Representante da ONU saúda posse do novo Presidente somali
September 16, 2012 21:00 - no comments yetO Enviado das Nações Unidas na Somália saudou, no domingo (16), a posse do Presidente do país, Hassan Sheikh Mohamud, como uma “nova era” para a nação marcada pela guerra e prometeu apoio contínuo da organização mundial para ajudar o país a avançar.
“Este é mais um grande dia para a Somália e para o povo somali”, disse Agostinho P. Mahiga, Representante Especial do Secretário-Geral e Chefe do Escritório Político da ONU para a Somália (UNPOS).
A eleição, ocorrida há uma semana, marcou o culminar de uma série de passos para trazer um fim à transição política do país, que durou oito anos e também incluiu a adoção da Constituição provisória da Somália, o estabelecimento do Novo Parlamento Federal e a nomeação do representante desse organismo.
Apenas dois dias depois de sua eleição, o novo Presidente sobreviveu a um ataque em um hotel da capital, Mogadíscio, onde ele estava dando uma coletiva de imprensa. Funcionários da ONU, incluindo o Mahiga, condenaram o ataque, sublinhando que tais tentativas de frustrar o progresso feito até agora não vão impedir a determinação do povo somali em avançar.
Reunião da ONU ressalta importância da educação para a cultura de paz
September 16, 2012 21:00 - no comments yetFuncionários das Nações Unidas, diplomatas e representantes da sociedade civil se reuniram na sexta-feira (14) na sede da Organização, em Nova York, em um fórum da Assembleia Geral para discutir a implementação do Programa de Ação da ONU para uma Cultura de Paz, que visa promover a paz através da educação e do desenvolvimento econômico e social sustentáveis.
“Através da educação, nós ensinamos as crianças a não odiar. Através da educação, nós levantamos os líderes que agem com sabedoria e compaixão. Através da educação, estabelecemos uma cultura verdadeira e duradoura de paz”, declarou o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, no evento.
“Para fundamentalmente abordar as raízes do conflito, precisamos promover uma compreensão da nossa humanidade comum”, acrescentou Ban, lembrando que a educação é fundamental para esse fim.
O Presidente da Assembleia Geral, Nassir Abdulaziz Al-Nasser, ressaltou que não é suficiente prevenir a guerra para garantir a paz, “a causa da paz precisa ser entendida não apenas no sentido passivo da ausência de guerra, mas também no sentido construtivo de criar condições para a igualdade e a justiça social.”
O fórum acontece uma semana antes do debate de alto nível sobre a Cultura de Paz, no qual Ban Ki-moon anunciou que vai lançar uma nova iniciativa global chamada “Educação em primeiro lugar” para dar a cada criança a oportunidade de frequentar a escola. “Nós queremos que eles tenham aulas de qualidade. E queremos reforçar os seus valores fundamentais”, disse ele.
FAO elogia exportação de milho pela Argentina e pede mais participação do setor privado na agricultura
September 16, 2012 21:00 - no comments yetO Diretor Geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, disse que as exportações adicionais de 2,75 milhões de toneladas de milho pela Argentina em 2012 irão ajudar a aliviar a pressão no mercado internacional de alimentos. A declaração foi feita num comunicado de imprensa nesta sexta-feira (14).
“Isso irá mostrar que não há ameaça de uma crise global de alimentos no presente, embora tenhamos que continuar a ser vigilantes e monitorar a situação de perto”, disse o Diretor da FAO. O anúncio das novas exportações foi feito pelo Ministro da Agricultura da Argentina, Norberto Yauhar, num encontro com Graziano na sede da FAO em Roma.
A seca neste verão nos Estados Unidos, a pior no país em mais de 50 anos, gerou temores de uma crise alimentar, quando o índice da FAO de preços de alimentos subiu seis por cento em julho. No entanto, os preços de comida mantiveram-se estáveis no mês passado.
Graziano também pediu maior participação do setor privado no investimento em agricultura para combater a fome. A declaração foi feita na quinta-feira (13) numa conferência sobre investimentos privados na agricultura, realizada em Istambul. “Não há uma libertação da fome e não há segurança alimentar sem a participação ativa de todos os setores da sociedade, incluindo o setor privado”, disse o brasileiro.
