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Notícias da ONU

11 de Junho de 2012, 21:00 , por Vicente Aguiar - | No one following this article yet.
Notícias do Site Oficial da ONU. http://www.onu.org.br/tema/rio20/

Primeiro evento do TEDx em campo de refugiados no Quênia acontece no sábado (9)

8 de Junho de 2018, 18:15, por ONU Brasil
Moradoras sul-sudanesas do campo de refugiados de Kakuma, no Quênia. Foto: ACNUR

Moradoras sul-sudanesas do campo de refugiados de Kakuma, no Quênia. Foto: ACNUR

O primeiro evento TEDx em um campo de refugiados acontecerá em Kakuma, condado de Turkana, norte do Quênia, no sábado (9), das 10h às 15h30 (horário da África Oriental, das 4h às 9h30 no horário de Brasília).

O TEDxKakumaCamp receberá palestrantes locais e internacionais para falar sobre o tema “prosperar”. As falas vão abordar inovação, educação e transformação, oferecendo perspectivas instigantes sobre a vida dos refugiados e contando histórias extraordinárias de resiliência, contribuição e criatividade.

“Esperamos que este evento mostre refugiados para além de situação incertas, mas inseridos em um ambiente de transformação”, disse Melissa Fleming, uma das organizadoras do TEDxKakumaCamp. “Vamos ouvir não apenas histórias de tragédia, mas ideias que fortalecerão nossa crença de que refugiados capacitados podem prosperar e não apenas sobreviver”.

Uma escola no campo de Kakuma servirá de palco para o evento, e a expectativa é de que haja 350 participantes internacionais e refugiados, juntamente a uma exibição separada para até 4 mil residentes refugiados.

O evento poderá ser acompanhado ao vivo por transmissões online, que dará início a uma conversa global sobre refugiados nas redes sociais com a hashtag #TEDxKakumaCamp.

“Essa transmissão online permitirá que milhões de pessoas, não importa onde estejam, possam sentir a resiliência, a paixão e a diversidade do campo de Kakuma”, declarou Dana Hughes, co-organizadora do evento. “Esperamos que aqueles que estiverem assistindo se unam para mostrar solidariedade aos refugiados, não apenas em Kakuma, mas no mundo todo”.

Entre os palestrantes e artistas estão:

· Halima Aden, nascida em Kakuma, modelo
· Mercy Akuot, refugiado, trabalhador na comunidade
· Pur Biel, atleta e integrante da primeira equipe olímpica de refugiados
· Georgina Goodwin, fotojornalista
· Mary Nyiriak Maker, refugiada, professora & estudante
· Nomzamo Mbatha, atriz e modelo
· Josphat Nanok, Governador do condado de Turkana
· Henok Ochalla, trabalhador humanitário
· Apurva Sanghi, economista
· Paul Slovic, professor de psicologia
· Riya William Yuyada, sul-sudanesa ativista pela paz
· Mercy Masika, cantora gospel
· Octopizzo, cantor de hip hop e ativista
· Emi Mahmoud, ex-refugiada, poetisa

Os parceiros do TEDxKakumaCamp incluem: Safaricom, Fundação H&M, FilmAid Kenya, TEDxNairobi, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), União Europeia, Proteção Civil Europeia e Operações de Ajuda Humanitária (ECHO), Embaixada dos Estados Unidos da América, Quênia e Banco Mundial

Os detalhes do evento e da transmissão ao vivo estão disponíveis em http://tedxkakumacamp.org/.

Sobre o TEDx, x = evento organizado de forma independente

No espírito das ideias que merecem ser divulgadas, o TEDx é um programa de eventos locais e auto-organizados que reúne pessoas para compartilhar uma experiência semelhante à do TED.

Esses eventos locais e de organização autônoma são marcados como TEDx, no qual ‘x’ significa que o evento TED organizado de forma independente. A Conferência TED fornece orientação geral para o programa TEDx, e está sujeito a certas regras e regulamentos.

