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Blog Comunica Tudo

3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.
Este blog foi criado em 2008 como um espaço livre de exercício de comunicação, pensamento, filosofia, música, poesia e assim por diante. A interação atingida entre o autor e os leitores fez o trabalho prosseguir. Leia mais: http://comunicatudo.blogspot.com/p/sobre.html#ixzz1w7LB16NG Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives

RJ: as casas vão cair

18 de Fevereiro de 2013, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda


No morro da Providência, a construção de um teleférico para os turistas da Copa expulsa os moradores. As casas demolidas são trocadas por um aluguel social de 400 reais, e muitas famílias não encontram onde morar.

(Publicado por Agência Pública)

A casa de Neusimar, trabalhadora autônoma que mora com a família de sete pessoas no Morro da Providência, no Rio de janeiro, está marcada com a sigla SMH (Secretaria Municipal de Habitação). Isso significa que ela vai cair. Todas as casas e prédios vizinhos já foram demolidos porque os moradores aceitaram o aluguel social oferecido pela prefeitura, no valor de 400 reais.

O morro vai sediar o projeto Porto Maravilha, com teleférico e plano inclinado para os turistas que virão para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 – como a Pública mostrou em janeiro. Por isso a comunidade tem sofrido remoções compulsórias.

Neusimar resiste porque não quer sair da casa onde sua mãe nasceu e cresceu com toda a família para um futuro incerto: “Onde vamos achar uma casa para alugar por 400 reais? Quem vai querer alugar uma casa para mim? Estou desempregada, minha mãe é doente, temos uma família grande. Não estamos aqui por teimosia, mas não vamos sair para ficar como as pessoas que a gente vê sair e ficar na rua porque não conseguem alugar nada” explica. Ela conta que sente a sua situação mais complicada a cada dia: “Está tudo no chão ao redor da minha casa, afetou a estrutura, agora estamos mesmo em situação de risco”.

Histórias como a dela são contadas no vídeo Morro da Providência, do coletivo #Entre Sem Bater, formado por alunos da Escola Popular de Comunicação Crítica (Espocc) – projeto do Observatório de Favelas que oferece a jovens e adultos, moradores de espaços populares do Rio de Janeiro, acesso a diferentes linguagens, conceitos e técnicas na área da comunicação. O mini documentário foi feito como um trabalho de conclusão de curso, mas o coletivo cresceu e os envolvidos continuam a pesquisar e documentar as remoções no Morro da Providência e outros lugares.

Além das remoções, o vídeo mostra os preparativos para a demolição da quadra do morro, onde eram feitos campeonatos de futebol e os ensaios da escola de samba da comunidade. Leo Lima, fotógrafo e integrante do Entre Sem Bater, conta que logo após a conclusão do filme a quadra foi abaixo e deu lugar à construção da torre do teleférico.



EXCLUSIVO: nenhuma linha sobre Yoani Sánchez

18 de Fevereiro de 2013, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

EXCLUSIVO: nenhuma linha sobre Yoani Sánchez no blogue Comunica Tudo, durante toda sua passagem pelo Brasil.

Cuba Libre
Esta postagem foi inspirada numa capa genial da Revista Piauí de 2009 - na época, o assunto em voga era o Michael Jackson.



Jornalista sofre chantagem emocional em Santa Maria

18 de Fevereiro de 2013, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda


Jornalista sofre chantagem emocional em Santa Maria, após tragédia que matou mais de duas centenas de pessoas

O jornalista Claudemir Pereira, de Santa Maria, está sofrendo chantagem emocional neste mês de fevereiro de 2013. Na cidade, onde ocorreu uma tragédia de repercussão mundial, o clima ainda é de tristeza e comoção.

O jornalista que mantém um site com notícias diárias também faz uma ampla cobertura dos desdobramentos da tragédia na boate Kiss, na cidade universitária do Rio Grande do Sul. Quatro postagens publicadas na tarde de ontem, reafirmam a posição pessoal diante do jornalismo independente, de sua história profissional e dos mais recentes acontecimentos, que podem estar relacionados com as chantagens emocionais recentemente recebidas. Leia abaixo as postagens referidas:







Google estuda cortar fundos para sites ilegais

17 de Fevereiro de 2013, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda


Google está em negociações com empresas de pagamento, incluindo Visa, Mastercard e PayPal para colocar sites de download ilegal como inexistentes, cortando seu financiamento

O gigante das buscas na Web, que está envolvido em uma disputa de longa data sobre a forma como lida com material pirateado, está considerando a medida radical para que possa se ​​livrar da causa-raiz, em vez de ter de mudar seus próprios resultados de busca.


Executivos querem parar sites mais ou menos dedicados a oferecer links para filmes pirateados, músicas e livros de ganhar dinheiro com o material ilegal. Os planos, ainda em discussão, também bloqueiam o financiamento para sites que não respondem a questões legais, por exemplo, porque eles são offshore.

Se o Google segue em frente com a mudança radical, não seria a primeira vez que os sites ilegais seriam diminuídos ou expulsos do negócio tendo um bloqueio em suas fontes de dinheiro.

Em 2011, a Visa, Mastercard e PayPal, cortaram todas as doações para o WikiLeaks, o site polêmico dirigido por Julian Assange, que explodiu a tampa sobre uma série de segredos do governo por meio da publicação online de informações classificadas.

