Primeira educadora brasileira com síndrome de Down é homenageada no Rio de Janeiro
Giugno 7, 2018 17:25O objetivo 10 da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável trata da redução das desigualdades e da inclusão social, política e econômica de todos os cidadãos.
No último dia 21 de maio, Débora Seabra, primeira professora do Brasil com síndrome de Down, foi homenageada no Rio de Janeiro com a Medalha Tiradentes, honraria máxima da Assembleia Legislativa estadual.
“É pelas nossas conquistas. Não é só para mim, é para todas as pessoas com síndrome de Down – e para as outras também. O meu recado é que devemos ser incluídos. Não ao preconceito e à discriminação”, disse Débora, em entrevista exclusiva para o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).
Natural do Rio Grande do Norte, Débora trabalha na área da educação há 13 anos e atualmente é professora auxiliar em uma escola de Natal. Em 2013, ela lançou o livro “Débora conta histórias” – pela editora Alfaguara –, onde trata de temas como o preconceito, a tolerância e o respeito.
Em 2015, a professora foi homenageada pela Câmara dos Deputados, em Brasília, com o prêmio Darcy Ribeiro de Educação, dado a entidades e pessoas que se destacam na promoção e na defesa da educação no país.
“Muitas famílias de crianças com síndrome de Down ouviram quando seus filhos nasceram que eles não sobreviveriam, que não chegariam à adolescência. Hoje eles estão chegando à idade adulta, chegando à terceira idade, e nós precisamos pensar em planos de transição para a vida adulta, em capacitação profissional e na inclusão laboral desses indivíduos”, disse Sônia Mendes, mestre em diversidade e inclusão pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e professora de educação especial da FAETEC Favo de Mel, escola pública dedicada exclusivamente a pessoas com deficiência intelectual.
Durante o evento, também foram entregues as três primeiras carteiras de identidade diferenciadas para pessoas com deficiência. Os documentos vêm acompanhados de um crachá contendo informações sobre as necessidades do titular como medicamentos utilizados e alergias, que podem ser relevantes em situações de emergência.
Centro da ONU ajuda Equador a enfrentar infecção que ataca sistema reprodutivo do gado
Giugno 7, 2018 17:17
Mapeamento de rebanhos no Equador teve participação de técnicos da PANAFTOSA. Foto: PANAFTOSA
Em Quito, no Equador, especialistas do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA) apoiaram em maio um mapeamento de rebanhos para combater a burcelose bovina, infecção que ataca órgãos reprodutivos dos animais e pode provocar abortos. Além de causar perdas econômicos para a pecuária, a doença pode ser transmitida aos humanos, causando febre e lesões articulares.
De 27 de abril a 17 de maio, a instituição de pesquisa vinculada às Nações Unidas acompanhou e auxiliou equipes da Agência equatoriana de Regulação e Controle Fito e Zoossanitário (AGROCALIDAD). A patologia foi identificada como prioridade regional pelo plano da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para enfermidades infecciosas negligenciadas. Estratégia começou a ser implementada em 2016 e tem metas para 2022.
Os resultados do levantamento feito no Equador serão discutidos com representantes de produtores nacionais, pesquisadores, categorias profissionais, organismos estatais de veterinária e saúde pública. O mapeamento faz parte das ações do Programa Nacional Sanitário de Prevenção, Controle e Erradicação da Brucelose Bovina, da AGROCALIDAD.
PNUD anuncia quatro novos membros de sua equipe de líderes
Giugno 7, 2018 16:45
Sede da ONU em NY. Foto: ONU/Rick Bajornas.
O administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Achim Steiner, saudou na terça-feira (5) a nomeação, pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, de quatro pessoas de nível sênior para compor o time de lideranças da agência da ONU.
Ahunna Eziakonwa, da Nigéria, dirigirá o Escritório Regional para a África; Ulrika Modeér, da Suécia, o Escritório de Relações Externas e Advocacy; Asako Okai, do Japão, liderará a Unidade de Resposta a Crises; e Luis Felipe Lopez-Calva, do México, dirigirá o Escritório Regional para a América Latina e o Caribe.
