um dos maiores rios do mundo, a ONU Meio Ambiente uniu forças com a FAS e com a SEMA-Amazonas para desenvolver o projeto “Rios Limpos para Mares Limpos”. O lançamento será feito durante o seminário “Dos rios limpos para mares limpos com os ODS”, que acontece na sexta-feira (8), na sede da FAS, em Manaus, com a presença da representante da ONU Meio Ambiente no Brasil, Denise Hamú, do superintendente-geral da FAS, Virgilio Viana, e do secretário de Meio Ambiente do Amazonas, Marcelo Dutra.
“Como em outras regiões do planeta, as cidades da Amazônia são fontes de geração de resíduos sólidos e poluição dos rios, o que pode se agravar ainda mais com a tendência de aumento da urbanização. Devido a sua importância em termos de biodiversidade global e de serviços ecossistêmicos, a Amazônia, talvez mais do que qualquer outro lugar no Brasil, precisa estar à frente do combate à poluição plástica – e isso implica mobilizar tanto governos e indústrias quanto as comunidades ribeirinhas”, afirma Hamú.
“O evento é muito importante por abordar questões urbanas essenciais em nível global. A despoluição dos rios é estratégica na construção de cidades mais saudáveis, e ao mesmo tempo, na redução da poluição dos mares, que nesse momento é uma calamidade devido aos níveis altíssimos de poluição causada por plásticos”, complementou Viana.
Na manhã de sábado (9), também será realizado um mutirão de limpeza com pranchas de stand-up paddle (SUP) nos igarapés do Tarumã, na Zona Oeste de Manaus, reunindo diversos atores e comunidade para ações práticas de conservação.
Adesão regional à campanha Mares Limpos
No estado de Santa Catarina, o seminário “Oceano sem plástico – ações em terra que afetam o mar” será palco da adesão à campanha Mares Limpos por 11 municípios localizados às margens do rio Itajaí. O primeiro passo foi dado ainda em abril, com a adesão da cidade de Itajaí, durante a Volvo Ocean Race. Agora, os municípios vizinhos se unirão para desenvolver e implementar um Plano Regional de Combate ao Lixo no Mar.
“Os rios apenas refletem as atitudes inconscientes dos indivíduos e nos fazem perceber a tamanha deficiência do sistema de gerenciamento dos resíduos nas cidades. Precisamos abordar essa temática de diferentes ângulos e de forma multidisciplinar. Os representantes locais e gestores das associações de bacias hidrográficas têm um papel fundamental neste processo buscando alternativas para viabilizar frentes de trabalho que contribuam para esta causa”, explica o presidente da Fundação do Meio Ambiente de Piçarras, Marcos Zaleski.
O seminário será promovido em Balneário Piçarras, na sexta-feira (8), e contará com a participação de especialistas, como o capitão estadunidense Charles Moore, que descobriu a ilha de plástico flutuante no Pacífico, e Fernanda Daltro, gerente de campanhas da ONU Meio Ambiente. As inscrições devem ser feitas pelo site da AMFRI e o evento será transmitido ao vivo pelo facebook da Prefeitura de Balneário Piçarras.
Mais informações
Seminário “Dos rios limpos para mares limpos com os ODS”: https://bit.ly/2JoZk2C.
Seminário “Oceano sem plástico – ações em terra que afetam o mar”: https://bit.ly/2M6VRHY.
Atendimento à imprensa
ONU Meio Ambiente: (61) 3038-9231 / comunicacao@pnuma.org
Estudo da ONU analisa pobreza entre crianças refugiadas em 11 países
junio 6, 2018 19:16
Dois refugiados sírios brincam no assentamento informal de Hawch el Refka, no Vale de Bekaa, no Líbano, próximo à fronteira com a Síria. Foto: UNICEF/Halldorsson
Em pesquisa realizada com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) avalia o acesso a proteção social entre populações refugiadas vivendo em 11 países do Oriente Médio e Norte da África. Análise aponta que vítimas de deslocamento forçado estão frequentemente excluídas das redes de assistência mantidas pelos governos para combater a pobreza.
