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Blog Comunica Tudo

3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.
Este blog foi criado em 2008 como um espaço livre de exercício de comunicação, pensamento, filosofia, música, poesia e assim por diante. A interação atingida entre o autor e os leitores fez o trabalho prosseguir. Leia mais: http://comunicatudo.blogspot.com/p/sobre.html#ixzz1w7LB16NG Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives

Acústico comemora prêmios, clipes, site e outras conquistas em 2020

19 de Dezembro de 2020, 13:05, por COMUNICA TUDO

Dois prêmios culturais, um em literatura e outro em música autoral, lançamento do site, clipes musicais, trilha sonora para animação e crescimento artístico é comemorado com disco acústico

O ano de 2020, por conta da Pandemia, foi difícil para a maioria das pessoas. Mesmo com dificuldades, Marcelo D'Amico lança um disco acústico no dia de seu aniversário (16 de dezembro) para comemorar as conquistas deste período.

Um concurso de literatura em 6º lugar com um livro inédito já seria um bom motivo. Mas deve-se somar um 3º lugar em um concurso de música autoral, sendo os dois concursos citados premiados pela Lei Aldir Blanc (lei nº 14.017, de 29/06/2020). E mais: lançamento de 3 clipes musicais, site oficial do artista, trilha sonora de um curta em animação premiado, três singles e mais um álbum completo em 45 plataformas de streaming em 200 países.

Tudo isso conquistado neste ano de 2020 pelo multi-instrumentista, compositor, produtor musical e fonográfico do interior de São Paulo, Marcelo D'Amico. "Estou muito feliz pelas conquistas, mas ainda tem mais coisas para acontecer que só sairão em 2021", explica o músico.

Motivado também pelo isolamento social da Covid-19, o artista decidiu lançar o Madly In Acoustic no dia de seu aniversário de 44 anos. Este disco tem 4 versões acústicas do álbum anterior, o Madly, e mais uma canção inédita.

Lançado em 21 de agosto, o Madly fez um sucesso acima do esperado. Já foi tocado em cerca de 40 países através das plataformas de streaming. "Sinceramente não esperava por um retorno tão grande e tão bom em tão pouco tempo", diz Marcelo, que acabou se sentindo motivado a fechar o ano de 2020 com mais um disco acústico.

Madly In Acoustic foi lançado em 16/12/2020 em 45 plataformas de streaming, em 200 países. "A escolha do nome do disco é óbvia, mas as versões e a música inédita prometem surpreender ainda mais o público", disse o artista.

Ouça MADLY IN ACOUSTIC

https://ditto.fm/madly-in-acoustic

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Site: mad.marcelodamico.com

 

Artigo original do Comunica Tudo por M.A.D..


2022 é agora: a esquerda estará unida?

1 de Dezembro de 2020, 13:33, por COMUNICA TUDO



Terminado o segundo turno das eleições municipais, o foco será 2022. É a vez de sentar e mirar os passos para que a extrema direita não fique no poder e novas alianças 'chapa-branca' sejam responsáveis pela vinda da extrema direita ao Palácio do Planalto.

O resultado do primeiro turno deu claro recado que o eleitor não está satisfeito com o atual modelo de governo. As esquerdas também não devem comemorar, inclusive o Partido dos Trabalhadores, que teve o pior desempenho nas urnas municipais. Cidades chaves onde o PT tinha forte influência optaram por outros partidos. Prova que o eleitor e a sociedade não esqueceram das intrujices cometidas e que acabou contaminando todas as esquerdas. No senso comum, ser de esquerda não é ser progressista.

Dois mil e vinte e dois é amanhã. Articulações bisonhas estão brotando. A maior empresa de comunicação do país já escolheu que irá apoiar para a presidência da república outro aventureiro, tipo Collor de Mello. Isso está para acontecer .

Há três opções para escolhermos:

  • Continuar com o que está no poder, um beligerante que não dá margem ao diálogo, genocida responsável pela morte de mais de cem mil pessoas;
  • Inventar outro 'não político carismático' com pinta de super herói e belo;
  • Partidos progressistas de esquerda, comprometidos com causas sociais e desenvolvimentismo nacional, se unirem.
 A decisão é para ontem!

O pleito desse ano fortaleceu ao centro–direita que conquistou prefeituras em grandes cidades e virá com o lema do voto útil e continuará com as políticas de privatizações. O bloco é liderado pelo DEM (antigo PFL) que deverá vir com candidatura própria ou alianças em 2022.