Os quatro novos indicados foram selecionados entre os principais especialistas do mundo em desenvolvimento sustentável, mobilização de recursos, financiamento para o desenvolvimento e em resiliência e recuperação de crises. Os quatros diretores de escritório ocuparão o posto de secretário-geral assistente.
“Estabelecemos um padrão muito elevado, e estou contente que nosso recrutamento tenha encontrado talentos de tão alto nível”, disse Steiner.
Biografias
Ahunna Eziakonwa tem muitos anos de valorosa atuação nas Nações Unidas, mais recentemente como coordenadora-residente da ONU e representante-residente do PNUD na Etiópia desde 2015.
Antes disso, serviu como coordenadora-residente em Uganda e Lesoto e ocupou diversos cargos no Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), como chefe da seção para África em Nova Iorque e em várias representações (Libéria, Serra Leoa).
Ela também trabalhou para os Departamentos das Nações Unidas de Operações para a Paz e de Informação Pública em Nova Iorque. Antes de ingressar nas Nações Unidas, ocupou uma série de postos em organizações da sociedade civil na África.
Eziakonwa tem mestrado em assuntos internacionais pela Escola de Assuntos Internacionais e Públicos da Universidade de Columbia, com foco em Desenvolvimento Político e Econômico, além de bacharelado em Educação, Inglês e Estudos Literários pela Universidade de Benin, na Nigéria. Nascida na Nigéria, é casada e tem uma filha.
Ulkira Modéer é atualmente secretária de Estado para a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e o Clima e tem sido essencial na reformulação da cooperação internacional para o desenvolvimento da Suécia para apoiar o alcance da Agenda 2030.
Durante seu mandato como secretária de Estado, Modéer contribuiu para a política global em questões relevantes para o PNUD, incluindo igualdade de gênero, reforma da ONU, financiamento do sistema multilateral, clima e meio ambiente, prevenção de conflitos e desenvolvimento humanitário.
Modéer combina sólido histórico político com experiência em trabalho parlamentar, bem como na sociedade civil, e assumiu diversas missões na América Latina (Bolívia, Guatemala) e África (Moçambique, África do Sul).
Nascida em 1969, é bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Gotemburgo, na Suécia. É fluente em sueco, inglês e espanhol. É casada e tem três filhos.
Asako Okai tem mais de 30 anos de reconhecida experiência no serviço estrangeiro japonês e nas Nações Unidas, mais recentemente como consulesa geral do Japão em Vancouver, Canadá. Ela exibe largo histórico de trabalho em desenvolvimento, resposta humanitária, gestão de desastres e construção da paz, tanto em nível estratégico quanto em nível operacional.
Ao longo de sua carreira, participou ativamente da evolução das estruturas internacionais de cooperação em diferentes capacidades, incluindo a concepção de reformas institucionais históricas do aparato de cooperação internacional do Japão e a implementação de mecanismos financeiros inovadores para apoiar um modelo de financiamento humanitário confiável, como diretora de assistência humanitária do Japão.
Okai ocupou diversos postos diplomáticos de nível sênior globalmente e atuou proximamente à sede das Nações Unidas, tanto na Missão Permanente do Japão para a ONU quanto como Membro Sênior do Gabinete do Presidente da 66ª Assembleia Geral da ONU.
Ela é mestre em História da Arte pelo Emmanuel College, da Universidade de Cambridge, e é bacharel em Direto pela Universidade de Hititsubashi, Japão. Nascida em 1966, é casada.
Luis López-Calva atualmente administra a área de ação global em pobreza e igualdade (Europa e Ásia Central) no Banco Mundial.
Ele foi o codiretor e principal autor do Relatório Global de Desenvolvimento de 2017 sobre “Governança e Direito”. Anteriormente, foi economista-chefe e assessor em Pobreza Regional na Região da Europa e Ásia Central do Banco, e economista-chefe da Unidade de Pobreza, Equidade e Gênero na Diretoria de PREM da América Latina e Caribe, também no Banco Mundial.