Em 2017, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) identificou 71,4 milhões de pessoas precisando de proteção internacional por conta de seu status migratório. O número inclui refugiados, solicitantes de refúgio, apátridas e deslocados internos — pessoas que são forçadas a deixar suas comunidades, mas que permanecem dentro do país onde tem cidadania. Em 2016, o organismo internacional estimava que 80% dos refugiados viviam em países em desenvolvimento.
Divulgado ao final de maio, os capítulos do estudo estão divididos por país de acolhimento ou nação onde existem populações de deslocados internos. Pesquisas avaliam a vulnerabilidade de crianças e adolescentes vítimas de deslocamento forçado, que nem sempre são incluídas em estratégias de assistência social nas nações ou comunidades onde encontram um novo lar.
Arábia Saudita
Em 2016, trabalhadores imigrantes e suas famílias, somados às comunidades de refugiados da Síria e do Iêmen, totalizavam um terço da população saudita — 11,7 milhões de pessoas. O país tem um Índice de Desenvolvimento Humano alto, o segundo maior do Oriente Médio e do Norte da África depois do Qatar.
Djibuti
O Djibuti é atualmente um país de trânsito para refugiados e abriga 24 mil migrantes da Somália e do Iêmen. As taxas de pobreza entre as crianças são altíssimas: um estudo recente mostrou que ao menos uma em cada quatro crianças do país pode ser considerada extremamente pobre.
Palestina
O conflito com Israel prejudica a qualidade de vida dos palestinos e está por trás do grande número de refugiados e deslocados internos. As restrições de deslocamento e comércio impostas pelo governo israelense afetam substancialmente a economia e o mercado de trabalho regional.
Irã
O Irã é conhecido por conceder asilo a refugiados: 3,5 milhões de afegãos – a maioria da segunda ou terceira geração – e 30 mil iraquianos estão no país. Desde 2015, os refugiados que possuem registros podem acessar o sistema público de saúde.
Iraque
Desde 2014, a crise humanitária no Iraque prejudicou o acesso das crianças a programas de proteção social, principalmente em territórios dominados pelo Estado Islâmico ou destruídos durante a guerra. Em 2017, 3,4 milhões de iraquianos eram considerados deslocados internos, e um terço da população do país precisava de ajuda humanitária. A falta de documentos é a maior dificuldade para estas pessoas, uma vez que a maioria dos benefícios governamentais exige identificação dos cidadãos.
De acordo com a pesquisa, metade dos deslocados internos no Iraque são crianças. Um em cada cinco jovens iraquianos corre risco de vida, violência física e sexual ou de recrutamento por guerrilheiros.
Jordânia
Alguns dos programas da Jordânia destinados a crianças estão disponíveis tanto para cidadãos locais como para estrangeiros. No entanto, os serviços oferecidos são de curto prazo e insuficientes. O fluxo constante de refugiados nos últimos anos gerou desafios para o governo, que enfrenta dificuldades para promover inclusão no mercado de trabalho e acesso aos programas de proteção social.
Líbano
O Líbano é conhecido por abrigar refugiados palestinos e foi bastante afetado pela crise síria. Em 2017, mais de 1 milhão de refugiados sírios estavam registrados no país. Desse contingente, 55% eram jovens com menos de 18 anos. O fluxo de refugiados aumentou a demanda por educação e saúde e, por isso, o governo libanês autorizou que os sírios acessem serviços públicos em ambas as áreas.
A maior parte da assistência humanitária para os refugiados no Líbano vem de organizações internacionais e é financiada por doações. Em outubro de 2016, o Programa Mundial de Alimentos (PMA), a maior agência humanitária global, implementou programas de transferência de renda com cartões eletrônicos, beneficiando 650 mil sírios e 15 mil palestinos residentes no Líbano.