A idéia de desligar financiamento para mais sites já é popular nas indústrias de livros, música, cinema e televisão, que querem ver medidas mais duras para controlar a pirataria.

No entanto, esta é a primeira vez que o Google começou a abraçar a idéia tão facilmente.

A empresa californiana está cautelosa, já que o plano radical pode ter consequências inesperadas, por exemplo, para outras empresas usando isto para acabar com sua concorrência, mas é debatendo os detalhes que pode colocá-lo em ação na primavera.

Um porta-voz Mastercard disse: "Mastercard leva segurança online e segurança a sério. Nós trabalhamos de perto com nossos parceiros para garantir a melhor experiência possível ao usar pagamentos eletrônicos." Visa não deu nenhum comentário. Pay-Pal não retornou um pedido de comentário.

(Traduzido livremente do original publicado em The Telegraph)



Morrer aos poucos - Para não esquecer

17 de Fevereiro de 2013, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Morrer aos poucos

O técnico de computadores Carlos Alexandre Azevedo morreu no sábado (17/02), após ingerir uma quantidade excessiva de medicamentos. Ele sofria de depressão e apresentava quadro crônico de fobia social.

Era filho do jornalista e doutor em Ciências Políticas Dermi Azevedo, que foi, entre outras atividades, repórter da Folha de S. Paulo.

Ao 40 anos, Carlos Azevedo por fim a uma vida atormentada, dois meses após seu pai ter publicado um livro de memórias no qual relata sua participação na resistência contra a ditadura militar.

“Travessias torturadas” é o título do livro, e bem poderia ser também o título de um desses obituários em estilo literário que a Folha costuma publicar.

Carlos Alexandre Azevedo foi provavelmente a vítima mais jovem a ser submetida a violência por parte dos agentes da ditadura.

Ele tinha apenas um ano e oito meses quando foi arrancado de sua casa e torturado na sede do Dops paulista.

Foi submetido a choques elétricos e outros sofrimentos. Seus pais, Dermi e a pedagoga Darcy Andozia Azevedo, eram acusados de dar guarida a militantes de esquerda, principalmente aos integrantes da ala progressista da igreja católica.

Dermi já estava preso na madrugada do dia 14 de janeiro de 1974, quando a equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury chegou à casa onde Darcy estava abrigada, em São Bernardo do Campo, levando o bebê, que havia sido retirado da residência da família.

Ela havia saído em busca de ajuda para libertar o marido.

Os policiais derrubaram a porta e um deles, irritado com o choro do menino, que ainda não havia sido alimentado, atirou-o ao chão, provocando ferimentos em sua cabeça.

Com a prisão de Darcy, também o bebê foi levado ao Dops, onde chegou a ser torturado com pancadas e choques elétricos.

Depois de ganhar a liberdade, a família mudou várias vezes de cidade, em busca de um recomeço.

Dermi e Darcy conseguiram retomar a vida e tiveram outros três filhos, mas Carlos Alexandre nunca se recuperou.

Aos 37 anos, teve reconhecida sua condição de vítima da ditadura e recebeu uma indenização, mas nunca pôde trabalhar regularmente.

Aprendeu a lidar com computadores, mas vivia atormentado pelo trauma.

Ainda menino, segundo relato da família, sofria alucinações nas quais ouvia o som dos trens que trafegavam na linha ferroviária atrás da sede do Dops.

Para não esquecer

O jornalista Dermi Azevedo poderia ser lembrado pelas redações dos jornais no meio das especulações sobre a renúncia do papa Bento 16.

Ele é especialista em Relações Internacionais, autor de um estudo sobre a política externa do Vaticano, e doutor em Ciência Política com uma tese sobre Igreja e democracia.

Poderia também ser uma fonte para a imprensa sobre a questão dos Direitos Humanos, à qual se dedicou durante quase toda sua vida, tendo atuado em entidades civis e organismos oficiais.

Mas seu testemunho como vítima da violência do estado autoritário é a história que precisa ser contada, principalmente quando a falta de memória da sociedade brasileira estimula um grupo de jovens a recriar a Arena, o arremedo de partido político com o qual a ditadura tentou se legitimar.

A morte de Carlos Alexandre é a coroa de espinhos numa vida de dores insuperáveis, e talvez a imposição de tortura a um bebê tenha sido o ponto mais degradante no histórico de crimes dos agentes do Dops.

A imprensa não costuma dar divulgação a casos de suicídio, por uma série controversa de motivos.

No entanto, a morte de Carlos Alexandre Azevedo suplanta todos esses argumentos.

Os amigos, conhecidos e ex-colegas de Dermi Azevedo foram informados da morte de seu filho pelas redes sociais, através de uma nota na qual o jornalista expressa como pode sua dor.

A imprensa poderia lhe fazer alguma justiça.

Por exemplo, identificando os integrantes da equipe que na noite de 13 de janeiro de 1974 saiu à caça da família Azevedo.

Contar que Dermi, Darcy e seu filho foram presos porque os agentes encontraram em sua casa um livro intitulado “Educação moral e cívica e escalada fascista no Brasil”, coordenado pela educadora Maria Nilde Mascellani.

Era um estudo encomendado pelo Conselho Mundial de igrejas.

Contando histórias como essa, a imprensa poderia oferecer um pouco de luz para os alienados que ainda usam as redes sociais pare pedir a volta da ditadura.

(Por Luciano Martins Costa)