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Diógenes Brandão

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abril 3, 2011 21:00 , por Desconocido - | No one following this article yet.
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Racha no PL do Pará leva denúncia sobre emendas da saúde à Polícia Federal e PGR ameaça ganhar dimensão nacional

julio 23, 2026 20:40, por AS FALAS DA PÓLIS

Zezinho Lima acusa Éder Mauro de comandar esquema de devolução de recursos do SUS; deputado nega irregularidades e atribui ofensiva a uma articulação contra sua candidatura ao Senado e envolve prefeituras do interior que seriam participantes do esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. Assista a entrevista no fim da matéria.

Uma guerra interna no Partido Liberal colocou no centro da política paraense uma acusação potencialmente explosiva envolvendo emendas parlamentares destinadas à saúde. Em entrevista ao PoderCast, da TVC Pará, o vereador de Belém Zezinho Lima (PL) acusou o deputado federal Delegado Éder Mauro (PL-PA) de comandar um suposto esquema de cobrança de propina sobre recursos federais enviados a municípios do interior do estado.

A denúncia ganha peso político por partir de um integrante do mesmo partido e do mesmo campo ideológico do deputado. Zezinho é identificado com o bolsonarismo e pretende concorrer a deputado estadual. Éder Mauro, deputado federal em seu terceiro mandato, é uma das principais lideranças da direita paraense e aparece como pré-candidato ao Senado. A trajetória parlamentar do deputado é confirmada pelo perfil oficial da Câmara dos Deputados.

Durante o programa, Zezinho afirmou ter entregado à Superintendência da Polícia Federal, em Belém, um pendrive contendo extratos bancários, comprovantes de transferências, conversas e gravações. Segundo o vereador, o material indicaria que empresas prestadoras de serviços a prefeituras beneficiadas por emendas devolviam entre 20% e 30% dos recursos a pessoas ligadas ao grupo político do deputado.

O mecanismo descrito por Zezinho teria como figura central Lucas Rego de Brito, apontado como ex-assessor do gabinete do vereador Mayky Vilaça. De acordo com a acusação, Lucas recebia salário de aproximadamente R$ 2,6 mil, mas teria movimentado mais de R$ 1 milhão. O dinheiro, ainda segundo o denunciante, seria posteriormente distribuído a assessores e integrantes do grupo político.

No trecho em que descreve o suposto funcionamento do esquema, Zezinho menciona Bujaru, São Miguel do Guamá e Tucuruí entre os municípios que deveriam ser investigados. Ele afirma que empresas contratadas pelas administrações locais transferiam recursos para a conta do intermediário após receberem pagamentos realizados com verbas das emendas.

Imagens não substituem perícia

O programa exibe reproduções de supostos extratos, saldos bancários e comprovantes de Pix. Entre os valores mencionados estão uma transferência de R$ 50 mil e um saldo de aproximadamente R$ 1.264 milhão.

Não é possível identificar, apenas pelo vídeo, a origem do dinheiro, os contratos públicos correspondentes, os CNPJs das empresas ou a relação entre cada movimentação e uma emenda parlamentar específica.

Por isso, o conteúdo divulgado constitui, neste momento, material acusatório - não prova conclusiva de corrupção. A eventual confirmação dependerá da obtenção dos documentos diretamente das instituições financeiras, do rastreamento dos recursos federais e da comparação com contratos, notas fiscais e pagamentos feitos pelas prefeituras.

Transferências de R$ 20 mil alimentam contra-ataque

Um dos pontos mais sensíveis da disputa é admitido pelo próprio Zezinho. O vereador reconhece que ele, sua irmã e o presidente da Câmara Municipal de Belém, John Wayne, fizeram transferências que, somadas, chegaram a R$ 20 mil para Lucas.

Zezinho diz que o dinheiro foi uma ajuda financeira porque o ex-assessor estaria endividado, ameaçado e enfrentando problemas com apostas. Éder Mauro apresenta outra interpretação: sustenta que os valores teriam sido usados para pagar pela produção de um depoimento falso contra ele.

O deputado afirma ser vítima de uma ação coordenada destinada a desgastar sua pré-candidatura ao Senado. Segundo sua assessoria, comprovantes de Pix, conversas e registros de ligações demonstrariam a articulação. Sua equipe jurídica anunciou a análise de medidas judiciais. As duas versões estão detalhadas em reportagem do Estado do Pará Online.

Mayky Vilaça também negou envolvimento em corrupção e acusou Zezinho de traição política. O vereador denunciante, por sua vez, anunciou que pretende pedir a cassação de Mayky na Câmara de Belém.