Líbia
Em julho de 2017, 217 mil residentes do país foram identificados como deslocados internos. Do total, 56% eram crianças. Na Líbia, os deslocamentos forçados são provocados pela violência entre grupos armados rivais. A nação africana também é território de trânsito — entre 700 mil e 1 milhão de refugiados passam pela Líbia.
Síria
A renda dos sírios caiu drasticamente desde o início da guerra civil em 2011: 85,2% da população vive em situação de pobreza e 69,3% dos habitantes do país podem ser considerados extremamente pobres. Estimativas coletadas pelo IPC-IG e pelo UNICEF mostram que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas em meio aos conflitos. Mais de 6 milhões de sírios são deslocados internos, e 4,9 milhões foram forçados a deixar o país durante a guerra. A migração acabou estendendo a crise humanitária para países vizinhos, como a Jordânia e o Líbano.
Sudão
A persistência de conflitos armados afeta significativamente a qualidade de vida das crianças sudanesas, especialmente nas regiões de Darfur, Cordofão do Sul e Nilo Azul. Em 2017, o Sudão tinha 2,3 milhões de deslocados internos. Quase 5 milhões de pessoas dependiam de ajuda humanitária para sobreviver.
Tunísia
O fluxo de refugiados líbios e sírios na Tunísia aumentou em 2017, depois de quedas sucessivas nos dois anos anteriores. O índice Gini da Tunísia, de 35,8, não é alto, mas o mercado de trabalho disfuncional agrava as percepções das desigualdades sociais.
Acesse o estudo na íntegra clicando aqui.
Estudo da ONU discute pobreza entre refugiados em 11 países
junio 6, 2018 19:16
Dois refugiados sírios brincam no assentamento informal de Hawch el Refka, no Vale de Bekaa, no Líbano, próximo à fronteira com a Síria. Foto: UNICEF/Halldorsson
Em pesquisa realizada com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) avalia o acesso a proteção social entre populações refugiadas vivendo em 11 países do Oriente Médio e Norte da África. Análise aponta que vítimas de deslocamento forçado estão frequentemente excluídas das redes de assistência mantidas pelos governos para combater a pobreza.
Em 2017, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) identificou 71,4 milhões de pessoas precisando de proteção internacional por conta de seu status migratório. O número inclui refugiados, solicitantes de refúgio, apátridas e deslocados internos — pessoas que são forçadas a deixar suas comunidades, mas que permanecem no interior das fronteiras do país onde tem cidadania. Em 2016, o organismo internacional estimava que 80% dos refugiados viviam em países de desenvolvimento.
Divulgado ao final de maio, os capítulos do estudo estão divididos por país de acolhimento ou nação onde existem populações de deslocados internos:
Arábia Saudita
Em 2016, trabalhadores imigrantes e suas famílias, somados às comunidades de refugiados da Síria e do Iêmen, totalizavam um terço da população saudita — 11,7 milhões de pessoas. O país tem um Índice de Desenvolvimento Humano alto, o segundo maior do Oriente Médio e do Norte da África depois do Qatar.
Djibuti
O Djibuti é atualmente um país de trânsito para refugiados e abriga 24 mil migrantes da Somália e do Iêmen. As taxas de pobreza entre as crianças são altíssimas: um estudo recente mostrou que ao menos uma em cada quatro crianças do país pode ser considerada extremamente pobre.
Palestina
O conflito com Israel prejudica a qualidade de vida dos palestinos e está por trás do grande número de refugiados e deslocados internos. As restrições de deslocamento e comércio impostas pelo governo israelense afetam substancialmente a economia e o mercado de trabalho regional.
Irã
O Irã é conhecido por conceder asilo a refugiados: 3,5 milhões de afegãos – a maioria da segunda ou terceira geração – e 30 mil iraquianos estão no país. Desde 2015, os refugiados que possuem registros podem acessar o sistema público de saúde.