De 2007 a 2010, atuou como economista-chefe para América Latina e Caribe do PNUD em Nova York. Também foi editor associado do Journal of Human Development and Capabilities e é membro da Human Development and Capabilities Association.
Ele foi também presidente da Rede sobre Desigualdade e Pobreza na Associação Econômica da América Latina e do Caribe. Seus interesses de pesquisa têm foco em mercado de trabalho, pobreza e desigualdade, instituições e microeconomia do desenvolvimento.
Apresentou pesquisas em instituições de renome, como Universidade Harvard, Universidade Stanford, Universidade da Califórnia-Berkeley, Universidade da Califórnia-San Diego e Centro de Desenvolvimento da OCDE. Tem mestrado em Economia pela Universidade de Boston e também mestrado e doutorado em Economia pela Universidade Cornell.
OMC cobra que países defendam sistema mundial de comércio
Giugno 7, 2018 16:34
Encontro de ministros com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo. Foto: OMC
Em reunião com cerca de 30 ministros de Estado, em Paris, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, cobrou na semana passada (31) que as autoridades protejam o sistema de negociações da agência da ONU. Lembrando o sucesso do órgão em prevenir uma escalada do protecionismo durante a crise econômica de 2008, dirigente pediu esforços para superar o bloqueio de Estados-membros a nomeações para cargos essenciais.
“O sistema só permanecerá resiliente e funcional na medida em que seus membros queiram (isso). Vocês têm de usar o sistema, trabalhar para melhorá-lo e erguer suas vozes em sua defesa”, afirmou Azevêdo em evento paralelo às reuniões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O diretor disse ainda que as atuais tensões comerciais entre os países são uma “preocupação bastante real” para a agência da ONU.
Segundo o chefe da OMC, o mecanismo de solução de controvérsias tem “importância sistêmica” para as negociações. O especialista pediu urgentemente que ministros “redobrem os esforços” para superar o bloqueio de nomeações para o órgão de apelação da instituição.
“Em 2008, a OMC passou pelo teste da maior crise econômica que o mundo viu em quase 80 anos. Ela não apenas resistiu à tempestade. Ela fez o trabalho para o qual foi criada, ao prevenir uma corrida ao protecionismo. Vimos, então, a resiliência do sistema e seu valor fundamental para a economia global. Mas isso não deveria nos levar a complacência”, acrescentou o chefe da OMC.
“O sistema foi construído para resolver esses problemas (tensões comerciais) de modo a prevenir escaladas. Fizemos isso com bastante sucesso em muitos ocasiões anteriores — e estamos a postos para desempenhar esse papel mais uma vez.”
UNESCO pede mais cooperação para enfrentar tráfico de bens culturais no Brasil
Giugno 7, 2018 15:52
Gravura ‘Rua da Cruz’, de Emil Bauch, uma das obras compradas pelo Itaú Cultural na Inglaterra, mas que haviam sido roubadas da Biblioteca Nacional. Imagem: Biblioteca Nacional
Em evento realizado entre os dias 4 e 5 de junho, em São Paulo, especialistas da UNESCO defenderam a implementação de uma política nacional, clara e articulada sobre o tráfico ilícito de bens culturais. Embora a agência da ONU tenha, desde 1970, uma convenção sobre o tema, que o Brasil assinou em 1973, não houve grandes ações para combater o problema, segundo representantes do organismo internacional.
Com cerca de 550 de participantes, o seminário Proteção e Circulação de Bens Culturais: Combate ao Tráfico Ilícito foi promovido pelo Ministério da Cultura e o Itaú Cultural, instituição que esteve envolvida em uma polêmica de roubo de obras de arte. Sem saber, o instituto adquiriu na Inglaterra oito gravuras que haviam sido roubadas da Biblioteca Nacional em 2014.
As imagens foram devolvidas à Biblioteca, mas o episódio levantou o debate de que, embora o Brasil possua leis e bancos de dados para esse tipo de ocorrência, o país ainda não tem uma política pública voltada para combater esse crime.