UNICEF ajuda a recuperar escolas na Síria para novo ano letivo; Angelina Jolie termina visita à região
September 16, 2012 21:00 - no comments yetEsforços para reabilitar as escolas sírias antes do ano letivo estão em andamento, apesar da violência em curso em todo o país, anunciou na sexta-feira (14) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
O UNICEF já completou os reparos em 64 escolas em Deraa, Damasco rural e Lattakia, enquanto outras 100 escolas serão reabilitadas nos próximos dias e semanas. Entretanto, de acordo com o governo sírio, 2.072 escolas — das 22 mil em todo o país — foram danificadas ou destruídas durante o conflito e mais de 600 servem de abrigo para os deslocados internos.
O governo sírio também está realocando as pessoas deslocadas internamente de algumas escolas para locais alternativos, como edifícios públicos não utilizados, a fim de se preparar para o ano letivo, que estava previsto para começar em 16 de setembro. “É extremamente importante que as crianças voltem para a escola, como forma de proporcionar estabilidade e descanso do conflito”, salientou a Porta-Voz do UNICEF, Marixie Mercado, em uma coletiva de imprensa em Genebra.
Além da Síria, países vizinhos também foram afetados pela crise, com centenas de milhares de pessoas vivendo em campos de refugiados na Jordânia, Líbano e Turquia.
Apontando para a situação no campo de refugiados de Za’atari, na Jordânia, onde metade dos cerca de 28 mil refugiados são crianças, a Porta-Voz disse que o UNICEF está registrando as pessoas em idade escolar e trabalhando para construir uma unidade de ensino que possa acomodar até 5 mil alunos. Enquanto isso, os alunos estão tendo aulas em espaços temporários de aprendizagem, incluindo tendas, uma vez que o ano letivo na Jordânia começou na semana passada.
No Líbano, as escolas públicas aceitarão um número estimado de 32 mil crianças refugiadas quando as aulas recomeçarem, em 24 de setembro. Entretanto a capacidade de absorção continua sendo uma preocupação. O UNICEF vai fornecer para as crianças kits de educação, ensino de recuperação, atividades recreativas e psicossociais. Ao mesmo tempo em que está construindo 10 escolas temporárias no campo de refugiado de Al Qaim, onde 1.250 crianças estão sendo abrigadas.
Enviada especial da ONU, Angelina Jolie termina visita a sírios deslocados
Na última parada de uma visita a países vizinhos à Síria, a enviada especial da ONU Angelina Jolie saudou ontem (16) a disposição do Governo iraquiano em receber os que fugiram da violência e disse que espera que todos os sírios que busquem asilo sejam bem-vindos.
“Eu quero destacar os nobres esforços do Governo iraquiano e das pessoas do Iraque em apoiar os refugiados sírios”, disse a atriz de Hollywood, que também é enviada especial do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR). “Nesta conjuntura, é fundamental que o Iraque receba apoio internacional urgente e continue a acolher refugiados através de suas fronteiras”, acrescentou.
Mais de 260 mil refugiados sírios foram registrados em países vizinhos desde que o conflito na Síria começou, em março de 2011, de acordo com o ACNUR. No início desta semana, Jolie visitou a Jordânia, Líbano e Turquia com o Alto Comissário António Guterres, com os dois prometendo apoio contínuo e enfatizando a importância de salvar vidas e manter as fronteiras abertas para sírios em necessidade.
67a Sessão da Assembleia Geral da ONU começa amanhã (18)
September 16, 2012 21:00 - no comments yetA Assembleia Geral das Nações Unidas abre sua sexagésima sétima sessão na terça-feira, 18 de setembro, na sede da ONU em Nova York.
Foto (em alta) da Assembleia Geral, clique aqui — crédito: ONU/JC McIlwaine.
Após a semana de abertura, na segunda-feira (24), a Assembleia Geral convocará uma reunião de Alto Nível sobre o Estado de Direito, a nível nacional e internacional, durante a qual os Estados-Membros, organizações não governamentais e sociedade civil trabalharão para fortalecer o Estado de Direito. (Para mais informações, clique aqui)
O debate geral anual, durante o qual a assembleia mundial ouve declarações de Chefes de Estado e de Governo, bem como de Ministros, começará na terça-feira, 25 de setembro, e terminará na segunda-feira, primeiro de outubro. Como é tradição desde a primeira Assembleia Geral, que aconteceu em 1947, o Brasil abrirá o debate geral.
Entre as questões-chave em sua agenda, a Assembleia vai abordar os seguintes temas: Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM); Mudança climática e desenvolvimento sustentável; Segurança alimentar; O papel da mediação na solução pacífica dos conflitos; Desarmamento; Reforma das Nações Unidas, incluindo a reforma do Conselho de Segurança, a revitalização do trabalho da Assembleia Geral e a reafirmação o papel central da Organização na governança global.