Por um momento, as esquerdas deverão se unir por uma causa comum. Não estar fragmentada e obtusa. O ex-presidente Lula já declarou que abre a mão da candidatura para uma aliança única de esquerda. No meu juízo, a chapa Ciro Gomes / Flávio Dino é viável.

O País está num barco sem rumo e à deriva. O capitão é incapaz de comportar-se como líder nato. O capitão pensa que está segurando um brinquedo, não sabendo montar e entender a complexidade desse brinquedo.

O jogo está na mesa. Agora é apostar todas as fichas para daqui a dois anos e não deixar esse país cair de vez num abismo sem fundo .

(Texto escrito por Fabio Nogueira, estudante de história e professor voluntário de pré vestibular comunitário)

Artigo original do Comunica Tudo por M.A.D..



Como é ser professora indígena em 'escola de branco'

28 de Abril de 2017, 14:19, por COMUNICA TUDO

O relato abaixo é de uma professora indígena do Distrito Federal. Daiara Tukano conta as coisas que ouve em sala de aula e na escola, seja de alunos ou professores, relatando um pouco sobre a imagem distorcida que temos dos indígenas no Brasil. Vale a leitura:

Sou professora há três anos na Secretaria de Educação do Distrito Federal, nasci e cresci como indígena em contexto urbano, estudei e me formei com dupla habilitação em artes visuais na Universidade de Brasília, e cada dia que piso na escola respiro e me preparo para a próxima pergunta.

Tenho orgulho de minha identidade indígena, a luta de nossos povos me constitui profundamente, e a cidade me desafia constantemente sobre quem eu sou, mas foi principalmente no ambiente institucional de meu trabalho que senti a necessidade de praticar a afirmação em todos os sentidos possíveis: me pinto com jenipapo, visto meus brincos e colares e me abro para a curiosidade de meus colegas professores e de meus alunos não indígenas.

Chegando na sala dos professores:
“- posso te fazer uma pergunta? Você é descendente de índio?
- sou indígena.
- nossa gente! Olha! Uma índia! (pegando no meu braço)
- isso é tatuagem? (pergunta um outro professor)
- não, é pintura de jenipapo.
- menina! Eu também tenho sangue indígena! Olha o brinco dela gente! E esse cabelo?(passando a mão no meu cabelo)
- você é de que tribo? (um terceiro professor)
- sou do povo tukano, do amazonas.
- você mora na aldeia?
- não, moro aqui em Brasília mesmo.
- ah menina! Quando eu era criança vivia índio passando na fazenda de meu pai, mas nunca vi aqui na cidade. Seja bem vinda, professora!”

Chegando na sala de aula:
“- olá, boa tarde, me chamo Daiara e sou sua nova professora de artes.
- professora você é da índia? (levantando o dedo)
- eu sou brasileira mesmo.
- mas você é índia?
- sou indígena.
- oooh! Olha uma índia! (apontando com o dedo)
- professora, posso te fazer uma pergunta? (levantando o dedo) isso é tatuagem?
- é tinta, sai com o banho.
- você mora na aldeia?
- eu moro aqui em Brasília mesmo...”

A experiência de meu primeiro dia de trabalho se repete no início de cada ano letivo em cada sala de aula, e costumo ouvir uma enxurrada de perguntas até as pessoas se acostumarem com a ideia de ter uma professora indígena na escola. O ambiente escolar é complexo, mas bastante acolhedor e muito familiar, afinal lidamos com crianças e adolescentes e precisamos como professores nos dar apoio mútuo e desabafar quotidianamente sobre os desafios de nosso trabalho. Na primeira escola que trabalhei ganhei o apelido de “Índia Potira”, por diplomacia nem comentei como era problemática a referência à antiga chacrete, mas o que mais me incomoda até hoje é quando algum aluno bate na boca fazendo o “barulho de índio” que aprendeu com a música da xuxa na escola.

Dou aula no segundo ciclo do ensino fundamental (a partir do 6º ano) e no ensino fundamental), mas é principalmente durante o primeiro ciclo do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano que as escolas costumam “celebrar” o dia do índio com a tal música da xuxa, cocar de e.v.a ou cartolina, “pintura de índio” de tinta guache e coreografias que parecem saídas de desenhos animados antigos. Eu lembro de minha infância como me sentia constrangida com essa “imagem do índio” que me mostravam na escola, e como não me identificava com isso nem comentava sobre minha família, o que me entristecia muito por saber que se eles soubessem quem eu era iriam ter mais um motivo para não me acolher, e eu já era a tímida gordinha quatro olhos nerd da turma, era criança e não tinha maturidade nem coragem de ser mais diferente ainda ou então ia ser tratada como “E.T.”


