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Blog Comunica Tudo

3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.
Este blog foi criado em 2008 como um espaço livre de exercício de comunicação, pensamento, filosofia, música, poesia e assim por diante. A interação atingida entre o autor e os leitores fez o trabalho prosseguir. Leia mais: http://comunicatudo.blogspot.com/p/sobre.html#ixzz1w7LB16NG Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives

Quando ouvir falar em violência, lembre-se de Darcy Ribeiro

18 de Junho de 2022, 13:32, por COMUNICA TUDO
Darcy Ribeiro

O professor e Antropólogo Darcy Ribeiro foi o maior entusiasta da educação brasileira. Em sua corrente sanguínea, a marca da educação libertadora sempre fluía. O professor Darcy sonhava com a educação transformadora de homens e ideias. Não somente sonhava, saiu da teoria para as pautas concretadas conforme realizou um de seus maiores sonhos: a escola em tempo integral.

Na década de oitenta, durante o período de redemocratização, o professor Darcy Ribeiro tornou-se vice governador de Leonel Brizola, e foi neste período que o professor viu, naquele momento, a realização de seu projeto de vida que era a escola em tempo integral. Ficou conhecido como Centro de Educação Integral Pública (CIEP’s) ou Brizolão.

O projeto curricular dos CIEPs visava à educação integral e, nessa perspectiva, a escola teria o papel de propiciar um processo de ensino-aprendizagem cujo objetivo não era apenas o desenvolvimento cognitivo, mas também o social, físico e afetivo do aluno e demais atores envolvidos. Além das disciplinas obrigatórias previstas em lei, a matriz curricular era enriquecida com atividades artísticas e esportivas e complementada por estudos dirigidos supervisionados para atender alunos com dificuldades de aprendizagem. O Plano Especial de Educação do governo Brizola possuía recursos de mais de 400 milhões de dólares. Um plano ousado, bastante caro, é verdade, já que nos CIEPs eram oferecidas três refeições diárias aos estudantes e funcionários, além da necessidade de se recrutar um maior número de professores e demais profissionais para dar conta da diversidade curricular.

Policiais numa operação na favela 


Todo o projeto foi detonado, com o tempo, optaram pela ignorância. Na concepção elitista o investimento em educação era muito “caro”, e o resultado vejam por si só. Lembrando que a pobreza não gera a violência, mas a desigualdade sim. Já está mais que comprovado que sem ação do Estado, com suas obrigações constitucionais, a tendência é de que outros "poderes" não–estabelecidos tomem conta da situação.

O ex governador Leonel Brizola , no conjunto Amerelinho /RJ. Pulando por cima de armas de brinquedos trocados por livros.


Enquanto a educação não for tratada como assunto de Estado, ainda vamos assistir a muitas 'Vilas Cruzeiros' sendo alvo de chacina.

A cada massacre dentro das favelas, lembrem-se do professor Darcy Ribeiro e da frase célebre que disse há quatro décadas:

"A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto".


(Por Fabio Idalino Alves Nogueira, graduando em História pela UVA/RJ e professor de pré-vestibular comunitário.)






Artigo original do Comunica Tudo por M.A.D..


'O Preto de Azul' ganha exibição gratuita na Lapa, Rio de Janeiro

10 de Maio de 2022, 8:40, por COMUNICA TUDO

Animação brasileira com trilha sonora original do Kaialas poderá ser vista no Bandolim Vegan Cult Bar

Na próxima quarta-feira, 11 de maio, acontece a estreia, com exibição gratuita, do curta-metragem "O Preto de Azul" (The Black in Blue), de Alvaro Tallarico e Leandro Ferra. O evento ainda conta com apresentação da cantora Bia Serrano e do músico Gilson Olivah. O local escolhido é a casa de cultura Bandolim Vegan Cult Bar, que fica na Rua Joaquim Silva, 97, Lapa, ao lado da famosa Escadaria Selarón. O som começa a partir das 19:30.

