Parceria entre FAO, UA e Instituto do ex-Presidente Lula busca combater a fome na África
21 de Novembro de 2012, 22:00 - sem comentários aindaFoi assinada ontem (21) uma parceria entre a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a União Africana (UA) e o Instituto Lula. A iniciativa visa unir esforços contra a fome e a desnutrição na África, e seu lançamento ocorreu em reunião na sede da UA em Adis Adeba, capital da Etiópia.
Durante o encontro, o ex-Presidente Lula, junto com o Diretor-Geral da FAO, José Graziano, e a Presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini Zuma, concordaram em construir e ampliar iniciativas de segurança alimentar, de diálogo e de partilha de conhecimentos entre os países para o combate à fome. Debateram também o reforço da participação das mulheres na agricultura e nos sistemas alimentares e o investimento nos jovens e crianças.
O ex-Presidente do Brasil enfatizou sua vontade de partilhar com a FAO e a União Africana as experiências brasileiras bem sucedidas no combate à fome e na distribuição de renda por meio de transferência de rendimentos e de desenvolvimento mais inclusivo. Ele também falou sobre o “milagre” necessário para aumentar a produção agrícola.
“O milagre está permitindo que as pessoas pobres tenham acesso ao crédito e à tecnologia”, disse Lula, acrescentando que, com mais crédito e tecnologia, os mais pobres vão produzir e se alimentar melhor, ter excedentes para venda e assim uma renda adicional para suas famílias.
De acordo com estatísticas da FAO, o número de pessoas subnutridas no continente africano tem aumentado constantemente desde o início de 1990, de 175 milhões para 239 milhões atualmente. Apesar dos dados negativos, Dlamini Zuma destacou o potencial agrícola da África, notando que 60% das terras aráveis do continente ainda não foram utilizadas.
Durante o encontro, os participantes concordaram em convocar uma reunião de alto nível com os líderes africanos e internacionais para realizar novas abordagens unificadas para acabar com a fome na África. O evento será realizado em Adis Abeba, em 4 e 5 de março de 2013.
OIT apoia projeto brasileiro de qualificação para combate ao trabalho escravo
21 de Novembro de 2012, 22:00 - sem comentários aindaPor meio do projeto Movimento Ação Integrada, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT) está buscando a qualificação profissional com o objetivo de reinserir no mercado trabalhadores egressos de condições análogas à escravidão. O programa é apoiado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e foi divulgado na terça-feira (20) durante o 30º Encontro Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (ENAFIT), que ocorre até o dia 23 de novembro em Salvador (Clique aqui para ver a programação do evento).
Segundo a Diretora-Geral do Escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo, mesmo com os avanços no combate ao trabalho forçado no país, ainda é preciso evoluir quando o assunto é prevenção. Dados da OIT afirmam que, dos trabalhadores resgatados pelos Grupos Móveis de Fiscalização, de 1995 a 2006, a maioria é composta de homens analfabetos, da faixa etária de 18 a 44 anos, sendo que 96% começaram a trabalhar com 14 anos e 85% não possuem formação profissional.
Por isso, a OIT considerou o Movimento Ação Integrada uma solução para que os trabalhadores resgatados recebam capacitação profissional, conquistem um emprego decente e não voltem para as condições análogas à escravidão. “Um dos fatores mais interessantes do projeto é o envolvimento dos familiares da vítima, também vulneráveis socialmente, como forma de prevenção”, acrescentou Abramo, presente na divulgação do projeto.
O Auditor Fiscal do Trabalho Valdiney Arruda, responsável pela implantação do projeto no Mato Grosso, lembrou que a ideia já é executada há três anos e atua nos meios rurais e urbanos. Por meio dos dados do Seguro-Desemprego, o programa fez a análise das vítimas, foi até a região onde trabalham e identificou suas dificuldades.
A estimativa mais recente da OIT mostra que 20,9 milhões de pessoas são vítimas de trabalho forçado em todo o mundo, dos quais 1,8 milhão na América Latina. Por isso, Abramo destacou a importância da Fiscalização do Trabalho no Brasil, que é referência internacional, além de alguns programas nacionais de combate, como o Cadastro Geral de Empregadores e o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo.
CEPAL apresentará Relatório Panorama Social da América Latina 2012 na terça-feira (27)
21 de Novembro de 2012, 22:00 - sem comentários ainda
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) lançará na próxima terça-feira (27) seu Relatório Panorama Social da América Latina 2012, que contém os índices de pobreza e indigência 2011 estimados para cada país e a projeção regional para 2012.