Sobre o TED

O TED é uma organização sem fins lucrativos dedicada a ideias que merecem ser espalhadas, geralmente na forma de palestras curtas e poderosas (18 minutos ou menos) apresentadas pelos principais pensadores e realizadores da atualidade.

Muitas dessas palestras são dadas na conferência anual do TED em Vancouver, no Canadá, e disponibilizadas gratuitamente no TED.com. Entre os palestrantes do TED, já estiveram presentes Bill Gates, Jane Goodall, Elizabeth Gilbert, Sir Richard Branson, Monica Lewinsky, Philippe Starck, Ngozi Okonjo-Iweala, Sal Khan e Daniel Kahneman.

As iniciativas abertas e gratuitas do TED para divulgar ideias incluem o TED.com, no qual são publicados diariamente novos vídeos do TED Talk; o Open Translation Project, que fornece sub-títulos e transcrições interativas, bem como traduções de milhares de voluntários em todo o mundo; a iniciativa educacional TED-Ed; o Prêmio TED anual de 1 milhão de dólares, que financia pessoas excepcionais com um “desejo” ou uma ideia de promover mudanças no mundo; TEDx, que fornece licenças para milhares de indivíduos e grupos que hospedam eventos locais e auto-organizados no estilo TED globalmente; e o programa TED Fellows, que seleciona inovadores de todo o mundo para ampliar o impacto de seus projetos e suas atividades relevantes.



Vice-chefe da ONU denuncia ‘pandemia global’ de violência contra as mulheres

8 de Junho de 2018, 18:12, por ONU Brasil
Vice-chefe da ONU Amina Mohammed em evento em Bruxelas sobre desenvolvimento e igualdade de gênero. Foto: ONU/Christophe Verhellen

Vice-chefe da ONU Amina Mohammed em evento em Bruxelas sobre desenvolvimento e igualdade de gênero. Foto: ONU/Christophe Verhellen

Em Bruxelas para o fórum Dias Europeus de Desenvolvimento, a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, alertou nesta semana (5) para o que descreveu como uma “pandemia global” de violência contra as mulheres e meninas. Dirigente cobrou que países ponham um fim aos abusos motivados por questões de gênero — quando uma mulher é agredida simplesmente por ser mulher.

“Ataques e discriminação estão profundamente encravados em normas, atitudes e práticas sociais”, afirmou a representante das Nações Unidas. “Transformar essas mentalidades exigirá investimentos significativos de tempo, recursos e vontade política.”

Atualmente, segundo a ONU, uma em cada três mulheres é ou será vítima de violência de gênero no mundo. Em média, por ano, 17 milhões de meninas se casam quando ainda são menores de idade. Quase metade das mulheres assassinadas são mortas por um parceiro ou ex-parceiro.

Amina também chamou atenção para a marginalização econômica das mulheres — em média, a diferença salarial entre elas e os homens é de 23%. Segundo a dirigente, o Banco Mundial estima que a participação igualitária na força de trabalho liberaria 160 trilhões de dólares para a economia — o equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta. Recursos, disse a vice-chefe da ONU, “poderiam se reinvestidos no desenvolvimento sustentável”.

Na visão da representante das Nações Unidas, a emancipação e a garantia dos direitos das mulheres é fundamental para que a comunidade internacional alcance os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Sem igualdade e empoderamento, vamos simplesmente perpetuar o paradigma de hoje: tentar enfrentar todos os desafios do mundo com apenas metade dos recursos do mundo”, disse.

Iniciativa visa combater feminicídio

Amina disse ainda que a iniciativa Spotlight, lançada no ano passado por uma parceria entre a ONU e a União Europeia, poderá transformar a violência de gênero em “algo do passado”. “A Spotlight se concentrará na forma mais extrema de violência, o feminicídio”, explicou a dirigente.