Recursos da saúde somam mais de R$ 49 milhões

A dimensão financeira das emendas destinadas por Éder Mauro à saúde pode ser confirmada nos registros oficiais da Câmara dos Deputados.

Em levantamento realizado por este blog, em 2024, foram pagos aproximadamente R$ 18,78 milhões em emendas do parlamentar por meio do Fundo Nacional de Saúde. Em 2025, o valor pago chegou a cerca de R$ 18,76 milhões. Em 2026, até a atualização disponível em 23 de julho, haviam sido pagos R$ 11,66 milhões, de um total autorizado de R$ 20,31 milhões.

Somados, os pagamentos da saúde registrados entre 2024 e 2026 alcançam aproximadamente R$ 49,2 milhões. Os números podem ser consultados nas páginas oficiais referentes a 2024, 2025 e 2026.

Esses registros demonstram o volume de recursos públicos envolvido e reforçam a necessidade de apuração. Não demonstram, contudo, que tenha ocorrido desvio. Para estabelecer uma relação entre as transferências federais e as movimentações bancárias apresentadas por Zezinho, será necessário identificar os beneficiários de cada emenda, os fundos municipais de saúde, as empresas contratadas e o caminho posterior do dinheiro.

Denúncia implode discurso de unidade da direita

O impacto político decorre justamente da origem da acusação. Não se trata de um confronto entre governo e oposição, esquerda e direita ou PL e adversários históricos. A denúncia parte de um bolsonarista contra uma das figuras mais conhecidas do próprio bolsonarismo paraense.

A crise atinge o PL em pleno ano eleitoral. Éder Mauro pretende disputar o Senado, enquanto Zezinho busca espaço para concorrer à Assembleia Legislativa. O episódio pode interferir na montagem das chapas, na distribuição de apoio partidário e na relação do PL com outras forças da direita paraense.

O diretório estadual, presidido pelo deputado Joaquim Passarinho, anunciou uma apuração interna e prometeu observar o direito de defesa. A reação partidária mostra que o caso já ultrapassou a esfera de uma troca de ataques nas redes sociais. A nota divulgada pelo PL paraense informa que o resultado poderá levar à aplicação das medidas previstas no Estatuto e no Código de Ética da legenda.

Caminho pode chegar ao STF

Zezinho anunciou que levaria o material à Procuradoria-Geral da República, em Brasília, e assim o fez. Até a publicação desta matéria, não havia confirmação pública de que a Polícia Federal tivesse instaurado inquérito específico nem de que a PGR tivesse formalizado procedimento contra o deputado.

Se as autoridades encontrarem indícios relacionados à destinação de emendas durante o mandato, o caso poderá ser submetido à supervisão do Supremo Tribunal Federal, em razão da prerrogativa de foro do deputado. A própria PGR informa que atua perante o STF na abertura de inquéritos e ações penais envolvendo autoridades com foro.

Investigações sobre emendas já são acompanhadas pela Corte. Em fevereiro de 2026, por exemplo, o STF autorizou medidas da Polícia Federal em outra apuração que envolve parlamentares e suspeitas de direcionamento de verbas federais. O precedente não estabelece qualquer relação com o caso paraense, mas revela a dimensão nacional que investigações dessa natureza podem alcançar.

O que precisa ser esclarecido

Os próximos desdobramentos dependerão de respostas objetivas:

  1. A Polícia Federal instaurou procedimento a partir do material entregue por Zezinho?

  2. A denúncia foi efetivamente protocolada na PGR?

  3. Os extratos exibidos são autênticos e integrais?

  4. Quais municípios, emendas, fundos de saúde, contratos e empresas estão relacionados às transferências?

  5. Os valores movimentados por Lucas vieram de prestadores pagos com recursos do SUS?

  6. Qual foi o destino final das transferências?

  7. O Conselho de Ética da Câmara de Belém abrirá processo contra Mayky Vilaça?

  8. Quais providências serão tomadas pelo PL após a apuração interna?

A crise já provocou um abalo na direita paraense. Transformar esse abalo em investigação criminal, processo político ou arquivamento dependerá da qualidade das provas - e não do volume das acusações. Entre a “bomba” apresentada no estúdio e uma eventual responsabilização existe um caminho que passa por perícia bancária, rastreamento do dinheiro, contraditório e decisão das autoridades competentes.

A sociedade paraense e brasileira aguarda por respostas das instituições públicas de fiscalização e controle.

Assista aqui a entrevista de Zezinho Lima ao jornalista Diógenes Brandão, no PODERCAST.