Ainda durante sua sexagésima sétima sessão, que vai até meados de setembro de 2013, a Assembleia irá considerar o resultado da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), ocorrida no Brasil em junho de 2012. (Acesse www.uncsd2012.org/rio20 e www.onu.org.br/rio20 para mais informações)
Além disso, a Assembleia se prepara para duas reuniões de alto nível, a serem realizadas durante a sua sexagésima oitava sessão, em 2013: um diálogo sobre migração internacional e desenvolvimento; e uma reunião com o tema “O caminho a seguir: uma agenda de desenvolvimento para a inclusão de pessoas com deficiência para 2015 e além”.
Acompanhe a 67ª Sessão da Assembleia Geral da ONU pelos sites webtv.un.org e www.un.org/ga
Fórum para negociação multilateral
Fundada em 1945 sob a Carta das Nações Unidas, a Assembleia Geral ocupa uma posição central como o centro deliberativo, formulador de políticas e órgão representante das Nações Unidas. Composto por todos os 193 Estados-Membros das Nações Unidas, fornece um fórum único para a discussão multilateral de todo o espectro de questões internacionais abrangidas pela Carta (clique aqui e aqui). Desempenha também um papel significativo no processo de normalização e codificação do direito internacional. A Assembleia se reúne intensamente de setembro a dezembro de cada ano, e posteriormente quando necessário.
Funções e poderes da Assembleia Geral
A Assembleia Geral da ONU tem o poder para fazer recomendações aos Estados sobre questões internacionais de sua competência. Ela também iniciou ações – políticas, econômicas, humanitárias, sociais e jurídicas – que têm afetado a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.
O marco da Declaração do Milênio, aprovada em 2000, e do Documento Final da Cúpula Mundial de 2005 (http://www.un.org/Docs/journal/asp/ws.asp?m=A/RES/60/1), refletem o compromisso dos Estados-Membros em alcançar objetivos específicos para atingir a paz, a segurança e o desarmamento, juntamente com o desenvolvimento e a erradicação da pobreza; salvaguardar os direitos humanos e promover o Estado de Direito, proteger o meio ambiente comum; atender às necessidades especiais da África; e fortalecer as Nações Unidas.
De acordo com a Carta das Nações Unidas, a Assembleia Geral pode:
• Analisar e aprovar o orçamento das Nações Unidas e estabelecer as avaliações financeiras dos Estados-Membros;
• Eleger os membros não permanentes do Conselho de Segurança e os membros de outros conselhos e órgãos das Nações Unidas e, por recomendação do Conselho de Segurança, nomear o Secretário-Geral;
• Analisar e fazer recomendações sobre os princípios gerais de cooperação para a manutenção da paz e segurança internacionais, incluindo o desarmamento;
• Discutir quaisquer questões relativas à paz e segurança internacionais e, exceto quando uma disputa ou situação está sendo discutida no momento pelo Conselho de Segurança, formular recomendações sobre ela;
• Discutir, com a mesma exceção, e fazer recomendações sobre quaisquer questões no âmbito da Carta ou que afete os poderes e funções de qualquer órgão das Nações Unidas;
• Iniciar estudos e fazer recomendações para promover a cooperação política internacional, o desenvolvimento e a codificação do direito internacional, a realização dos direitos humanos e das liberdades fundamentais e a colaboração internacional nos campos econômicos, sociais, humanitários, culturais, educativos e de saúde;
• Fazer recomendações para a solução pacífica de qualquer situação que possa prejudicar as relações amistosas entre os países;
• Considerar os relatórios do Conselho de Segurança e outros órgãos das Nações Unidas.
A Assembleia pode também tomar medidas em casos de ameaça à paz, violação da paz ou ato de agressão, quando o Conselho de Segurança não conseguiu atuar devido ao voto negativo de um membro permanente. Nesses casos, de acordo com sua resolução de “Unir para a paz” de 3 de novembro de 1950 (377 (V)), a Assembleia pode considerar o assunto imediatamente e recomendar aos seus membros as medidas coletivas para manter ou restabelecer a paz e a segurança internacionais. (Veja abaixo “Sessões especiais e sessões especiais de emergência”).