Iraque
Desde 2014, a crise humanitária no Iraque prejudicou o acesso das crianças a programas de proteção social, principalmente em territórios dominados pelo Estado Islâmico ou destruídos durante a guerra. Em 2017, 3,4 milhões de iraquianos eram considerados deslocados internos, e um terço da população do país precisava de ajuda humanitária. A falta de documentos é a maior dificuldade para estas pessoas, uma vez que a maioria dos benefícios governamentais exige identificação dos cidadãos.
De acordo com a pesquisa, metade dos deslocados internos no Iraque são crianças. Um em cada cinco jovens iraquianos corre risco de vida, violência física e sexual ou de recrutamento por guerrilheiros.
Jordânia
Alguns dos programas da Jordânia destinados a crianças estão disponíveis tanto para cidadãos locais como para estrangeiros. No entanto, os serviços oferecidos são de curto prazo e insuficientes. O fluxo constante de refugiados nos últimos anos gerou desafios para o governo, que enfrenta dificuldades para promover inclusão no mercado de trabalho e acesso aos programas de proteção social.
Líbano
O Líbano é conhecido por abrigar refugiados palestinos e foi bastante afetado pela crise síria. Em 2017, mais de 1 milhão de refugiados sírios estavam registrados no país. Desse contingente, 55% eram jovens com menos de 18 anos. O fluxo de refugiados aumentou a demanda por educação e saúde e, por isso, o governo libanês autorizou que os sírios acessem serviços públicos em ambas as áreas.
A maior parte da assistência humanitária para os refugiados no Líbano vem de organizações internacionais e é financiada por doações. Em outubro de 2016, o Programa Mundial de Alimentos (PMA), a maior agência humanitária global, implementou programas de transferência de renda com cartões eletrônicos, beneficiando 650 mil sírios e 15 mil palestinos residentes no Líbano.
Líbia
Em julho de 2017, 217 mil residentes do país foram identificados como deslocados internos. Do total, 56% eram crianças. Na Líbia, os deslocamentos forçados são provocados pela violência entre grupos armados rivais. A nação africana também é território de trânsito — entre 700 mil e 1 milhão de refugiados passam pela Líbia.
Síria
A renda dos sírios caiu drasticamente desde o início da guerra civil em 2011: 85,2% da população vive em situação de pobreza e 69,3% dos habitantes do país podem ser considerados extremamente pobres. Estimativas coletadas pelo IPC-IG e pelo UNICEF mostram que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas em meio aos conflitos. Mais de 6 milhões de sírios são deslocados internos, e 4,9 milhões foram forçados a deixar o país durante a guerra. A migração acabou estendendo a crise humanitária para países vizinhos, como a Jordânia e o Líbano.
Sudão
A persistência de conflitos armados afeta significativamente a qualidade de vida das crianças sudanesas, especialmente nas regiões de Darfur, Cordofão do Sul e Nilo Azul. Em 2017, o Sudão tinha 2,3 milhões de deslocados internos. Quase 5 milhões de pessoas dependiam de ajuda humanitária para sobreviver.
Tunísia
O fluxo de refugiados líbios e sírios na Tunísia aumentou em 2017, depois de quedas sucessivas nos dois anos anteriores. O índice Gini da Tunísia, de 35,8, não é alto, mas o mercado de trabalho disfuncional agrava as percepções das desigualdades sociais.
OMS: preocupação com disseminação do Ebola na República Democrática do Congo continua
junio 6, 2018 19:13
Profissionais de saúde tratam pacientes com suspeita de Ebola em hospital de Bikoro, na República Democrática do Congo. Foto: UNICEF/Naftalin
A República Democrática do Congo (RDC) permanece em situação preocupante no que se refere à disseminação do vírus Ebola, apesar da rápida resposta das autoridades e de seus parceiros internacionais, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) no fim de maio (23).