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O que motiva a "cutucada" do jornal OLiberal no secretário de Educação do Pará?

julio 8, 2026 12:08, por AS FALAS DA PÓLIS
Nota do Repórter 70, do jornal OLiberal, 08.07.2026

Há momentos em que uma pequena nota publicada em uma tradicional coluna política diz muito mais sobre o ambiente de poder do que uma reportagem de página inteira. Não necessariamente pelo que afirma, mas pelo momento em que é publicada, pela forma como é escrita e pelo veículo que decide colocá-la em circulação.

A coluna "Repórter 70", do jornal O Liberal, é historicamente conhecida no Pará por ser o principal termômetro das relações do Grupo Liberal com o poder público. As notas curtas frequentemente servem como "recados" políticos.

Foi exatamente essa sensação provocada pela publicação da coluna direcionada ao secretário de Estado da Educação, Ricardo Sefer, na edição desta quarta-feira, 08.

Não se trata aqui de discutir a figura do secretário ou de defender sua gestão. A questão é outra: o que representa, politicamente, quando um dos maiores grupos de comunicação do Pará escolhe abandonar o tom protocolar para adotar uma linguagem carregada de ironia, adjetivos e questionamentos pessoais?

A resposta talvez diga mais sobre o funcionamento do poder paraense do que sobre o próprio secretário.

Alguns elementos chamam atenção:

  • utilização de apelido depreciativo ("Vorcaro paraense no tucupi"), numa comparação que busca associar Ricardo Sefer ao empresário Daniel Vorcaro como símbolo de influência econômica e política, mas envolvido em um dos maiores escândalos de corrupção da história do Brasil atualmente;
  • perguntas retóricas ("trabalhou para quem?");
  • ironia ("orgulho aos paraenses");
  • afirmações sobre influência no Judiciário e Executivo sem apresentar, no próprio texto, elementos probatórios ou contextualização adicional;
  • críticas pessoais misturadas com críticas administrativas.

Isso demonstra que o objetivo não é apenas informar, mas provocar impacto político, repercussão e desgaste à imagem do alvo. 

Retórica de Ataque e Ironia (O "Morde e Assopra") O texto é construído inteiramente sobre uma retórica passivo-agressiva e altamente irônica. Ele utiliza falsos elogios para pavimentar acusações graves:

  • "Vorcaro no tucupi": O apelido é uma fusão do regionalismo ("tucupi") com o sobrenome "Vorcaro" (provável referência a figuras de extrema riqueza e rápida ascensão no mercado financeiro nacional, como a família controladora do Banco Master). Isso serve para pintar o alvo como um bilionário local desproporcional.

  • Falsos elogios: O texto o chama de "Habilidoso" e "muito competente", mas imediatamente subverte isso. A "habilidade" é ligada à arrogância "faz questão de falar que é a pessoa com mais influência", e a "competência" é anulada por uma acusação de negligência gravíssima "perdeu o prazo no litígio da Cerpa", causando prejuízo milionário ao Estado.

Insinuações e a Tática do Boato: A coluna usa uma tática clássica do colunismo político: espalhar um boato enquanto finge negá-lo. Ao dizer que ele é casado com a filha de Parsifal Pontes (outra figura de imenso peso político no Pará) e adicionar "que falam, porém não é verdade, tem milhares de cabeças de gado", o jornal planta a imagem de riqueza ilícita e latifúndio na mente do leitor, blindando-se juridicamente com o "não é verdade".

O Questionamento da Gestão Pública: A coluna aponta que, na posição de secretário de educação, ele teria prometido sete escolas em tempo integral e não entregou nenhuma. A pergunta retórica "trabalhou para quem?" é a acusação mais direta do texto, insinuando que, em vez de trabalhar para o povo (entregando escolas), ele estaria usando a máquina pública para beneficiar interesses privados (seus ou de terceiros). O encerramento com "Esta família é um 'orgulho'" (entre aspas) sela o tom de deboche.

A Leitura Política do Cenário - O contexto do Grupo Liberal

A família Maiorana (controladora do O Liberal e da TV Liberal) não pensou esta nota como uma peça de jornalismo fiscalizador; é um instrumento de pressão política.

Ricardo Sefer e a família de Parsifal Pontes pertencem ou já estiveram muito próximos ao núcleo duro, o círculo mais íntimo do poder do atual governo do Estado do Pará. Quando o jornal de maior circulação e afiliado à principal rede do país ataca o núcleo duro de forma tão visceral e pessoal (falando de casamentos, gado, influência no Judiciário e falhas bilionárias), isso é um claro aviso ao Palácio dos Despachos.

O jornal O Liberal oscila entre afagar e atacar dependendo do "clima". Publicações como essa geralmente ocorrem em momentos de "clima tenso", que podem envolver:

  • Negociações de fatias do orçamento de publicidade estatal (verba pública).