Minhas experiências como indígena na cidade me provocaram a pesquisar sobre a implementação da lei 11.645 de 2008 que trata sobre a inclusão obrigatória da temática de história e cultura e indígena no ensino brasileiro como eixo transversal que abarca todas as disciplinas. Geralmente quando tento explicar que estudo sobre educação em direitos humanos e cultura de paz com relação a essa lei, as pessoas intuem que me refiro a “educação indígena”, às escolas nas aldeias, ou então aos alunos indígenas que atendem à rede de ensino pública: raros parecem entender que essa política é destinada à todos os alunos em o território nacional.

Tenho procurado então participar de discussões na minha cidade sobre a implementação dessa lei que altera e complementa a Lei no 10.639 de 2003 (sobre a inclusão de história e cultura afrobrasileira), e participado dentro da secretaria de educação sobre relações étnicas e raciais, colaborado em cursos de formação de professores e extensões universitárias, e participado em diálogos e atividades em escolas por convite de alguns professores e pais de alunos.

Um dos maiores choques que tive foi me deparar com a dificuldade de especialistas na questão “étnico-racial”, na sua enorme maioria professores negros (até porque sou por enquanto a única professora indígena na rede pública de ensino do distrito federal que se tem notícia) em reconhecer a profundidade da sua ignorância sobre a questão indígena, e a sutileza da violência que eles mesmos acabam praticando como sujeitos de um paradigma estrutural da cultura brasileira: o racismo e discriminação contra os povos indígenas. Começando pelo fato de achar que as dez mil só trata de negros e a onze mil de indígenas, depois por achar que juntando os conceitos de etnia e raça com um hífen fica tudo sinônimo equivalente.

O termo “étnico-racial” é extremamente controverso ao meu olhar porque as identidades negras e indígenas são muito diversas e ainda que tenham sofrido muito com os processos históricos coloniais, não foi tudo igual, e neste pedaço do mundo os povos originários somos nós. Cada povo pode se definir como etnia, ter sua língua, sua cosmovisão e cultura, mas raça é um conceito que vem ignorância cruel da colonialidade, e da qual somos vítimas de maneiras distintas também. Como indígena sei de minha linhagem familiar dentro de meu povo, mas muitos amigo negros não fazem ideia de que cantinho da áfrica por exemplo eles carregam um pedaço… e quando explico que lá do outro lado do mar também tem muitos povos indígenas que vivem paradigmas semelhantes aos nossos, e que são massacrados por pessoas tão negras quanto de países negros, com governantes negros, acabo causando um certo mal estar, mas o exemplo serve para indicar que as relações identitárias entre etnia e raça são mais complexas, e o buraco fica mais embaixo.

Perdi a conta de quantas vezes, por exemplo, expliquei a colegas “chegados” no assunto da racialidade sobre o “red face”, conceito de viés indígena equivalente ao “black face”: o famoso fantasiar de índio, ou fazer cocar de cartolina para tirar foto do “indiozinho” com bochechas pintadas de tinta guache no jardim de infância. Professores versados em Luther King, Malcolm X, Dandara e Zumbi dos Palmares, conseguem quando muito lembrar que um dia teve um deputado chamado Mário Juruna, mas não fazem ideia de sua história ou de qualquer outro que não esteja num romance de José de Alencar. Costumo dizer que vivemos numa sociedade daltônica que enxerga apenas preto e branco e ignora as outras cores, relações e histórias, e que esse daltonismo não é menos segregador e colonizador, pois, repito, os únicos originários desta terra somos os indígenas. Reitero o termo originário porque é a estrutura que define nossa identidade. É muito dolorido para uma pessoa que sofre racismo perceber que ela também pode praticá-lo, então me treino constantemente na doçura e na diplomacia para compartilhar com carinho essas reflexões.