A publicação será apresentada pela Secretária-Executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, na terça-feira, 27 de novembro de 2012, às 11h (12h de Brasília), na sede do organismo em Santiago, Chile.
Haverá transmissão ao vivo por videoconferência para o Escritório da CEPAL no Brasil, localizado em: SBS. Edifício BNDES, 17º andar – Brasília (DF).
Pela primeira vez nesse estudo anual examina-se a dinâmica do emprego remunerado em atividades de assistência nos países latino-americanos, assim como os gastos dos domicílios em relação a este tipo de trabalho, e são propostos critérios normativos para a formulação de políticas públicas nessa área.
A vigésima edição deste relatório da CEPAL também aborda outros temas, como:
- A evolução da pobreza e seus determinantes na América Latina.
- A distribuição de renda e as tendências do gasto social da região.
- A situação das pessoas com deficiência nos países latino-americanos e caribenhos.
Os meios de comunicação estão convidados a assistir a coletiva de imprensa do lançamento do Panorama Social da América Latina 2012, que será realizada na sede da CEPAL em Santiago, Chile (Av. Dag Hammarskjöld, 3477, Vitacura, Sala Celso Furtado),com transmissão por videoconferência para o Escritório da CEPAL no Brasil, no endereço acima referido.
Mais informações
Para entrevistas, contatar a Chefe da Unidade de Informação Pública e Serviços Web da CEPAL, María Amparo Lasso.
E-mail: mariaamparo.lasso@cepal.org; Celular: (56 9) 79678306, ou
Unidade de Informação Pública e Serviços Web. E-mail: prensa@cepal.org; telefone: (56 2) 210 2040.
No Brasil, entrar em contato com: Pulcheria Graziani.
E-mail: pulcheria.graziani@cepal.org
Telefones: (61) 3321-7540 – Celular: (61) 9976-8030
Goma: Agência da ONU pede aos Estados que não devolvam refugiados congolenses
21 de Novembro de 2012, 22:00 - sem comentários ainda
Com o avanço dos rebeldes na República Democrática do Congo (RDC), milhares de congolenses estão abandonando suas casas. A agência da ONU para refugiados pediu esta semana aos governos que não forcem o retorno dessas pessoas para as províncias congolesas Kivu do Norte e Kivul do Sul, no leste do país. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) pediu ainda que os países assegurem a segurança e os direitos humanos dos refugiados.
“A mesma recomendação vale para as áreas vizinhas aos Kivus, principalmente a província de Katanga, que é afetada pelo alastramento do conflito”, disse o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards, em meio a notícias de que os guerrilheiros do movimento M23 haviam tomado o aeroporto de Goma e entrado na capital da província do Kivu do Norte.
“O ACNUR considera que as pessoas que deixaram os Kivus e regiões vizinhas em virtude dos conflitos internos necessitam da proteção internacional do refúgio. O ACNUR alerta ainda que as pessoas só devem voltar para áreas consideradas mais seguras da RDC se tiverem laços muito fortes por lá”, afirmou Edwards.
O conflito entre governo e as forças rebeldes do movimento M23 no Kivu do Norte tem sido bastante intenso nos últimos meses. Também no Kivu do Sul, o embate entre as forças do governo, outros grupos armados e seus rivais, tem se intensificado.
“Estamos muito preocupados com a situação em Goma, onde houve deslocamentos significativos nos últimos dias”, disse Edwards. O avanço da ofensiva do M23 levou muitas pessoas a deixarem suas casas e a procurarem abrigo em Goma e Ruanda. Um assentamento espontâneo na vila de Kanyaruchinya, que acolhia aproximadamente 60 mil pessoas, foi quase totalmente esvaziado.
Mulheres e crianças estão chegando ao campo de Mugunga 3 e a vários assentamentos espontâneos. “Muitas ações humanitárias foram suspensas devido à insegurança no local”, afirmou Edwards.
Desde o começo deste ano, a retomada do conflito nessas duas regiões agravou sua situação humanitária já deplorável e deslocou em torno de 650 mil pessoas. Isso inclui 250 mil civis recém-deslocados no Kivu do Norte e outros 339 mil no Kivu do Sul desde abril. Durante esse mesmo período, mais de 40 mil pessoas buscaram abrigo em Uganda e 15 mil em Ruanda. Burundi tem recebido quase mil congolenses por mês desde agosto.