  • Insatisfação do grupo de comunicação com decisões do Executivo.

  • Disputas por poder e influência nos bastidores do Judiciário e do Executivo (que o próprio texto acusa Sefer de monopolizar).

Em suma, a nota do jornal é um "tiro de canhão" editorial. Ela visa desgastar a imagem de um dos homens mais fortes do governo perante a opinião pública, funcionando como uma ferramenta de negociação e demonstração de força do império midiático local contra o Executivo estadual.

O jornalismo de bastidores e a linguagem do poder

Colunas políticas possuem características próprias.

Diferentemente da reportagem tradicional, elas trabalham com bastidores, interpretações, sinais, movimentações e mensagens direcionadas às elites políticas.

Por isso, cada palavra costuma ser cuidadosamente escolhida.

No caso analisado, a coluna utiliza recursos que vão muito além da simples informação.

Não apenas informa que Ricardo Sefer é secretário de Educação.

Constrói uma narrativa.

Apresenta-o como alguém extremamente poderoso, associa sua imagem à riqueza, sugere influência sobre instituições do Estado, relembra episódios de sua trajetória profissional e encerra com perguntas que funcionam mais como acusações indiretas do que como questionamentos propriamente ditos.

O efeito retórico é evidente.

O leitor é conduzido a formar uma impressão negativa antes mesmo de qualquer aprofundamento dos fatos.

A política dos sinais

Quem acompanha a política sabe que grandes veículos raramente falam apenas para seus leitores.

Muitas vezes falam, principalmente, para quem ocupa cargos públicos.

Uma nota pode servir de aviso.

Outra pode representar um gesto de aproximação.

Outra ainda pode demonstrar descontentamento.

Em sistemas políticos altamente personalizados - como ocorre em muitos estados brasileiros - a imprensa também participa do jogo de construção de reputações.

Nem sempre isso acontece de maneira explícita.

Às vezes basta uma coluna.

Às vezes bastam algumas linhas.

A complexa relação entre mídia e governos

O Pará possui uma característica conhecida há décadas.

Os grandes grupos de comunicação mantêm relações institucionais permanentes com o poder público.

Isso inclui contratos de publicidade oficial, campanhas institucionais e divulgação de ações governamentais.

Esse fato, por si só, não configura irregularidade.

A publicidade estatal existe para informar a população sobre políticas públicas e pode ser contratada conforme critérios legais.

Ao mesmo tempo, veículos de comunicação continuam livres para criticar governos.

O problema surge quando a percepção pública passa a enxergar uma alternância de tratamento editorial conforme o momento político.

É justamente essa percepção que alimenta desconfianças.

Quando elogios e críticas parecem acompanhar o clima das relações entre governo e empresa de comunicação, instala-se um ambiente em que qualquer posicionamento editorial passa a ser interpretado politicamente.

Ainda que essa interpretação nem sempre corresponda à realidade.

O peso econômico da publicidade oficial

Outro aspecto inevitável desse debate é o financiamento da mídia.

Em praticamente todos os estados brasileiros, verbas públicas de publicidade representam parcela importante das receitas de diversos veículos.

Isso não significa que toda crítica ou todo elogio decorra desses contratos.

Mas significa que transparência é essencial.

Quanto maior a dependência financeira de recursos públicos, maior tende a ser a cobrança social por critérios claros de distribuição dessas verbas.

A credibilidade da imprensa depende, em grande medida, da percepção de independência editorial.

Quando o mensageiro também vira notícia

O episódio envolvendo Ricardo Sefer revela algo curioso.

Durante anos, o debate público concentrou-se sobre governos, secretários e parlamentares.

Agora, cada vez mais, a própria imprensa passa a ser objeto de análise.

As redes sociais reduziram o monopólio da interpretação política.

Hoje, leitores não apenas consomem notícias.

Eles analisam quem publicou.

Questionam por que publicou.

Perguntam por que determinado assunto ganhou destaque enquanto outros permaneceram invisíveis.

A imprensa continua exercendo papel indispensável na democracia.

Mas também passou a ser observada com o mesmo rigor que tradicionalmente reservava aos demais poderes.

O desafio da credibilidade

Nenhum veículo de comunicação está imune a críticas.

Assim como nenhum governo deve estar imune ao escrutínio jornalístico.

A democracia depende justamente desse equilíbrio.

O problema surge quando o debate deixa de ser sobre fatos verificáveis e passa a girar em torno da suspeita permanente de interesses ocultos.

Quando isso acontece, perde o governo.

Perde a imprensa.

E perde, sobretudo, a sociedade.