"O Preto de Azul" traz a história de um menino sonhador que quer sair de seu país natal em busca de reconhecimento e fama. A obra traz diversas metáforas e mitologias, juntamente com doses de fé e aventura. O roteiro é do escritor Alvaro Tallarico, a animação e ilustração é de Leandro Ferra. A direção é de ambos. O jovem viaja por um mar que é como um ser enigmático e implacável, uma selva submersa, entre medos e meditações. Porém, será que o sonho vale a pena? 

Kaialas 
A trilha sonora original do filme é do Kaialas, projeto musical que une o cantor cabo-verdiano Plácido Vaz e o escritor Alvaro Tallarico. Em 2021, o Kaialas foi selecionado para o BDO Live Festival Portugal com a canção “Herança” e ficou entre os primeiros lugares. O primeiro single, "Preto de Azul", que inspirou o curta-metragem, foi lançado em julho de 2021 e está em todas as plataformas digitais.

"Animação é uma forma muito lúdica e especial de contar histórias. Leandro Ferra é um animador experiente e fez um trabalho diferenciado. O curta tem alma e as canções conduzem o espectador por um ciclo de emoções e filosofias lindamente ilustradas", declara Alvaro Tallarico.

Enfim, confira o trailer do filme: 

Serviço:
Exibição do filme "O Preto de Azul" com show de Bia Serrano e Gilson Olivah

Data: 11 de maio de 2022
Horário: 19:30
Local: Bandolim Vegan Cult Bar
Endereço: Rua Joaquim Silva, 97, Lapa, Rio de Janeiro

Sobre Alvaro Tallarico
Alvaro Tallarico é jornalista e escritor. Nascido e criado no Rio de Janeiro, começou a descobrir o sabor da escrita no seu ensino médio técnico em Publicidade e Propaganda na Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch. Escreve no portal de jornalismo cultural Vivente Andante e é colunista no Diário do Rio. Ganhou Menção Literária no 2º Prêmio Literário AFEIGRAF. Roteirista do curta-metragem "Caverna de Maya". Tem publicações na Antologia Nacional de Poesia da Academia de Letras de Montes Claros – MG, na Antologia Alma Artificial da Cartola Editora, entre outros. Em 2021 lançou o livro “Cem Ruínas na Esquina da Poesia”.

Sobre Leandro Ferra
Formado pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2008, nascido no Rio de Janeiro é sócio-diretor da Quadro-chave Produções. Trabalha na área de ilustração, animação, design, criação. Foi professor de Senai por 12 anos em curso de jogos, modelagem, ilustração e animação. Diretor de arte e animação da série “Imagem Vinil” 2019 para o canal Prime Box Brasil foi exibido no Festival de cinema de Brasília em 2020; design e animação no documentário “Salve a Malandragem” 2019, exibido no canal Cine Brasil; participou de 32 festivais pelo mundo com seus curtas metragens e videoclipes produzidos pela sua produtora Quadro-chave Produções.

Artigo original do Comunica Tudo por M.A.D..


Selminha Sorriso falou e disse: reparações para os negros já!

27 de Abril de 2022, 20:55, por COMUNICA TUDO


Empretecer o Pensamento É Ouvir a Voz da Beija-Flor
Empretecer o Pensamento É Ouvir a Voz da Beija-Flor

 “Ergue o punho, exige igualdade
Traz de volta o que a História escondeu
Foi-se o açoite e a chibata sucumbiu
Mas você não reconhece o que o negro construiu
Foi-se ao açoite e a chibata sucumbiu
E o meu povo ainda chora pelas balas de fuzil”

Tenho que ser sincero que não assisti por completo os desfiles das escolas de samba do Rio De Janeiro. E o fato que também contribui para não assistir em sua integralidade é que a transmissão da emissora é terrível, monótona e tediosa. Requer bastante paciência para ficar sentado por sete horas a finco. A emissora é aquela que num passado não tão distante promoveu ataques ferozes contra a construção do sambódromo.

O ponto a destacar neste desfile foi a quantidade de escolas de samba que inseriram temas ligados à África. Há escolas que são tradicionais com esses temas (Salgueiro, Vila Isabel e Beija- Flor), outras foram novidades, como a Portela. Em anos anteriores os números de agremiações eram limitadas, mas neste ano os números superam. Todas estão de parabéns.