A busca pelo consenso
Cada um dos 193 Estados-Membros da Assembleia tem um voto. As votações realizadas sobre questões designadas importantes – como recomendações sobre a paz e a segurança, a eleição dos membros do Conselho de Segurança e do Conselho Econômico e Social (ECOSOC) e as questões orçamentárias – exigem uma maioria de dois terços dos Estados-Membros, mas outras questões são decididas por maioria simples.
Nos últimos anos, um esforço tem sido feito para alcançar um consenso sobre as questões, em vez de decidir por uma votação formal e, desta forma, reforçar o apoio para as decisões da Assembleia. O Presidente, após ter consultado e chegado a um acordo com as delegações, pode propor que uma resolução seja aprovada sem votação.
Revitalização do trabalho da Assembleia Geral
Tem havido um esforço constante para fazer o trabalho da Assembleia Geral mais focado e relevante. Isto foi identificado como uma prioridade durante a quinquagésima oitava sessão e os esforços continuaram nas sessões subsequentes para agilizar a agenda, melhorar as práticas e métodos de trabalho das Comissões Principais, reforçar o papel da Comissão Geral, fortalecer o papel e a autoridade do Presidente e examinar o papel da Assembleia no processo de seleção do Secretário-Geral.
Na sua sexagésima sessão, a Assembleia aprovou um texto – anexo à resolução 60/286 de 8 de setembro de 2006 – que incentivou a realização de debates interativos informais sobre temas atuais de importância fundamental para a comunidade internacional. O texto, que havia sido recomendado pelo Grupo de Trabalho Ad Hoc sobre a Revitalização da Assembleia Geral, convidou também o Presidente da Assembleia Geral a propor temas para esses debates interativos. Durante a sexagésima sexta sessão, mais de uma dúzia de debates temáticos interativos foram convocados, incluindo temas como economia mundial; luta contra o tráfico humano; redução do risco de desastres; o Estado de Direito nos níveis nacional e internacional; e mediação.
Tornou-se uma prática estabelecida para o Secretário-Geral informar os Estados-Membros periodicamente, em reuniões informais da Assembleia Geral, sobre suas atividades recentes e viagens. Estes informes têm fornecido uma oportunidade bem-vinda de intercâmbio entre o Secretário-Geral e os Estados-Membros e é provável que continuem na sexagésima sétima sessão.
Eleições para Presidente e Vice-Presidentes da Assembleia Geral e Presidentes dos Comissões Principais
Como resultado da revitalização em curso do seu trabalho, e nos termos do artigo 30º do seu regulamento interno, a Assembleia Geral elege o seu Presidente, Vice-Presidentes e Presidentes das Comissões Principais com pelo menos três meses de antecedência do início da nova sessão, a fim de reforçar a coordenação e preparação do trabalho entre as Comissões Principais e entre as Comissões e a Plenária.
Comissão Geral
A Comissão Geral – composta pelo Presidente e 21 Vice-Presidentes da Assembleia, bem como os Presidentes das seis Comissões Principais – faz recomendações à Assembleia sobre a adoção da agenda, a alocação de itens da agenda e a organização de seu trabalho. (Clique aqui para mais sobre a agenda).
Comissão de Credenciais
A Comissão de Credenciais, escolhida pela Assembleia Geral a cada sessão, informa a Assembleia sobre as credenciais dos representantes.
Debate Geral
O debate geral anual da Assembleia, que fornece aos Estados-Membros a oportunidade de expressar suas visões sobre as principais questões internacionais, será realizado de terça-feira, 25 de setembro, até segunda-feira, primeiro de outubro. O Secretário-Geral apresentará o seu relatório sobre o trabalho da Organização imediatamente antes do debate geral, uma prática que começou com a quinquagésima segunda sessão.
O tema do debate geral da sexagésima sétima sessão será “Obtendo ajuste ou solução das disputas ou situações internacionais por meios pacíficos”, como proposto pelo Presidente eleito da sexagésima sétima sessão, o Embaixador Vuk Jeremić da Sérvia, após sua eleição em 8 de junho de 2012. A prática de seleção de um tema específico de interesse global para o debate remonta a 2003, quando a Assembleia Geral decidiu introduzir esta inovação, em um esforço para aumentar a autoridade e o papel do órgão que possui agora 193 membros (resolução 58/126 de dezembro de 2003).
As reuniões do debate geral são normalmente realizadas entre 9h e 13h e entre 15h e 21h.