Segundo a vice-secretária-geral das Nações Unidas, frequentemente, na sequência desses homicídios, “descobrimos que as mulheres de fato denunciaram à polícia ou buscaram cuidado médico, mas os provedores de serviços não tinham informação adequada ou os meios para identificar o risco”.

Amina lembrou que, entre os ODS, existe um objetivo específico — o de número 5 — sobre igualdade de gênero. Suas metas incluem o fim de todas as formas de violência contra as mulheres. “Temos um longo caminho a percorrer. Mas temos um plano e temos a determinação.”



No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos

8 de Junho de 2018, 17:47, por ONU Brasil

Na última quarta-feira (6), no AquaRio, no Rio de Janeiro, foram anunciados os resultados do Desafio Mares Limpos 2017 com os Escoteiros do Brasil, em que mais de 3 mil escoteiros receberam insígnias da campanha da ONU Meio Ambiente #MaresLimpos por terem reduzido seu consumo de plásticos descartáveis.

Também foram anunciadas as medidas de redução do plástico descartável nas operações do Grupo Cataratas nos parques nacionais da Tijuca (RJ), Foz do Iguaçu (PR) e Fernando de Noronha (PE).

Denise Hamú, representante da ONU Meio Ambiente no Brasil, participou da abertura da exposição “Dá para ser diferente”, em que três tanques do AquaRio tiveram plástico no lugar dos peixes para demonstrar a atual situação dos oceanos.

Confira neste vídeo especial do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio). Saiba mais sobre a campanha Mares Limpos em www.cleanseas.org. Acompanhe as atividades da ONU Meio Ambiente clicando aqui.

No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix No aquário do Rio, ONU Meio Ambiente participa de ação pela redução do consumo de plásticos. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix

OIM promove festival em Roraima para apresentar vídeos feitos por indígenas venezuelanos

8 de Junho de 2018, 16:58, por ONU BrasilClique para exibir o slide.

Mais de 300 indígenas venezuelanos dos grupos étnicos Warao e Eñepas, autoridades locais e representantes de organizações não governamentais reuniram-se no fim de maio (31) no abrigo de Pintolândia em Boa Vista, Roraima, para uma edição especial do Festival Global de Cinema sobre Migração.

O evento foi realizado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), parceiros locais e autoridades para apresentar dois vídeos feitos por 20 migrantes indígenas após curso de quatro dias promovido pela OIM e pelo festival.

Os indígenas venezuelanos deixaram o país que enfrenta grave crise econômica e política em busca de alimentos e medicamentos, segundo a OIM.

Roraima registrou o maior fluxo de entrada de venezuelanos recentemente. De acordo com o governo brasileiro, até abril, mais de 40 mil venezuelanos entraram com pedidos de regularização de seu status migratório no país.

Por meio de jogos e exercícios, os indígenas Waraos e Eñepas aprenderam como usar o equipamento de vídeo e escolheram temas e histórias que gostariam de registrar em seus filmes.

Por meio de um processo de edição, produziram vídeos que foram apresentados à comunidade de Pintolândia, um abrigo estabelecido especificamente para migrantes indígenas e que atualmente abriga mais de 700 pessoas.

A iniciativa teve como objetivo empoderar e ampliar as vozes das comunidades afetadas e impulsionar a coesão social entre os diferentes grupos étnicos que vivem no abrigo.

De acordo com Madga Azevedo, representante da Secretaria de Trabalho e Bem-Estar Social de Roraima — que administra o abrigo — o método teve como objetivo fortalecer a integração dos dois grupos indígenas que dividem o espaço. “Foi emocionante ver as reações deles ao assistir aos vídeos. Foi sobre empoderamento e auto-reconhecimento”, disse.

Imediatamente depois da projeção, os indígenas falaram sobre o que sentiram ao assistir a obra que ajudaram a produzir junto com outros membros da comunidade. “Foi excelente porque nunca nos vimos desse jeito, por meio de uma câmera de vídeo. Foi como uma grande reunião entre as duas etnias que vivem ali. Foi maravilhoso ver isso acontecendo”, disse Baudilio Centeno, um participante Warao.