Imagine então, um pouco do cuidado e atenção que preciso continuar tendo na escola para poder existir como professora indígena: meu texto e minha pesquisa talvez compartilhem um pouco dessa confusão e desse desabafo. Essa coisa de ser professora também carrega uma série de outros paradigmas com relação à educação, ao conhecimento e à autoridade que acho profundamente controversos. Primeiramente porque é no espaço da escola, da educação e da academia que se estrutura a continuidade da imagem preconceituosa do indígena, e as perguntas que meus alunos fazem em sala de aula remetem a isso constantemente. Segundo, porque a desqualificação de qualquer abordagem sobre a temática indígena também se inicia na escola: “índio não” tem arte mas “artesanato”, não tem história mas “mito”, não tem ciência mas “tradição”, e ele dificilmente se apresentará por si, mas será constantemente retratado, observado e estudado pelos não indígenas; em suma aquele sentimento de “E.T” contínua, mas hoje sou mais atrevida que com oito anos de idade.


Horário de coordenação:
“-professora, não faço ideia como tratar esse conteúdo, você me daria algumas dicas? podemos aproveitar e trabalhar juntos!
-Opa! será um prazer! mas preciso te dizer que entendo a dificuldade desse desafio”

Na falta de colegas próximos que compartilhem experiências semelhantes comigo (outros indígenas professores em escola “de branco”), tenho precisado praticar a imaginação dentro e fora de sala de aula. Sou professora de artes, e arte poética e linguagem, ao meu ver, permite abordar qualquer assunto e qualquer área, sinto que com a arte acontece algo parecido em relação ao paradigma de conhecimento: arte muitas vezes não é considerada ciência simplesmente por usar outras linguagens, e ser assim, meio “diferente”, meio “E.T.”, por isso ninguém dá a mínima para artes, nem para professor de artes, e isso é ótimo, porque como arte “não parece sério”, as pessoas acreditam logo que estão brincando e relaxam para poder abrir suas cabeças para coisas novas, até para notar que “índio” não é “E.T”.

Do pouco tempo que tenho me dedicado a observar estes processos, tenho a impressão que para abordar a temática indígena existem alguns pontos essenciais a ser considerados e lembrados constantemente:O “índio” genérico foi inventado pelos colonizadores, é bom saber que existem centenas de povos indígenas distintos, com cultura, língua, e história própria: Atualmente vivem no território brasileiro 253 povos, falantes de mais de 150 línguas diferentes.

Antes da chegada dos europeus, todo este continente era habitado por nós e continua sendo, e é a isso que nos referimos com o conceito de “povos originários”, nativos ou indígenas. É importante fazer uso de palavras com as quais os indígenas se identifiquem de fato e se informar sobre palavras que podem marcar a memória e identidade indígena negativamente.

Para abordar história e cultura indígena é bom escutar os mesmos permitindo a autonomia de outros discursos históricos que não os dos colonizadores: ninguém fala ou sente nossa história melhor que nós mesmos, e por isso cabe a nós construir e vislumbrar uma nova para nós no futuro; descrições de terceiros frequentemente terão lacunas ou interpretações com base na cultura do outro. Diante da enorme diversidade cultural indígena é bacana olhar o contexto geopolítico, histórico, social,econômico e cultural de cada povo. Bom saber, por exemplo, quais povos ocupam tradicionalmente a região onde você mora.

A identidade indígena está ligada ao reconhecimento de uma ancestralidade originária por parte do indivíduo, mas também do reconhecimento desse indivíduo por parte da coletividade na qual ele se insere, para além da aparência, do lugar onde estiver, ou do conhecimento que detiver: o conceito de “adaptação” ou “integração” das pessoas indígenas à “sociedade brasileira” não retira a identidade étnica nem racial de ninguém.

Toda cultura é enormemente ampla e em constante dinâmica de transformação e vivemos todos no mesmo século, apenas em contextos distintos.
existe matemática, literatura, arte, filosofia, história, geografia, ciência, esporte e pedagogia em todas as culturas, inclusive as indígenas, e compartilhar outras metodologias e abordagens pode ser interessante em qualquer conteúdo de ensino.

Educamos para a cidadania, e isso inclui conscientizar as pessoas independente da idade a saber do histórico da luta indígena, suas propostas, demandas e visões para a construção de uma sociedade igualitária e democrática.

Compartilhar com alegria, carinho e paciência as vivências e conhecimentos, construir laços de respeito com os alunos é essencial para abordar qualquer conteúdo, especialmente os que se referem ao combate contra o preconceito e a discriminação.

