Internet: a última batalha do neoliberalismo
декабря 3, 2012 22:00 - no comments yet
A União Internacional de Telecomunicações iniciou esta semana em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a Conferência Mundial de Telecomunicações Internacionais, que se reunirá durante 15 dias a fim de rever o Regulamento das Telecomunicações Internacionais.
A celebração deste evento foi precedido por uma campanha negativa da mídia financiada e organizada nos Estados Unidos e que tem ressoado em muitos meios de comunicação ao redor do mundo.
Mas antes de entrar em detalhes, um pouco de história.
Em 1865, foi fundada a União Telegráfica Internacional (UTI) por 20 Estados. Nesse mesmo ano, sob a Convenção Telegráfica Internacional, estabelecem-se os primeiros regulamentos do serviço telegráfico.
Em 1932, a União Telegráfica Internacional mudou seu nome para União Internacional de Telecomunicações (UIT), e mais tarde, em 1948, sob um acordo com a recém-formada Organização das Nações Unidas, a UIT tornou-se a sua agência especializada na área de telecomunicações.
Por sua vez, o Regulamento das Telecomunicações Internacionais (RTI) tem a sua gênese na regulamentação de serviços telegráficos de 1865 e na regulamentação telegráfica e telefônica de 1932.
Esse regulamento surge a partir da necessidade de contar com disposições com caráter de tratados aplicáveis aos serviços e redes de telecomunicações internacionais para, entre outras coisas, estabelecer os princípios gerais de prestação de serviços e operações, definir as regras de interconexão global e interoperabilidade, e fornecer uma base para o desenvolvimento do setor em todos os países.
A versão atual do RTI é um tratado assinado por 178 países em 1988 e implementado em todo o mundo desde que entrou em vigor em 1990.
Então, por que tanto barulho agora?
A Internet é a culpada.
Em 1988, quando a RTI foi revista pela última vez, a Internet não era generalizada, de modo que não é mencionada no Regulamento.
No entanto, hoje a Internet e suas tecnologias associadas são uma parte vital e crescente das telecomunicações internacionais.
Portanto, uma das questões discutidas na Conferência realizada em Dubai é a modificação e ampliação de Regulamento das Telecomunicações Internacionais para incluir o tema da Internet.
Com efeito, durante o processo de preparação do evento muitos Estados-Membros da UIT apresentaram propostas para a Internet, a maioria em duas questões de interesse para muitos países: o aspecto econômico e a segurança.
No entanto, a campanha orquestrada pelos EUA acusa a UIT e a ONU de querer “controlar”, “restringir o acesso” ou “impor censura” à Internet.
Duplos padrões e interesses
Mas os Estados Unidos é precisamente quem controla os recursos críticos da Internet por meio da Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (ICANN), que restringe o acesso a sites de países como Cuba, a quem aplica medidas unilaterais que violam o direito internacional, e que impõe a censura de conteúdos da Internet que afetam seus interesses, como o site Wikileaks.
Além disso, são estadunidenses as grandes empresas de conteúdo e infra-estrutura que controlam e recebem a maior parte do dinheiro flui na Internet. E também é os EUA o país que considera a Internet como um teatro de operações militares.
Portanto, a tentativa de desacreditar a UIT e da Conferência Mundial de Telecomunicações Internacionais tem como objetivo evitar qualquer alteração ao Regulamento das Telecomunicações Internacionais que pode afetar o domínio de fato que eles tem da Internet.
Mas também persegue fins mais fundamentais.
Regular ou não regular, eis a questão.
A Internet, ao não estar coberta pelo Regulamento das Telecomunicações Internacionais adotadas em 1988, não foi sujeita a qualquer regulamentação, somente a lei do mercado e do mais forte.
Portanto, uma das questões principais que se discute em Dubai está considerando a Internet um serviço de telecomunicações e, portanto, suscetível de ser regulado.
Isto não é uma discussão puramente técnica, já que tem implicações importantes para pessoas que recebem serviços de telecomunicações.