Trabalhar a história da África se constitui num desafio fora da avenida. Nas escolas, no dia-a-dia, não é o mar de rosas como observar aquelas pessoas se maravilhando com o carnaval. Somos a segunda maior população preta fora da África. Somos próximos e, no entanto, se pedirmos pro brasileiro citar dez países africanos, levante as mãos para o céu se alguém mencionar Angola e pronto.

Somos muitos distantes quando o assunto é a África. Sabemos pouco sobre o passado da África, para alguns de nós, a África aparece a partir do tráfico negreiro. Junta-se às crises políticas, doenças, guerras e feitiçaria.

No passado antes e depois de Cristo, a África era um continente pujante com organizações sociais, culturais e comerciais. Invenções que utilizamos em nosso cotidiano nasceram na África: medicina, filosofia, metalurgia, astronomia e engenharia. Sim, também a engenharia, ou vocês pensaram que as pirâmides foram construídas pelos ETS? O filme Pantera Negra dá a ideia dessa África moderna que um dia existiu. O continente heterogêneo com complexo linguístico, religioso e multi-étnico.

Anteriormente disse que trabalhar o conteúdo de África é um desafio fora da avenida. É pura realidade. Nos estabelecimentos de ensino não encontramos apoio dos diretores, se você for seguidor de religião de matriz africana, então essas chances são quase zero. Outro desafio é intromissão de igrejas cristãs. Há alguns anos tive a desagradável experiência ao ver dez alunos saírem da sala para não assistirem a aula de África, ficamos sabendo depois que essa ordem partia de pastores neo-pentecostais com medo de "ideologização" religiosa dentro da sala de aula, pura mentira . Numa mente comum conservadora, falar em África é mencionar feitiçaria, demônios e guerras. São frutos de Marcos Feliciano.

Feliz foi a Porta-Bandeira da Beija-flor, Selminha Sorriso, que foi firme sem perder a doçura e afirmativa e contundente em falar que o Estado tem que reparar quatro séculos de escravidão e mais: os cumprimentos das leis 10.639 e 11.645. Ambas as leis obrigam os estudos tanto da África e afro-brasileiros e os nativos da terra, os índios.

Não há como negar que houve avanços dos direitos dos negros e indígenas. Atualmente passamos por retrocessos que é capaz de tirar nossas vidas e com olhos beneplácitos do mandatário do país. A política de cota racial foi a nossa vitória, partiu dos movimentos negros essa iniciativa, não foi de esquerda ou direita que quando necessário procuram sempre estar nos calando.

Ficarei feliz em estar numa sala de aula e estar ensinando a história do povo afro brasileiro e indígena. Ver nos olhos dessas crianças, jovens e adultos, que tem motivos reais de serem parte na construção política social do Brasil.

Empretecer a pele não basta, ser preto quando convém é fácil: quero ver estar ao lado, lutando por direitos iguais .

OBS: Este mês completou dez anos do julgamento do STF que deu constitucionalidade à politica de cota racial em universidade.

(Por Fabio Idalino Alves Nogueira, graduando em História pela UVA/RJ e professor de pré-vestibular comunitário)

Artigo original do Comunica Tudo por M.A.D..



Religião e política: um prato indigesto

12 de Abril de 2022, 18:46, por COMUNICA TUDO



Todas as constituições do Brasil da Era Republicana são enfáticas ao destacar a separação entre a religião e o Estado. No Brasil colônia e império, todos os brasileiros automaticamente já nasciam católicos. Era impensável mudar de religião.

A atual constituição reforça este conceito. Seguir ou não uma religião são conceitos privados. A lei garante a liberdade religiosa. Qualquer um pode seguir ou não uma religião. Eu, você e todos nós podemos acreditar nas divindades ou não.

É normal chefes de governos ou de Estado receberem qualquer membro de organizações religiosas. Tantos chefes de governo ou de Estado podem ter ou não uma religião, são direitos garantidos pela constituição. O temeroso será levar este desejo pessoal para a esfera pública, tomar decisões que possam alterar a vida de cada brasileiro.