A pólis precisa de luz, não de sombras

A política é feita de disputas.

A imprensa existe para iluminá-las, contextualizá-las e fiscalizá-las.

Mas também precisa aceitar que, numa sociedade conectada, seus próprios métodos, escolhas editoriais e prioridades passem a ser igualmente analisados.

A pergunta que fica não é apenas por que determinada nota foi publicada.

A pergunta mais importante talvez seja outra:

Estamos diante de um legítimo exercício do jornalismo crítico ou de mais um capítulo da complexa relação entre mídia, poder político e interesses econômicos que historicamente molda a vida pública brasileira?

Responder a essa questão exige menos paixões e mais evidências. É esse tipo de reflexão que fortalece a esfera pública e amplia a qualidade do debate democrático, objetivo maior de qualquer pólis que pretenda ser verdadeiramente livre.

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Uma campanha no ar: o uso de aviões por candidatos que a Justiça não vê

julio 2, 2026 14:41, por AS FALAS DA PÓLIS

Após o célebre escândalo político no Pará envolvendo o uso ilegal de aviões oficiais na campanha eleitoral de 2002, a conexão entre candidatos e apoiadores com as continentais dimensões terriroriais do estado do Pará tem rendido muitas inovações nos investimentos aos quais estes atores dedicam recursos.

Naquele momento, o episódio conhecido com o "Escândalo dos Aviões", resultou na cassação da chapa e na acusação dos envolvidos.

As eleições eram as de 2002, a chapa governista eleita para o governo do Pará, composta por Simão Jatene e Valéria Pires Franco, foi formalmente acusada de abuso de poder político e econômico.

O estopim da denúncia foi a utilização de aeronaves do governo estadual para realizar deslocamentos e comícios de campanha eleitoral.

O governador era Almir Gabriel, homem tido como probo, frequente acusador de atos de corrupção em desfavor de seus opositores. À época do caso, Almir Gabriel cumprindo seu segundo mandato. Ele era o principal padrinho político da chapa de Jatene e Valéria e foi acusado de ceder a estrutura do Estado, incluindo os aviões governamentais e servidores públicos, para beneficiar seus aliados na disputa eleitoral.

Diante das provas de uso indevido dos bens públicos, o Tribunal Regional Eleitoral chegou a cassar o diploma de Simão Jatene e Valéria Pires Franco antes mesmo de tomarem posse.

Todavia, movimentando céus e o inferno eles conseguiram liminares e recursos no Tribunal Superior Eleitoral para assumir e governar o estado entre 2003 e 2006, enquanto o processo era julgado.

Depois disso, os aviões oficiais passaram a ser repelidos por todos, o aviso serviu para manter aquelas aeronaves guardadas como se o poste fosse o responsável pela conduta do cachorro.

É certo, portanto, que daquele episódio outro fenômeno passou a tomar conta dos bastidores políticos. Empresários sem lá muita densidade patrimonial e até mesmo políticos com poucas horas de vôo em seus mandatos, passaram a adquirir aeronaves, sem que este investimento tivesse lá muita coerência com seus acervos patrimoniais e até políticos, necessariamente.

O montante de recursos utilizados na pré-campanha e os gastos com voos de táxi aéreo e fretamento de aeronaves realizados por parlamentares e políticos em geral, ficou claramente exorbitante, ou mesmo, a benevolência de empresários nos empréstimos frequentes daqueles equipamentos.

O fato é que após aquele episódio com aviões oficiais os hangares particulares passaram a dispor de uma gama infindável de modelos de aeronaves, muitas compartilhadas com mais de um punhado de empresários e utilizadas por um significativo contingente de políticos.

Em meio a essa pleiade de coincidências, empresários, aeronaves, empréstimos e fretamentos, algo comum os ligam, além dos investimentos em patrimônio de mesma natureza e compartilhamento deste notório sinal de prosperidade, os contratos com o poder público surgem como fenômeno comum.

Neste sentido, registros mostram que poucas são as aeronaves que não são de algum empresário que atua na área pública ou de políticos sem lá grande histórico na política. São como velhos conhecidos em uma nova modalidade de apoio político.

Resta saber se este fenômeno não vem sendo notado pelas autoridades, pergunta que os registros públicos não conseguem dar sinais de forma transparente, já que pouco se tem notícias de investigações a esse respeito, como se a benevolência fosse um pilar da iniciativa privada ou os mandatos dos novos na política viesse com um afago dos ares.

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Vice de Daniel pode desagradar Éder Mauro e beneficiar Joaquim Passarinho?

julio 1, 2026 17:53, por AS FALAS DA PÓLIS
Renata Rocha da Silva Oliveira é vice-prefeita de Redenção e estaria sendo cotada a ser vice-governadora na chapa de Daniel Santos ao governo do Pará.