Por exemplo, um dos regulamentos do setor de telecomunicações é a “obrigação de serviço universal” em que os operadores devem fornecer serviços de telecomunicações em todos os lugares e não apenas naqueles em que há lucro. Este regulamento é o que tem permitido o serviço de telefonia rural ou urbana de baixa renda. Entretanto, não há regulamentação equivalente para o serviço de Internet.
Outro exemplo é o regulamento que exige dos fornecedores de serviços de telefonia que tenham a própria fonte de energia, a fim de assegurar a disponibilidade de serviços de emergência. Provedores de internet não são obrigados a cumprir com este regulamento, apesar de a telefonia pela internet ser um serviço que está substituindo a telefonia tradicional. O efeito negativo de não contar com o presente regulamento se mostrou recentemente durante o furacão Sandy, em que a interrupção da rede elétrica provocou a queda do serviço de telefonia via Internet, deixando milhares de pessoas incomunicáveis em situação de emergência.
Apesar desses e outros exemplos que demonstram a necessidade de regulamentação para corrigir os “erros” do mercado como único ente regulador, os Estados Unidos e seus aliados vão disputar em Dubai para que as regulamentações não chegam Internet e, consequentemente, para que dentro de um curto espaço de tempo todas as telecomunicações sejam desreguladas.
Esta é mais uma batalha que os defensores do neoliberalismo estão lutando para tentar impor sua visão de um mundo onde prevalecem mercados sem restrições e em que os Estados e as instituições intergovernamentais, como o sistema das Nações Unidas, deixem de cumprir seus papéis como fiadores do interesse público.
Juan Alfonso Fernández González é assessor do Ministerio de la Informática y las Comunicaciones (MIC) em Cuba e profesor adjunto na Universidad de las Ciencias Informáticas (UCI).
Fonte: Internet: la última batalla del neoliberalismo
Na COP18, Ban Ki-moon pede ações conjuntas para enfrentar as mudanças climáticas
декабря 3, 2012 22:00 - no comments yet
Na 18 ª Conferência das Partes (COP18) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC), em Doha no Catar, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu ações conjuntas de todos para enfrentas a crise crescente das mudanças climáticas. “Ninguém é imune à mudança climática, nem ricos nem pobres. É um desafio existencial para toda a raça humana, o nosso modo de vida, nossos planos para o futuro. (…) Nós, coletivamente, somos o problema. Então, devemos ter as soluções. Se agirmos em conjunto com o propósito claro, podemos enfrentar este desafio”, disse o Secretário-Geral.
A conferência dura até a próxima sexta-feira (7) e as delegações presentes tentarão, entre outros objetivos, estender o Protocolo de Kyoto, cujo primeiro período de compromisso expira no final de 2012. “O Protocolo de Kyoto continua o mais próximo que temos de um acordo global climático vinculante. Ele deve continuar. É uma fundação para se construir. Sua continuação em 1º de Janeiro de 2013 irá mostrar que os governos continuam comprometidos com um regime climático mais forte.”
Ban espera que os governos demonstrem, sem ambiguidade, que as negociações de um instrumento global e vinculante para enfrentar as mudanças climáticas continuam ativas, além de mostrar como pretendem agir sobre a distância entre as promessas de mitigação e o que é necessário para se alcançar o objetivo de manter a média de aquecimento global abaixo dos dois graus Celcius. O aumento da temperatura para além do estabelecido pode causar sérios impactos climáticos.
A COP-18 reúne os 195 Estados da UNFCCC, convenção firmada na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), em 1992 no Rio de Janeiro, Brasil, e que originou mais tarde o Protocolo de Kyoto, em 1997. O protocolo estabelece que 37 Estados estabeleçam limitações de emissões juridicamente vinculativas e compromissos de redução.
Quatro novas manifestações culturais são incluídas na lista de patrimônio imaterial da UNESCO
декабря 3, 2012 22:00 - no comments yet
A cerâmica de Botsuana, o artesanato indonésio, a confecção de tapetes tradicionais no Quirguistão e a música e dança de pessoas do povo Busoga, em Uganda, são os novos elementos adicionados hoje (4) à Lista de Patrimônio Cultural Imaterial em Necessidade de Salvaguarda Urgente, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Segundo a UNESCO, a importância do patrimônio cultural imaterial não é a manifestação cultural em si, mas “a riqueza de conhecimentos e competências que são transmitidos através dele de uma geração para a outra.”