Karina Lopez, da etnia Eñepas, disse estar contente após a projeção. “Gostei de ver os dois vídeos e também gostei de que eles tenham sido feitos por nós”.

Aos 80 anos, Pillar Paredes foi a participante mais velha entre os dois grupos, e nunca tinha feito um vídeo na vida. Ela filmou um trecho em que apresentou uma dança Warao típica. Durante a projeção, ela se sentou ao lado de sua neta, que riu quando Pillar apareceu na tela grande cantando e dançando. “Decidi que vou ensinar as danças tradicionais para as crianças daqui”, declarou Pillar.

As duas facilitadoras do processo, Amanda Nero, oficial de comunicação da OIM, e Fernanda Baumhardt, do Norwegian Refugee Council, disseram que a iniciativa foi desafiadora, já que os dois grupos étnicos tinham formas muito diferentes de se expressar e comunicar. “Foi importante ter dois processos diferentes para cada grupo respeitar seu próprio ritmo e estilo”, disse Amanda. Fernanda observou que, apesar de vir de diferentes origens, os dois grupos também tinham similaridades. “Tinham histórias, necessidades e preocupações parecidas”.

A OIM realizou recentemente um estudo sobre os direitos e o status legal dos migrantes indígenas no Brasil, especialmente os Warao. Por meio do estudo, enfatizou as ferramentas legais disponíveis para conceder igualdade de tratamento a grupos indígenas brasileiros e venezuelanos e focou nas demandas dos Warao de reformular políticas públicas para suas necessidades específicas, salvaguardando sua identidade indígena. Mais informações sobre esta pesquisa podem ser encontradas aqui.

O curso de vídeo é uma iniciativa para ampliar vozes, empoderar e impulsionar a coesão social das comunidades que recebem fluxos de migrantes. O workshop começou em Amã, na Jordânia, em outubro do ano passado. Em novembro, a OIM foi para Malakal, no Sudão do Sul, para trabalhar com comunidades que fugiam da guerra e da violência e, em dezembro do ano passado, realizou um trabalho com um grupo de migrantes em Genebra.

A iniciativa é financiada pelo fundo de desenvolvimento da OIM e pelo NORCAP, braço de desenvolvimento do Norwegian Refugee Council (NRC).

Assista aos bastidores da produção dos vídeos:



Estados Unidos vetam resolução do Conselho de Segurança sobre proteção de palestinos

8 de Junho de 2018, 16:58, por ONU Brasil
Conselho de Segurança foi palco de divergências sobre medidas para pôr um fim à violência na Faixa de Gaza. Foto: ONU/Loey Felipe

Conselho de Segurança foi palco de divergências sobre medidas para pôr um fim à violência na Faixa de Gaza. Foto: ONU/Loey Felipe

Após mês de protestos na Faixa de Gaza, onde manifestantes e crianças foram mortos pelas forças de Israel, junho começou com novas discordâncias no Conselho de Segurança sobre como conter a violência na região. Na semana passada (1º), o Kuwait apresentou uma proposta de resolução para garantir a segurança de civis palestinos. Medida pedia um relatório do secretário-geral das Nações Unidas sobre um possível mecanismo internacional de proteção, mas o texto foi vetado pelos Estados Unidos.

O Estado norte-americano alegou que a proposição do Kuwait não mencionava o Hamas, descrito pela embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, como um grupo terrorista e o principal responsável pelas “horrorosas” condições de vida da população de Gaza.

“Um pré-condição necessária para a paz é o reconhecimento da realidade. Uma dessas realidades é de que o Hamas é um grande impedimento à paz. Eles são responsáveis por Gaza e usam seus recursos não para ajudar o povo de Gaza, mas para fazer guerra contra Israel”, disse a representante estadunidense, que chamou a proposta do Kuwait de “enviesada”.