Espero que minhas dúvidas, experiências e reflexões possam contribuir em algo para algum colega educador que venha a se interessar pelo tema, independente de sua identidade étnica ou racial. Espero igualmente em breve não me sentir tão só nessa nave espacial gelada, e encontrar colegas indígenas com experiências semelhantes para trocar idéias, afinal cada contexto é único, mas continuamos juntos na mesma canoa.

(Via Rádio Yandê)
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Artigo original do Comunica Tudo por M.A.D..



Defensoria vai à Justiça requerer desocupação de casas no Alemão

28 de Abril de 2017, 10:12, por COMUNICA TUDO


A Defensoria Pública do Rio entrou, nesta quinta-feira (27), com uma ação civil pública para garantir a desocupação imediata das casas tomadas pela Polícia Militar no Complexo do Alemão. Em audiência pública realizada na sede da Defensoria na última segunda-feira (24), o tenente-coronel Marcos Borges, subcoordenador de Polícia Pacificadora do Comando da PM, anunciara que as residências seriam devolvidas aos moradores no dia seguinte. O Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos e o Núcleo contra a Desigualdade Racial da Defensoria, porém, verificaram que, até o momento do ingresso da ação, os imóveis ainda eram usados como postos de vigilância. O processo será julgado pela 15ª Vara da Fazenda Pública da Capital.

“Por meio de contato telefônico realizado no dia de hoje com os possuidores das residências afetadas, a Defensoria Pública constatou que os compromissos não foram cumpridos, mas, ao revés, há notícias de novas ocupações e de intensificação dos tiroteios no Largo do Samba, o que torna insustentável a situação”, esclarecem, na petição inicial, os defensores Fabio Amado e Livia Casseres, respectivamente coordenadores do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos e do Núcleo contra a Desigualdade Racial.

A ação civil pública solicita à Justiça que, em caráter liminar, imponha ao Comando Geral da PM e à Secretaria de Estado de Segurança a obrigação de determinar à Unidade de Polícia Pacificadora Nova Brasília “a imediata desocupação de imóveis privados no Complexo do Alemão”. A Defensoria propõe à Justiça que seja cobrada multa de R$ 10 mil por cada dia em que cada uma das casas permaneça ocupada por policiais militares.

Os defensores públicos pedem também que o Estado abstenha-se de “turbar ou esbulhar a posse privada sob o pretexto da utilização de imóveis privados para operações militares no contexto do combate à criminalidade nas favelas da cidade do Rio de Janeiro”.

Por fim, a ação civil pública reclama que a decisão judicial favorável à Defensoria venha a ser publicada no Boletim Interno da PM, “com a finalidade de dar conhecimento a todos os membros da corporação da ilicitude da prática de utilização de imóveis particulares como base militar em territórios de favelas”.

As casas no Alemão foram ocupadas por homens da UPP Nova Brasília em fevereiro desse ano. Na ocasião, representantes da Defensoria, da Ordem dos Advogados do Brasil e da Assembleia Legislativa foram ao local e constataram que todas serviam de moradia, ao contrário do que afirmavam os policiais. No início dessa semana, uma audiência pública reuniu a Defensoria, movimentos sociais que atuam no Alemão, as Comissões de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e da Câmara Municipal e policiais militares.

“Com ampla participação da população afetada, a audiência pública objetivava obter uma solução conciliatória para o conflito e sensibilizar as autoridades para a dramática situação vivida pelos moradores desalojados de suas residências ou submetidos ao fogo cruzado depois da ocupação pela Polícia Militar”, esclarece o texto da ação civil pública, que ressalta estarem “esgotadas todas as possibilidades de solução amigável” perante o Estado.

E prossegue:

“Embora a Defensoria tenha buscado ao longo dos últimos meses, de forma exaustiva, uma composição extrajudicial do conflito coletivo, a PMERJ e a Secretaria de Estado de Segurança mantêm as práticas ilegais no Complexo do Alemão que, além de ofenderem a propriedade privada, o direito à posse e a garantia fundamental da inviolabilidade domiciliar, submetem a risco a própria integridade física e a vida dos moradores do Largo do Samba que têm atualmente suas residências ocupadas por agentes da UPP Nova Brasília”.

Na ação civil pública, os defensores Fabio Amado e Livia Casseres destacam ainda que “o quadro de recorrentes violações de direitos fundamentais dos moradores do conjunto de favelas do Complexo do Alemão é fruto tanto da falta de planejamento nas ações policiais que levem em consideração a proteção de seus moradores quanto de uma cultura permissiva de variados abusos e desrespeito em relação à população pobre e majoritariamente negra que ocupa as regiões periféricas da cidade”.