Há aproximadamente duas décadas o leste da RDC sofre com a violência generalizada, abusos dos direitos humanos e práticas ilegais, tais como estupros em massa, recrutamento forçado, assassinatos e saques. Quando apanhados entre grupos rivais, os civis frequentemente sofrem abusos por parte dos guerrilheiros, que os acusam de estarem aliados aos inimigos.
Edwards explicou que o alerta do ACNUR aos governos, emitido pela primeira vez na semana passada, “afirma que a exclusão do status de refugiado deve ser analisada para indivíduos que podem ter cometido crimes de guerra ou crimes contra a humanidade”.
O total de congolenses refugiados em países vizinhos é estimado em mais de 460 mil pessoas. A maioria delas está abrigada principalmente em Uganda, República do Congo, Ruanda e Tanzânia.
Criança congolesa começa a vida como órfã e refugiada

Emmanuel tem tido um começo de vida terrível: com apenas três dias vida, ele já é órfão e refugiado em uma região sem nenhum indício de que alcançará a paz duradoura.
Esse bebê nasceu dias depois de sua mãe ter atravessado a fronteira do distrito de Kisoro, em Uganda, para escapar dos conflitos recentes na província vizinha de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo. Mas essa mãe de 39 anos, exausta, morreu durante o parto, e Emmanuel foi encaminhado para a Potters Village, um centro intereclesiástico em Kisoro que atende crianças em situação vulnerável.
Existem muitas crianças entre os mais de 40 mil refugiados que desde abril deixam Kivu do Norte por causa da recente onda de confrontos. Mas poucas são tão pequenas e estão em uma situação tão difícil quanto Emmanuel, cujo pai e o irmão de cinco anos foram separados da família durante os conflitos e, desde então, estão desaparecidos.
O recém-nascido tem duas irmãs (uma de 10 anos e a outra de 18 meses) e a avó, Madarina. No entanto, sua avó não pode cuidar do menino ainda tão pequeno e ele tem recebido os cuidados da Agência da ONU para Refugiados. “Este bebê perdeu seus pais, e o ACNUR tem que zelar por ele. De certa forma, nós somos seus pais”, disse o Oficial de Campo do ACNUR em Kisoro, Gabriel Katende.
“Posso tomar conta do bebê de 18 meses [irmã de Emmanuel] se me derem leite, porém não posso lidar com o recém-nascido”, disse Madarina, que estava feliz por Emmanuel estar pelo menos a salvo e sendo cuidado. “Se ele tivesse ficado comigo, teria morrido”, acrescentou a senhora de 65 anos.
De certa forma, o nascimento da criança foi um milagre, levando em consideração que sua mãe conseguiu chegar a Uganda viva e a tempo de dar à luz em um hospital na cidade de Kisoro. Foi uma viagem longa e perigosa por um país com montanhas e florestas, desde Kitchanga, cidade natal da família.
A avói Madarina relembrou a viagem. “Estávamos em casa, à noite, quando ouvimos os tiroteios”, contou ela, acrescentando que sua filha grávida partiu com as duas meninas de 10 anos e de 18 meses. O menino de cinco anos foi deixado com o avô, pois a mãe e a avó não tinham condições de levá-lo. O paradeiro do garoto continua desconhecido.
A avó partiu no dia seguinte. “Reencontrei minha filha e as meninas no caminho, andamos durante nove horas pela floresta até chegar a Itongo, onde pegamos uma carona até a fronteira.”
Uma semana depois, a filha de Madarina deu à luz e faleceu em consequência da fraqueza decorrente da exaustiva viagem. Ela foi enterrada em Kisoro, após um pequeno funeral. “A menina de 10 anos perguntava pela mãe e eu tive que lhe explicar que ela tinha morrido”, disse Madarina.
A tragédia continua para esta criança congolesa. Em breve, Emmanuel estará sozinho, pois sua avó e irmãs devem partir para um campo de refugiados em Rwamwanja, cerca de 350 km ao norte de Kisoro. Aberto em abril para acomodar grandes fluxos de recém-chegados, o campo abriga 26 mil refugiados congoleses.
Em Potters Village, que cuida de bebês abandonados, mães adolescentes e crianças carentes em idade pré-escolar, Emmanuel está seguro e recebendo a assistência que precisa. “A entidade dará a Emmanuel refúgio temporário até que possamos encontrar uma solução de longo prazo para o menino”, explicou Katende, do ACNUR.