Falando em Genebra, durante a Assembleia Mundial da Saúde, o vice-diretor-geral da OMS, Peter Salama, que lidera a preparação e resposta de emergência, disse que havia diversas razões para o surto atual — que matou 22 pessoas desde ter sido declarado, em 8 de maio — ainda não ter sido contido.
“É difícil lembrar uma situação de um surto em que o governo respondeu mais rápido e decisivamente”, disse ele, acrescentando que foi “um esforço de múltiplos parceiros e ainda não acabou, estamos apenas no começo”.
Diferentemente dos eventos anteriores de Ebola na RDC – este é o nono no país desde 1976 – o surto de 2018 foi complicado pelo fato de envolver áreas rurais e urbanas.
Isso aumentou as chances de o vírus se espalhar nacional e internacionalmente, disse Salama, especialmente porque a cidade de Mbandaka – onde a doença foi identificada depois de ter surgido no relativamente remoto Bikoro – fica perto do rio Congo, que atua como a principal ligação de transporte para a capital da RDC, Kinshasa.
Com 52 casos confirmados, prováveis ou suspeitos no país, segundo o balanço do fim de maio, o rastreamento efetivo de qualquer pessoa que tenha entrado em contato com a doença é necessário para uma resposta ao vírus, disse Salama.
Ele descreveu a tarefa à frente como “o trabalho de detetive da epidemiologia”, acrescentando que o pessoal médico em um hospital em Wangata, Mbandaka, estava rastreando cerca de 600 contatos de três cadeias distintas de transmissão.
Uma dessas cadeias foi associada a um funeral em uma cidade vizinha de Bikoro; outro estava ligado a uma unidade de saúde na pequena aldeia de Iboko; e o terceiro relacionado a uma cerimônia em uma igreja. “Cada um tem o potencial de expandir se não for controlado”, disse Salama.
O funcionário da OMS confirmou que um programa seletivo, ou de “vacinação em anel”, havia sido iniciado e que estão em andamento esforços para garantir que o medicamento contra o Ebola possa ser armazenado entre -60 e -80 °C.
A OMS enfatizou repetidamente que a vacinação é apenas uma entre muitas medidas na resposta ao surto.
PNUD e Maceió realizam semana de atividades sobre inclusão de estudantes com deficiência
junio 6, 2018 18:41
Em Maceió, PNUD apoia governo municipal a capacitar profissionais de educação para integrar alunos com deficiência. Foto: PNUD/Thiago Guimarães
Em Maceió, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Secretaria Municipal de Educação concluíram nesta quarta-feira (6) a Semana da Inclusão. Iniciativa ofereceu qualificação pedagógica sobre integração de estudantes com deficiência. Formação mobilizou cerca de 300 profissionais de educação da capital alagoana.
Desde que a cidade adotou em 2015 a matrícula escolar online, com o apoio da agência da ONU, o número de alunos com deficiência nas escolas cresceu consideravelmente. Em 2014, a rede municipal contava com 1.981 estudantes matriculados nessa modalidade de ensino, segundo dados do SisLAME. Em 2017, eram 3.309.
Dos jovens com deficiência que frequentam as escolas de Maceió, 2.494 fazem Atendimento Educacional Especializado (AEE) — 1.804 nas 78 Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) do município e outros 690 em quatro instituições conveniadas.
O PNUD mantém um projeto de cooperação com a pasta municipal de educação para promover a inclusão no ensino público. Para a coordenadora-geral da iniciativa, Rita Ippolito, a Semana da Inclusão é uma oportunidade para discutir com as escolas da rede conceitos e referenciais metodológicos sobre escolarização e currículo diferenciado.
Ao longo do evento, foram realizadas duas oficinas com professores do AEE e coordenadores pedagógicos de unidades escolares que ainda não têm os espaços de recursos multifuncionais. Também estiveram presentes autoridades do Judiciário, especialistas, educadores, representantes de associações e conselhos.