(Via ANF)

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Comunidade Peruana organiza Semana Solidária de Gastronomia às vítimas das enchentes

27 de Abril de 2017, 9:26, por COMUNICA TUDO


A organização espera arrecadar dinheiro para ser doado às vítimas das enchentes no norte do Peru. Além de ser solidário, o movimento também convida a debater, aprender e refletir sobre as catástrofes naturais como catástrofes sociais e a luta para garantir a permanência de povos em seu território

Entre os dias 1 e 7 de maio, os mais importantes restaurantes que representam a consagrada culinária peruana, no Rio de Janeiro, oferecerão pratos especiais onde 30% do arrecadado será doado diretamente à conta oficial aberta pela Embaixada do Peru no Brasil, para apoio às vítimas das enchentes.

As mais intensas chuvas em décadas no Peru, produzidas pelo fenômeno chamado "El Niño Costero", têm ocasionado no país grandes enchentes e deslizamentos de terra (especialmente no norte do Peru), com o alarmante saldo de: 101 falecidos, 141 860 vítimas (pessoas que perderam suas casas), 939 713 afetados (pessoas cujas moradias foram danificadas) entre outros.

Segundo os organizadores "As tragédias ambientais precisam ser problematizadas, elas são consequências de um descaso socioambiental na América Latina". A comunidade peruana no Rio de Janeiro não poderia ficar alheia a esta calamidade natural e humana e, por isso, em conjunto com os restaurantes de culinária peruana, organizaram a Semana Solidaria da Gastronomia Peruana - Apoio às vítimas das enchentes do norte do Peru.

A Semana Solidária apresentará entradas, suítes e sobremesas especiais da cozinha peruana, os cariocas poderão desfrutar de iguarias preparadas por renomeados restaurantes como o Espírito Santa, Intihuasi, Kamu Kamu, La Carioca, Lima Restobar e Pisco Gastrobar. Confira na página do evento o horário de funcionamento de cada restaurante.


Alguns pratos no cardápio especial da Semana Solidária da Gastronomia Peruana:

Juane de gallina — frango e arroz úmidos e bem temperados assados em pacotinhos de folha de banana, guarnecidos com pedacinhos de mandioca e banana assada

Ceviche de pirarucu fresco — feito com leche de tigre clássico, lascas de manga e tucupi

Majarisco — banana “majada” (prensada) coberta de mariscos selecionados - camarões, lulas, mexilhões, polvos e vieiras - em um creme de temperos regionais com pimentas

Lomo a lo pobre — filé mignon em cubos com tomate e cebola salteados ao estilo peruano, acompanhados de arroz branco, ovo frito, banana da terra e batatas fritas

Causa limeña — tradicional entrada a base de batata pimenta peruana e frango

Arroz com leche — com calda de graviola e castanhas amazônicas 


Serviço 


Contatos para imprensa:

Azucena Rivasplata - (21) 99228-6347

Comunidade Peruana 


Data:

01 a 07 de maio de 2017 


Página do evento no Facebook:

https://www.facebook.com/events/1318544658223542/


Mais informações:

unasolafuerza.pe


Conta oficial para doações:

Banco: Santander

Agencia: 4515

Número de cuenta: 0033 4515 010067287

Nombre de la Cuenta: Embaixada da Republica do Peru– Ayuda a Damnificados 2017

CNPJ: 03.824.061/0001-61 


Restaurantes que participam da Semana Solidária da Gastronomia Peruana:

Espírito Santa: 

Rua Alm. Alexandrino, 264, Sta. Teresa

(21) 2507-4840 / www.espiritosanta.com.br

Intihuasi

Barão do Flamengo, 35 D, Flamengo

(21) 2225-7653 / www.intihuasi.art.br

Kamu Kamu

Ladeira da Glória, 26, Glória

(21) 2285-4693 / www.kamukamu-rio.com.br

La Carioca

Rua Maria Angélica, 113, Lagoa

(21) 2226-8821 / www.lacarioca.com.br

Lima Restobar

Rua Visc. de Caravelas, 113, Botafogo

(21) 2527-2203 / www.limarestobar.com.br

Pisco Gastrobar

Rua das Laranjeiras, 90, Laranjeiras

(21) 3030-0024 / www.piscogastrobar.com



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