Em meio a declarações e traduções não se sabe afinal que grupo estará efetivamente no palanque de Daniel Santos. A última informação a esse respeito aponta que o PL será o partido agraciado com a vaga de vice. 

O deputado federal Joaquim Passarinho, em entrevista a um podcast, afirmou mais uma vez que a candidatura de Daniel depende do apoio do PL. Em seguida, Daniel foi ciceroneado por Passarinho no município de Redenção, local que passou a figurar como seu reduto eleitoral, deixando a capital, onde mantinha domicílio eleitoral e assumiu o Sul do Pará como sua nova terra natal política.

Neste cenário, o blog foi informado por fonte próxima da que a atual vice-prefeita de Redenção, Renata Rocha da Silva Oliveira, é o nome fechado por Daniel Santos e Joaquim Passarinho, atual presidente estadual do PL, para compor a chapa que disputará o governo do estado. 

A vice-prefeita é pessoa da relação pessoal do presidente do diretório estadual do PL no Pará, o deputado federal Joaquim Passarinho, que sem histórico na política foi indicada pelo deputado para compor a chapa municipal com o prefeito Dr Rener. 

A pergunta que paira é saber se esse jogo inclui o deputado federal Éder Mauro ou se foi consultado a esse respeito. Afinal, não seria surpresa, dado o histórico, que Daniel tenha fechado com um ao arrepio da concordância ou mesmo a própria ciência do outro, como se deu na composição da chapa, no recente pleito municipal, que o agora ex-prefeito colocou no bolso seu compadre e parceiro político Erick Monteiro, seu mentor de outrora Manoel Pioneiro e seu apoiador Helder Barbalho

Será que o candidato ao Senado Eder Mauro será o próximo a conhecer o "sabor acordo" que Daniel está habituado oferecer aos seus aliados? É salutar lembrar que Eder Mauro já experimentou os efeitos das manobras de bastidores de Passarinho quando perdeu o diretório estadual do PL no Pará, mas agora o sabor pode ter gosto mais amargo. 

Joaquim Passarinho, noutros tempos acostumado a se manter no muro, parece ter escolhido um lado oposto aquele de quem recebeu quociente eleitoral para se eleger em dois pleitos seguidos. 

É oportuno recordar que Eder Mauro foi puxador de votos que elegeu Joaquim Passarinho por duas vezes e também pautou a vaga de vice na chapa de Daniel para sua nora, a esposa do deputado estadual Rogério Barra - seu filho - para ser vice de Daniel e até hoje espera ser atendido.

Por outro lado, o que não causa espanto é o modo de agir de Daniel e Passarinho, ambos já fizeram parte da chapa e coligação de Helder, respectivamente, e agora se unem para acabar com o que chamam de "dinastia dos Barbalho". 

Passarinho esquecendo que vem de uma família de aves com mandatos que datam a ditadura de 64.

Nessa esteira, Daniel se põe como figura útil para conter os vôos da família do ex-delegado, prometendo asas ao novo aliado Passarinho.

No site da Prefeitura de Redenção, um pouco sobre a vida da Renata

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Os novos ricos: advogados paraenses surgem do nada para o estrelato e a riqueza

junio 25, 2026 18:07, por AS FALAS DA PÓLIS


Por Diógenes Brandão

Nesses tempos de eleição, assistindo alguns movimentos nas redes sociais, me fez lembrar dos "novos ricos lava jato". Naquele momento, o termo "novos ricos da Lava Jato" foi utilizado para nominar alguns advogados criminalistas que ascenderam financeiramente e ganharam projeção nacional defendendo empreiteiros, políticos e executivos investigados na operação.

Uma operação emblemática que noutro momento, por meio de intenso e minucioso trabalho jornalístico investigativo, revelou o verdadeiro esquema que envolveu juiz, acusador e investigação, que escolhia seus alvos politicamente e liberava das denúncias construídas, aqueles que contratavam os causídicos "certos".

Diante dessa espécie de indicação midiática, os profissionais outrora anônimos, passaram a cobrar honorários milionários devido à "complexidade" e ao alto risco das causas.

A ascensão dos advogados seguia os holofotes dirigidos pelos esquisitos, mas frequentes vazamentos das investigações.

As grandes bancas de advocacia e criminalistas renomados assistiam dezenas de processos simultâneos saírem de seus espectros de atuação, caindo como mágica em bancas sem qualquer expressividade, que beiravam a mediocridade. Aqueles profissionais tiveram suas carreiras impulsionadas, passando a integrar um seleto grupo que atua em causas de altíssimo valor do dia para noite.