O momento obscuro que estamos atravessando com o atual governo deixa–nos em alerta. A presença da bancada da Bíblia (religiosos conservadores), em sua grande maioria evangélicos, na qual, constantemente, protagonizam polêmicas ao tentarem misturar assuntos de estado com os dogmas de sua religião, é prova disso. Um desses casos célebres é o da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, a pastora Damares Regina Alves, cujos discursos já provocaram diversas situações embaraçosas para o Planalto.

A justificativa de por Deus em pautas políticas é como colocar um ponto final em uma discussão. A palavra Deus traz a questão do respeito por ser uma entidade divina e poderosa. Não há argumento que contenha premissas lógicas e racionais que possam derrubar uma premissa divina, pois está em um conhecimento religioso, diferente das demais.

Quem se atreve a se opor a (um argumento que use) Deus em uma pauta política em um país como Brasil? Caso isso venha acontecer, saiba que será chamado de forma pejorativa de “Comunista!”, “Chavista!”, “Satanista!” e outros xingamentos.

O fanatismo religioso foi um dos motivos de ter elegido Bolsonaro no poder do Brasil. Usou pautas religiosas para justificar os seus atos. Isso pode lembrar os governos Fascistas e Nazistas da Itália e da Alemanha que de uma certa forma usaram a Igreja para se levantarem e se manterem no poder. Utilizaram o conservadorismo da Igreja para se apoiar em suas “reformas políticas”.

Lembrando que designar a religião como algo “mal” pelos infortúnios causados pela Igreja é um equívoco. Pois, a religião em si não prega as barbáries que a Igreja e quem a usou em nome dela fizeram. Quem matou, dizimou e procurou justificar a escravidão nas Américas e na África foram pessoas que se apropriaram de forma errada da religião para praticarem tais atos.

A política de quem está no poder do Brasil está na contra mão do progresso, com pautas cada vez mais conservadoras, usando, por vezes, Deus em “vão” para se escorar e conseguir apoio para talvez se reeleger. Sempre desconfie de quem usa Deus na política, geralmente esse político não possui plano de governo econômico-social convincente, por isso apela a Deus.

(Escrito por Fábio Idalino Alves Nogueira  e Gabriel Luiz Campos Dalpiaz)



Artigo original do Comunica Tudo por M.A.D..



Ucrânia e Rússia: para sairmos do senso comum neste conflito

10 de Março de 2022, 19:30, por COMUNICA TUDO


Ouço e vejo tantos especialistas em assuntos políticos darem suas opiniões sob o conflito Ucrânia e Rússia que parece fácil entender o assunto e apontar um vilão. Sabemos que num conflito bélico, não há inocente. O lado pior do ser humano passamos a conhecer nestes momentos. Ao fim de cada comentário dos chamados especialistas, para os leigos fica fácil entender e responsabilizar somente uma nação: a Rússia.

Para os historiadores especializados em Europa, falar da Rússia, dos primórdios do Principado de Kiev (hoje a Ucrânia), seria um deleite, que já não é tão tranquilo assim de estar resumindo a um único texto.

A União Soviética existiu por 69 anos e a Rússia ficaria no seu lugar, fraca e sem peso político e militar. Boris Yeltsin era a cara da acometida Rússia. Homem doente, sem personalidade e que sofria de alcoolismo e andava com a mala do juízo final.

Dentre idas e vindas de uma outra geopolítica no campo europeu ficou acertado que as duas alianças militares, a OTAN e o Pacto de Varsóvia, iriam desaparecer. Não havia mais a necessidade da existência das duas forças militares. Acontece que o acordo foi simbólico e sem assinatura de documentos. O erro foi neste momento em que ambas as partes não registraram nada a mais. A porta do expansionismo ficou aberta para OTAN.

Na década de noventa, a Federação Russa estava obsoleta, perdeu vergonhosamente a guerra contra a Chechênia. Enquanto isso, a OTAN começava a aglutinar os países do leste europeu.