Comissões Principais
Com o encerramento do debate geral, a Assembleia inicia a consideração das questões em sua agenda. Por causa do grande número de questões que é chamada a considerar – mais de 170 itens na pauta na sexagésima sexta sessão, por exemplo –, a Assembleia aloca com suas seis Comissões Principais itens relevantes para o seu trabalho. As Comissões discutem os itens, buscando sempre que possível a harmonização das várias abordagens dos Estados, e apresentam as suas recomendações, geralmente sob a forma de projetos de resolução e de decisão, para o Plenário da Assembleia para apreciação e ação.
As seis Comissões Principais são: Comissão de Desarmamento e Segurança Internacional (Primeira Comissão), que trata sobre desarmamento e questões de segurança internacional relacionadas; Comissão Econômica e Financeira (Segunda Comissão), que trata sobre questões econômicas; Comissão Humanitária, Social e Cultural (Terceira Comissão), que trata de questões humanitárias e sociais; Comissão Política Especial de Descolonização (Quarta Comissão), que lida com uma variedade de assuntos políticos não abrangidos por qualquer outra Comissão, ou pelo Plenário, inclusive a descolonização, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) e os direitos humanos do povo palestino; a Comissão Administrativa e de Orçamento (Quinta Comissão), encarregada da administração e orçamento da ONU; e a Comissão Jurídica (Sexta Comissão), que lida com questões legais internacionais.
Em um certo número de itens da agenda, no entanto, como a questão da Palestina e a situação no Oriente Médio, a Assembleia age diretamente nas suas reuniões plenárias.
Grupos de trabalho da Assembleia Geral
A Assembleia Geral, no passado, autorizou o estabelecimento de grupos de trabalho para que foquem em detalhes nas temáticas mais importantes e para fazer recomendações para a atuação da Assembleia. Isto inclui o Grupo de Trabalho Ad Hoc Para a Revitalização do Trabalho da Assembleia Geral, que continuará seu trabalho durante a próxima sessão.
Grupos Regionais
Muitos grupos regionais informais se envolveram ao longo dos anos com a Assembleia Geral como veículos para consulta e para facilitação do trabalho processual. Os grupos são: Os Estados africanos; os Estados da Ásia e do Pacífico; os Estados do Leste Europeu; os Estados da América Latina e do Caribe; e os Estados do Oeste Europeu e outros Estados. O posto do Presidente da Assembleia Geral se alterna em torno dos grupos regionais. Para a 67ª sessão, a Assembleia Geral elegeu em votação secreta o seu Presidente, que é membro do Grupo dos Estados do Leste Europeu.
Sessões especiais e sessões especiais de emergência
Em acréscimo às sessões regulares, a Assembleia pode se reunir em sessões especiais e sessões especiais de emergência.
Até a data, a Assembleia convocou 28 sessões especiais para temas que requerem atenção particular, incluindo a questão da Palestina, as finanças das Nações Unidas, o desarmamento, a cooperação econômica internacional, drogas, meio ambiente, população, mulheres, desenvolvimento social, assentamentos humanos, HIV/AIDS, apartheid e a Namíbia. A vigésima oitava sessão especial da Assembleia Geral, realizada em 24 de janeiro de 2005, foi dedicada à comemoração do sexagésimo aniversário da libertação de prisioneiros dos campos de concentração nazistas.
Dez sessões especiais de emergência abordaram as situações em que o Conselho de Segurança se encontrava em um impasse: Hungria (1956), Suez (1956), Oriente Médio (1958 e 1967), Congo (1960), Afeganistão (1980), Palestina (1980 e 1982), Namíbia (1981), os territórios árabes ocupados (1982), as ações ilegais de Israel no território ocupado de Jerusalém Oriental e no resto do território palestino ocupado (1997, 1998, 1999,2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2006 e 2009).
A Assembleia decidiu, em 16 de janeiro de 2009, adiar temporariamente a décima sessão especial de emergência e autorizar o Presidente da Assembleia a retomar suas reuniões a pedido dos Estados-Membros.
Continuando o trabalho da Assembleia
O trabalho das Nações Unidas deriva em grande parte das decisões da Assembleia Geral e é realizado principalmente por:
• Comissões e outros organismos estabelecidos pela Assembleia para estudar e apresentar relatórios sobre temas específicos, como o desarmamento, a manutenção da paz, o desenvolvimento econômico, o meio ambiente e os direitos humanos.
• O Secretariado das Nações Unidas – formado pelo Secretário-Geral e sua equipe de funcionários internacionais.
Informações adicionais
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(21) 2253-2211 | (21) 8185-0582