O êxito em tribunais superiores para obter solturas e desbloqueio de bens consolidou o sucesso financeiro dessa classe, acompanhava as notícias sobre os tais vazamentos e repercussão polêmica, mudava a rotina dos corredores da justiça. Foi natural que os ganhos desses profissionais gerassem debates e críticas.

A Revista Veja na época, tomou em destaque o estilo de vida luxuoso adotado por alguns desses defensores, o que provocou reações da classe advocatícia, que defendeu a legitimidade e o sigilo dos contratos de honorários.

Momento muito semelhante venho percebendo de um tempo para cá, especificamente no Pará. Profissionais sem nenhuma visível expressividade no meio jurídico, passaram a constar em publicações e diários da justiça. 

A diferença dos nossos tempos é que talvez alertados pela repercussão daqueles colegas da época da operação lava jato, os tais causídicos vêm construindo uma imagem digital que artificializa suas próprias carreiras, numa espécie de lastro, que ultrapassa a ostentação dos "novos ricos da lava jato".

Vê-se algumas bancas despontando nas redes sociais, seja por meio da participação no apoio de eventos jurídicos, criação de entidades, premiação de jornalistas ou lançamento de lovros sem necessariamente contribuir com qualquer parcela do conteúdo jurídico temático, seja promovendo encontros festivos reunindo autoridades e políticos, que acabam transformando os presentes em verdadeiros influencers daquelas bancas. 

Um dia desses vi notícias até de livros sendo produzidos por uma dessas bancas, sem nenhum histórico acadêmico do titular, uma compilação de obras de outras personalidades, que custei a entender o motivo da divulgação.

No sentido contrário, bancas e causídicos tradicionalmente renomados e reconhecidos no meio jurídico em suas especialidades, seguem a mesma discrição ética que os consolidou por meio de seus êxitos e conteúdos produzidos, sem que isso os coloque à margem da clientela.

A pergunta que me vem, é se estaríamos diante de uma nova fase da advocacia, onde a imagem digital teria tomado o lugar do bom debate jurídico, ou se apenas se trata de um revival daquele tempo da operação lava jato, já que muitas dessas neocelebridades jurídicas, por uma espécie de coincidência dos céus, também mantém ligações diretas ou relações próximas com figuras políticas conhecidas, muitas tradicionais do cenário local. 

Seguirei observando para conclusão futura.

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Milícia digital de Ananindeua ataca 3º portal de notícias mais lido no Pará

junio 15, 2026 14:57, por AS FALAS DA PÓLIS

 


Criado em setembro de 2023, o portal de notícias Estado do Pará Online já foi alvo de alguns ataques cibernéticos como o de hoje, uma hora após divulgar a mais nova pesquisa DOXA, encomendada pela TVC Pará, emissora afiliada TV ACRÍTICA e que integra junto com o portal, o mais novo veículo de imprensa paraense, em plena ascensão perante o público.

A área técnica no portal está agindo para retomar a normalidade e já tem indícios de que o ataque seja proveniente de uma milícia digital formada por técnicos de informática que já passaram pelo setor de processamento de dados da Prefeitura Municipal de Ananindeua e que hoje atua em uma pré-campanha de um deputado estadual em busca de sua reeleição. 

A pré-campanha do referido deputado vem sendo implodida pela ação de assessores e pessoas contratadas, entre as quais, uma teria gravado conversas com um assessor parlamentar, criando um ambiente hostil e desestabilizado.

O deputado estadual é ligado ao grupo do ex-governador Helder Barbalho e vem apoiando a eleição de Hana e de Chicão ao senado. 

Por enquanto, a direção do EPOL aconselha que os leitores e seguidores acessem as redes sociais, que seguem sendo atualizadas, enquanto a invasão (amadora) já está sendo neutralizada e em instantes o portal volta ao ar com as camadas de segurança reforçadas para oferecer as principais notícias do estado com a qualidade que todos reconhecem.




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Criador e a criatura: a volta de Lei da Mordaça, agora em Ananindeua

junio 9, 2026 21:09, por AS FALAS DA PÓLIS
Daniel Santos (PODE) seria o criador da ideia de emplacar a "Lei da Mordaça" na Câmara Municipal de Ananindeua, resgatando os moldes do que foi aprovado na ALEPA, durante sua presidência


A Câmara Municipal de Ananindeua acaba de replicar projeto de resolução aos moldes daquela que ficou connhecida como "Lei da Mordaça", instituída na ALEPA em 2020, quando o ex-prefeito Daniel Santos presidiu a Casa de Lei e era filiado ao MDB.