Para o especialista da sede da UNESCO, Édouard Planche, que participou do seminário, esse é o caso de muitas outras nações. O funcionário da agência da ONU lembrou que o episódio do Itaú Cultural foi um dos poucos em todo o mundo com um “final feliz”.
“Uma vez que bens culturais são roubados já é tarde demais. É muito difícil restituir esses objetos e eles acabam indo parar em feiras de antiguidade ou sendo vendidos pela internet e é muito difícil rastreá-los”, afirmou Planche.
Desde 1970, a UNESCO conta com a Convenção Relativa às Medidas a serem Adotadas para Proibir e Impedir a Importação, Exportação e Transferência de Propriedades Ilícitas dos Bens Culturais. O documento é o principal instrumento normativo em nível internacional sobre o tema.
Um dos objetivos do encontro em São Paulo era impulsionar os debates para a criação de uma política nacional sobre esse tipo de infração. Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o enfrentamento ao crime exige uma ampla cooperação intragovernamental, entre os ministérios (Cultura, Relações Exteriores, Justiça, Fazenda, Educação, Turismo) e o Ministério Público, as polícias e a Receita Federal. É necessário ainda o engajamento da sociedade civil e do setor privado.
Também presente no seminário, a representante interina da UNESCO no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto, ressaltou que a implementação da Convenção de 1970 é um assunto árido. Segundo a dirigente, apesar de o documento existir desde 1970 e de o Brasil ser signatário desde 1973, não há registros de grandes ações no que se refere à promoção do tema.
Lembrando que um dos pilares da convenção é a cooperação, Noleto elogiou a participação de diferentes atores no evento.
“A presença ampliada de parceiros – como a Polícia Federal e o Ministério Público – no evento é fundamental no estabelecimento de uma ação articulada e cooperativa para que possamos cumprir com o primeiro pilar da Convenção, que é a prevenção ao tráfico ilícito. E uma vez que não seja possível cumprir esse primeiro pilar, a cooperação também é necessária para se fazer cumprir então o segundo pilar, que é a restituição dos bens”, disse a representante.
O coordenador-geral de Cooperação e Relações Internacionais do Ministério da Cultura, Adam Muniz, defendeu a necessidade de capacitar profissionais, oferecendo informações sobre marcos internacionais, regionais e nacionais. Entre eles, estão dois instrumentos da UNESCO: a Convenção de 1970 e a Recomendação referente à Proteção e Promoção dos Museus e Coleções, sua Diversidade e seu Papel na Sociedade (2015).
Política nacional
Édouard Planche vê como positiva a iniciativa do Ministério da Cultura de criar uma política nacional, aproveitando o aprendizado com o caso do Itaú Cultural. “Acredito que as autoridades brasileiras estão realmente comprometidas a avançar neste assunto e procuraram o suporte da UNESCO para construir uma política nacional real, uma estratégia para fortalecer a cooperação na América Latina, nos países fronteiriços e também para que o Brasil possa ser mais proativo na implementação da Convenção de 1970.”
O escritório da UNESCO no Brasil também está colaborando com a construção da política. Por meio de um projeto de cooperação técnica internacional com o Ministério da Cultura, um estudo está sendo realizado para auxiliar a elaboração da nova estratégia.
Dentre as recomendações sugeridas no evento está a criação de um Conselho Nacional, estabelecido por meio de decreto presidencial e encabeçado pelo Ministério da Justiça. Participariam dessa entidade os atores governamentais envolvidos, assim como representantes da iniciativa privada e do terceiro setor.
Outra recomendação é a criação de uma “lista vermelha” brasileira – um catálogo gerenciado pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM), que identifica bens culturais em perigo e em áreas vulneráveis, a fim de prevenir a venda e a exportação ilícitas.
O seminário foi realizado com a cooperação da UNESCO no Brasil e do Comitê Brasileiro do ICOM. Teve ainda o apoio do Ministério das Relações Exteriores, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e da Fundação Biblioteca Nacional (FBN).