A resolução recebeu dez votos a favor. Outros quatro países se abstiveram da votação.

Após o veto, o representante permanente do Kuwait na ONU, Mansour Ayyad Al-Otaibi, afirmou que o texto havia sido apresentado em nome dos países árabes, além de receber o apoio da Organização da Cooperação Islâmica (OIC). O dirigente acrescentou que os palestinos vivem uma “trágica situação diante dos massacres (provocados) por Israel, o poder ocupante”.

No mesmo dia, os Estados Unidos apresentaram outra proposta em que pedem ao Hamas e à Jihad Islâmica que “cessem toda atividade violenta e ações provocativas, incluindo ao longo da cerca na fronteira”. O texto não teve apoio de nenhum outro país a não ser o próprio Estado norte-americano. Três membros do Conselho de Segurança rejeitaram a resolução e 11 se abstiveram.

Representantes de vários países no organismo afirmaram que o texto dos EUA foi apresentado sem qualquer consulta anterior. Além disso, a proposta não levava em consideração o contexto geral do conflito israelo-palestino.

Relatores denunciam possível crime de guerra na Cisjordânia

Também na semana passada, especialistas de direitos humanos da ONU expressaram “grave preocupação” com a decisão da Suprema Corte de Israel em manter um plano do governo para expropriar comunidades beduínas ao leste de Jerusalém. Projeto determina a demolição de assentamentos em Khan al-Ahmar Ab al Helu, na Cisjordânia. Medida pode constituir crime de guerra.

“Essa decisão abre caminho para o despejo de 181 moradores e constitui um deslocamento involuntário que provavelmente equivaleria a uma transferência forçada”, afirmaram a relatora especial das Nações Unidas sobre o direito à moradia adequada, Leilani Farha, e Michael Lynk, relator sobre a situação de direitos humanos nos territórios palestinos ocupados desde 1967.

O especialistas lembraram que a transferência individual ou em massa de pessoas protegidas dentro de um território ocupado é uma “grave violação” do artigo 147 da Quarta Convenção de Genebra. Transferência forçada também constitui um crime de guerra segundo o Estatuto de Roma, o que pode levar a incriminação individual. Despejos forçados são ainda uma “grosseira violação” do direito internacional dos direitos humanos, na visão dos relatores.

Em seu veredito, a Suprema Corte afirma que as casas e estruturas foram construídas ilegalmente. Por isso, o organismo do Judiciário decidiu não intervir no plano do Ministério da Defesa para destruir as residências em Khan al-Ahmar Ab al Helu.

Os habitantes da comunidade beduína são descendentes de palestinos expulsos de Negev por Israel, após a guerra de 1948, e realocados para a Cisjordânia. Atualmente, a construção de estruturas palestinas é completamente proibida em 70% da área C da Cisjordânia. A região está sob completo controle de segurança de Israel, que nega sistematicamente pedidos para a expansão da infraestrutura palestina. De 2007 a 2016, menos de 4% das solicitações de construção de palestinos foram aprovadas.

Khan al-Ahmar Ab al Helu fica próximo de Kfar Adumim and Ma’ale Adumim, um amplo conjunto de assentamentos israelenses, também ao leste de Jerusalém. Devido à constante pressão das autoridades e dos vizinhos, os beduínos vivem no que os relatores descreveram como um “ambiente cada vez mais coercitivo”.

“Estamos preocupados não apenas com o futuro dos residentes de Khan al-Ahmar Ab al Helu, mas também com o destino de dezenas de outros palestinos beduínos e das comunidades herdeiras por toda a área C, que mantém um estilo de vida tradicional na terra”, acrescentaram os especialistas.

Leilani e Lynk pediram a Israel que respeite o direito dos beduínos de permanecer no território e de ter o status de sua comunidade regularizado.



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