A habilidade para a confecção de cerâmica de barro no Distrito Kgatleng, em Botsuana, por exemplo, está em risco de extinção em razão da diminuição do número de mestre oleiros, dos preços baixos para produtos acabados e do uso crescente de recipientes produzidos em massa. Da mesma forma, as bolsas de tecidos criados pelo povo Papua da Indonésia enfrenta uma forte concorrência a partir das bolsas fabricadas industrialmente.
No Quirguistão, a tradicional arte de confecção de tapetes de feltro também corre o risco de desaparecer uma vez que a empresa comunitária, frequentemente liderada por mulheres em comunidades rurais e de montanha, lamenta a diminuição do número de praticantes e a falta de salvaguarda governamental. A Bigwala, música e dança tradicional do Reino Busoga, em Uganda, também enfrenta uma ameaça à sua sobrevivência, com apenas quatro mestres mais velhos que ainda a praticam.
As quatro manifestações culturais foram escolhidas por um comitê reunido na sede da UNESCO, em Paris. Antes do término da sessão atual, na sexta-feira (7), os especialistas deverão avaliar ainda outras duas indicações – da China e do México – para possível inclusão na lista de patrimônio imaterial.
PMA abre duas vagas para Staff Assistant em Brasília
декабря 3, 2012 22:00 - no comments yetO Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (PMA) recebe, até 12 de dezembro, candidaturas para o cargo de Staff Assistant. As(os) assistentes deverão auxiliar o Diretor e o Vice-Diretor do Centro de Excelência nas tarefas comuns de secretaria, administração, organização de documentos, reuniões e viagens. Para se candidatar e obter mais detalhes, clique aqui.
O Programa Mundial de Alimentos, em parceria com o Governo brasileiro, lançou o Centro de Excelência contra a Fome com o objetivo de promover políticas nacionais sustentáveis de segurança alimentar e nutricional com base nos sucessos da experiência do Brasil. O Centro serve como uma ponte para a cooperação sul-sul com foco no desenvolvimento de capacidades nas áreas de alimentação escolar, agricultura familiar, segurança alimentar e nutricional.
Clique aqui para mais informações.
Na COP-18, Ban Ki-moon pede ações conjuntas para enfrentar as mudanças climáticas
декабря 3, 2012 22:00 - no comments yet
Na 18 ª Conferência das Partes (COP-18) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC), em Doha no Catar, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu ações conjuntas de todos para enfrentas a crise crescente das mudanças climáticas. “Ninguém é imune à mudança climática, nem ricos nem pobres. É um desafio existencial para toda a raça humana, o nosso modo de vida, nossos planos para o futuro. (…) Nós, coletivamente, somos o problema. Então, devemos ter as soluções. Se agirmos em conjunto com o propósito claro, podemos enfrentar este desafio”, disse o Secretário-Geral.
A conferência dura até a próxima sexta-feira (7) e as delegações presentes tentarão, entre outros objetivos, estender o Protocolo de Kyoto, cujo primeiro período de compromisso expira no final de 2012. “O Protocolo de Kyoto continua o mais próximo que temos de um acordo global climático vinculante. Ele deve continuar. É uma fundação para se construir. Sua continuação em 1º de Janeiro de 2013 irá mostrar que os governos continuam comprometidos com um regime climático mais forte.”
Ban espera que os governos demonstrem, sem ambiguidade, que as negociações de um instrumento global e vinculante para enfrentar as mudanças climáticas continuam ativas, além de mostrar como pretendem agir sobre a distância entre as promessas de mitigação e o que é necessário para se alcançar o objetivo de manter a média de aquecimento global abaixo dos dois graus Celcius. O aumento da temperatura para além do estabelecido pode causar sérios impactos climáticos.
A COP-18 reúne os 195 Estados da UNFCCC, convenção firmada na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), em 1992 no Rio de Janeiro, Brasil, e que originou mais tarde o Protocolo de Kyoto, em 1997. O protocolo estabelece que 37 Estados estabeleçam limitações de emissões juridicamente vinculativas e compromissos de redução.

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