Foi a OTAN que começara a provocação. O Presidente Putin, num olhar aguçado (foi espião pela antiga KGB), já percebia o avanço da OTAN mais ao leste da Europa. O atual diretor da CIA (Serviço Secreto norte americano) William J. Burns, corrobora do mesmo pensamento do presidente Russo há mais de duas décadas sob o avanço da OTAN ao leste da Europa. Segundo Burns, "a hostilidade à expansão inicial da Otan é quase universalmente sentida em todo o espectro político interno aqui" (https://www.bbc.com/portuguese/internacional-60584900).

Implícito e em dois momentos, William J. Burns advertia ao ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, sob o afrontamento e naquele instante, a Polônia, a Hungria e a República Tcheca davam sinais para entrar na Otan.

Como nada na História é à toa, William J. Burns escreveu a sua preocupação à ex-Secretária de Estado, Condoleezza Rice: "a entrada da Ucrânia na Otan é a mais brilhante de todas as linhas vermelhas estabelecidas pela elite russa (não apenas Putin). Em mais de dois anos e meio de conversas com os principais atores russos, desde aqueles que se escondem nos recantos sombrios do Kremlin aos críticos liberais mais ferrenhos de Putin, ainda não encontrei ninguém que veja a Ucrânia na Otan como algo além de um desafio direto aos interesses russos" (https://www.bbc.com/portuguese/internacional-60584900).

Ao chegar à presidência da Federação Russa nos anos dois mil, o presidente Putin iniciava a modernização das forças armadas Russas, valorizava a ciência e investia nas universidades. Faltava adivinhar quando colocaria as cartas na mesa da geopolítica mundial.

O engano das grandes potências foi pensar: quem foi um dia líder deve estar adormecido, numa espécie de hibernação. A Grande Rússia estava ferida e perdida, mas não morta.

Não concordo com a invasão da Ucrânia por parte da Rússia. Entendo a preocupação de Vladimir Putin de estar sendo cercado por países da OTAN. Não necessariamente, há sempre bases militares da OTAN com mísseis convencionais em países, apontados estrategicamente. Não estou afirmando nada, mas não estranhe caso isso venha acontecer na Ucrânia e países bálticos. Já pensou você sabendo que seus vizinhos estão prestes a afunilá-los, o que você faria? Isso que Putin vem sentindo, sendo desafiado.

Vladimir Putin deve ser responsabilizado e por outro lado, não estou enaltecendo um governo ucraniano que caiu igual a um rato preso, não sabendo o que fazer. Agora vê-se em apuros e está igual a um adolescente pedindo ajuda à OTAN.

Nesse momento, os EUA estão impondo sanções sobre a Rússia como uma forma de penalizar o governo russo em questão da guerra da Ucrânia. De fato, pode-se dizer que a Rússia se preparou para realizar esse movimento militar, pois elevou a sua reserva cambial para a quarta maior do mundo, sendo avaliada em 600 bilhões de dólares e possui um parceiro econômico, a China, que poderá intervir com as demandas de bens de consumo, além da criptomoeda chinesa que poderá ser usada em negociações futuras.

As sanções que o governo norte-americano colocou sobre a Rússia acabou sendo um empecilho a eles mesmos, os EUA, pois não poderão exportar petróleo e outras commodities da Rússia e se veem na obrigação de ter que negociar com a Venezuela. Sim, com a Venezuela, que o próprio governo estadunidense colocou sanções econômicas como uma forma de “punir pela falta de democracia”. Algo bem hipócrita e, talvez sim ou não, o presidente Maduro negocie a retirada dos embargos que os próprios venezuelanos e cubanos sofrem pelos EUA.

A guerra vai muito além do senso comum. Está além do que a mídia coloca como um lado é “bom” e o outro lado é “mal”. Devemos ampliar o nosso senso crítico e analisar o porquê de qual atitude está ocorrendo. Nos questionar o porquê do atual conflito entre Rússia e Ucrânia, mas para isso, deve-se aprofundar ao menos nas questões políticas, sociais, históricas e geográficas.

(Por Fabio Idalino Alves Nogueira, graduando em História pela UVA/RJ e professor de pré-vestibular comunitário; e Gabriel Luiz Campos Dalpiaz, professor de Ed. Física na UEMS e estudante de filosofia.)

Artigo original do Comunica Tudo por M.A.D..