No vídeo ficcional, que já foi retirado do blog, após a personagem da namorada recusar por duas vezes a prática, o personagem Billy bate com um tijolo em sua cabeça a fim de estuprá-la. O vídeo termina mostrando Billy com a namorada desacordada na cama.
Em resposta a isso, internautas começaram a debater sobre o tipo de conteúdo misógino constantemente postado pelo blog e o patrocínio que recebe da MTV. Amanda publicou no Twitter:
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Imagem da campanha online pelo fim do blog Testosterona, partilhada pela página Nós Denunciamos no Facebook |
Fátima, no blog Sub Judice, discute o post em termos legais. Segundo a autora, o vídeo postado por EduTestosterona “ensina uma modalidade de crime sexual (…), um crime hediondo”. Ela ainda completa e explica a relação de apoio ao Testosterona por parte da MTV:
Ainda não entendi porque a MTV não retirou o Testosterona do ar. Machismo dá tanto dinheiro assim?
Enquanto patrocinadora, ela [MTV] emite o seu ‘ok’ para o conteúdo veiculado, ou será que uma empresa com esse capital todo patrocinaria um blog com conteúdo com o qual não concordasse? Dífícil.
A lógica extraída poderia ser a seguinte: A MTV brasileira, empresa que notadamente influencia jovens ao criar tendências de comportamento e consumo, PAGA ao proprietário do blog para que ele cometa o crime de APOLOGIA AO CRIME.
As piadas sem graça na mídia brasileira

O autor do Testosterona acusa seus críticos de não terem senso de humor. O que ele parece não entender é que suas ideias têm consequências muito reais.No post intitulado “A piada que estupra“, no blog PontoGG, Abbsaraiva escreve:
Em março, a Polícia Federal prendeu os autores de outro blog que incitava o ódio contra mulheres, gays e diversos grupos – eles eram parceiros do Testosterona e também postavam conteúdo no blog. Durante a investigação, a Polícia descobriu ainda que eles planejavam um massacre na Universidade de Brasília.
O que precisa ser dito é que esse tipo de humor é compartilhado socialmente porque exprime a violência intrínseca do grupo a qual pertence. Além disso, essas piadas justificam a discriminação social, estabelecendo a lógica dominante sobre quem precisa ser avacalhado, escrachado. Esse humor nos oferece a possibilidade de compreender historicamente a formação dos estereótipos, bem como compreender o modo perverso como se processa a reafirmação do preconceito. Nesse contexto, a MTV tem responsabilidade sim sobre os portais que ela hospeda.

Não é incomum encontrar desvalorização e depreciação da imagem da mulher em peças publicitárias, novelas, programas humorísticos, letras de música etc. Isso traz como consequência o reforço à discriminação de gênero.
(…)
É fundamental que a sociedade se mobilize e se manifeste em favor de uma mudança de paradigma, podendo sempre contar com o apoio e o desenvolvimento de políticas públicas por parte desta Secretaria.
Assim, considerando o teor da denúncia, encaminhamos o caso para ciência e providências cabíveis por parte do Ministério Público Federal.

A outra foi criada a 4 de setembro pela cidadã Lívia de Figueiredo Brasil no Avaaz e pretende arrecadar 3 mil assinaturas e ser encaminhada à Secretaria de Políticas para as Mulheres.
Até a data que este post foi escrito, o vídeo continua online no YouTube, a MTV não se pronunciou novamente e o blog continua sendo patrocinado pela emissora.
Thiana Biondo colaborou neste post. Escrito por Yohana de Andrade
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