Jenny Green, clériga e diretora de Potters Village, disse que Emmanuel foi a criança mais nova recebida no centro. Ele chegou quando tinha apenas três horas de vida. “Ele era muito pequeno. Nós o alimentamos e passamos a noite com ele”, explicou Emily Davies, uma enfermeira pediatra que é voluntária. “Potters Village está prestes a conseguir manter a família reunida. Estamos tentando ver como resolver isso da melhor forma para Emmanuel”, acrescentou ela.
A Reverenda Green disse que a melhor solução para Emmanuel e qualquer criança seria estar com a família. “Esperamos ficar em contato com sua avó. Quando a situação se acalmar no Congo, veremos com o ACNUR se há um tio ou uma tia que deseje cuidar do menino.”
A diretora de Potters Village disse que são muitos os desafios para encontrar uma solução permanente para o bebê e seus familiares sobreviventes. “Mas nós vamos tentar”, prometeu. “A longo prazo, se Emmanuel ficar aqui, tentaremos encontrar uma família adotiva.”
(Por Céline Schmitt em Kisoro, Uganda)
ONU comemora cessar-fogo entre Israel e Hamas
20 de Novembro de 2012, 22:00 - sem comentários ainda
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon – seguido pelo Conselho de Segurança – saudou o cessar-fogo anunciado nesta quarta-feira (21), uma semana após o início da violência devastadora em Gaza e no sul de Israel, ressaltando que é imperativo que os dois lados cumpram o acordo.
“Recomendo às partes que recuem da beira do abismo”, disse Ban, durante seu informe ao Conselho de Segurança por meio de uma videoconferência a partir de Tel Aviv. “Nosso foco agora deve ser garantir o cessar-fogo e que todos os necessitados em Gaza – e há muitos – recebam a assistência humanitária que precisam”.
O Conselho de Segurança, por sua vez, emitiu uma declaração própria à imprensa, saudando o acordo por unanimidade. Os Estados que integram o Conselho apelaram às partes para respeitar o acordo e “agir seriamente para implementar suas disposições em boa fé”. O Conselho também expressou seu “apoio continuado aos esforços internacionais em curso para consolidar este acordo”.
Ban Ki-moon observou que o acordo é um “grande alívio” para o povo de Gaza e de Israel, bem como para a comunidade internacional, com a indicação de que a violência está parando.

“Mas todos nós somos conscientes do risco”, acrescentou. “E estamos todos conscientes de que há muitos detalhes que devem ser consolidados para um cessar-fogo amplo e durável, de modo que este persista no longo prazo. É imperativo que os dois lados mantenham o cessar-fogo, a fim de permitir que essas questões subjacentes sejam abordadas de uma forma sustentável.”
O cessar-fogo entre Israel e o grupo palestino Hamas, que controla Gaza, foi anunciado hoje (21) na capital egípcia, Cairo, apenas uma semana após o início da última onda de violência – que incluiu ataques com foguetes contra Israel a partir de Gaza e ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza.

A equipe da ONU em Gaza estima que a violência custou a vida de 139 palestinos, mais de 70 deles civis (incluindo crianças e mulheres), e feriu mais de 900. De acordo com a Organização, há também 10 mil pessoas deslocadas no território, onde residem 1,7 milhão de palestinos.
Além disso, desde 14 de novembro, o lançamento de foguetes de Gaza para o sul de Israel resultou na morte de quatro civis israelenses, com outros 219 feridos – a maioria civis –, disse Ban Ki-moon. Um soldado israelense foi morto ontem (20), enquanto outros 16 foram feridos – sendo um gravemente.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) havia levantado no início do dia preocupações sobre sua capacidade de atingir as pessoas em Gaza caso as condições piorassem, enquanto a agência de saúde da ONU (OMS) disse que os medicamentos já estavam em falta.
“O acesso a Gaza já é um desafio significativo em circunstâncias normais”, afirmou o Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) em um comunicado à imprensa sobre suas atividades na cidade, onde a população de 1,7 milhão de pessoas – metade delas crianças – continua enfrentando um bloqueio israelense imposto desde 2007.
Também hoje (21), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) condenou o assassinato de três jornalistas palestinos em ataques aéreos na terça-feira (20), e mostrou preocupação com relatos sobre escolas atingidas pela violência.
Assista ao vídeo com a fala de Ban Ki-moon abaixo, em inglês:

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