Cópia fiel, o presidente da CMA, o vereador Vanderray Silva (PDB) aprovou uma lei que impõe uma verdadeira censura a todo e qualquer cidadão, jornalista, ou comunicador, que porventura noticie qualquer informação sobre gestores públicos e parlamentares da famigerada "República de Ananindeua".



Ignoram que todo cidadão tem o direito de assistir às sessões, filmar os trabalhos, manifestar opiniões, e até usar a palavra nos momentos previstos, e somente neste último caso é que o regimento pode dispor a forma.

A Câmara Municipal não pode proibir manifestações pacíficas, pois as sessões são públicas e garantidas pela Constituição Federal, que protege a liberdade de expressão e o direito de reunião. 

A proposição de seu aliado vem de forma bastante conveniente, já que o Dr. Daniel tem enfrentado intensas críticas e denúncias por parte da imprensa e jornalistas investigativos paraenses a respeito de investigações do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA). 

As denúncias recaem com provas e farto material comprobatório com objetos de luxo, além de aeronaves, fazendas e demais imóveis supostamente atribuidos ao seu patrimônio. 

Em meio às investigações e às notícias geradas após a divulgação pelos órgãos de fiscalizaão e julgamento, o silenciamento dos profissionais de imprensa é imperioso para quem pretende manter tudo por baixo dos panos. 

O uso da justiça para retirar conteúdos do ar não vêm sendo suficiente para conter as denúncias e a repercussão. A solução milagrosa, mais uma vez é cercear discursos, já que não vem sendo possível bloquear investigações e controlar o fluxo de informações que chegam ao conhecimento público.

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MP pede quebra de sigilo bancário e fiscal do prefeito de Ananindeua

agosto 4, 2024 9:32, por AS FALAS DA PÓLIS


O blog recebeu o processo de número 0810605-68.2024.8.14.0000, que tramita no Tribunal de Justiça do Esado do Pará e se encontra em sigilo, no qual consta o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal do prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel Santos (PSB), o qual está sendo acusado de se beneficiar junto com outras pessoas, de desvios de verbas públicas em benefício do Hospital Santa Maria, localizado no mesmo município. 



O suposto esquema seria articulado entre o referido hospital e o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado do Pará (IASEP), alvo de uma investigação do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado - GAECO, contra seus dirigentes, durante o governo de Helder Barbalho (MDB)

Vamos analisar o documento, que tem 173 páginas e trazer novas informações sobre o caso. 

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Crise: Edmilson Rodrigues perde seu braço esquerdo no PSOL

marzo 3, 2024 8:52, por AS FALAS DA PÓLIS

Luiz Araújo deixou o PT para fundar o PSOL, onde viveu até então organizando a corrente interna "Primavera Socialista" e supostamente deve assumir a direção da corrente de Guilherme Boulos, a "Revolução Solidária".


Luiz Araújo é um velho militante socialista, de correntes partidárias que viveram na ilegalidade, até formarem o PT, onde viveu a maior parte de sua história. Parceiro do prefeito de Belém desde então, foi um quadro intectual que aderiu à saída do PT, junto com seu irmão, Aldenor Jr, atual chefe de gabinete de Edmilson Rodrigues. Juntos, os três formaram a tríade que fundou o PSOL no Pará, após a expulsão de diversos companheiros do PT, em 2004, dois anos após a primeira vitória de Lula à presidência do país.

Um dos expulsos foi o ex-deputado federal Babá, que com sua corrente interna no PT defendia posicionamentos considerados "radicais" pela ala petista mais alinhada a Lula e seu grupo interno do PT: a Articulação Unidade na Luta.

Ao saírem do PT dizendo que o partido já não mais representava os interesses genuínos da classe trabalhadora, Babá, Edmilson e os irmão Luiz Araújo e Aldenor Jr junto com outras lideranças nacionais aderiram ao Partido do Socialismo e Liberdade - PSOL, com a concepção de que o partido seria diferente do PT.

No entanto, em Junho do ano passado, Babá anunciou que ele e seu grupo estavam se desligando do PSOL, dizendo que a sigla “rasgou suas bandeiras” ao apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República.

Em um Manifesto, a Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST), da qual Babá é fundador, disse que o petista fez alianças com “representantes dos banqueiros, agronegócio, multinacionais e setores da extrema-direita”. A corrente ainda faz críticas ao texto da âncora fiscal enviada ao Congresso e destaca posições consideradas “anti-ambientais de ministros do governo.

“Antes o PSOL rejeitava os governos de conciliação com a classe dominante, hoje ele os integra e apoia. A CST mantém a coerência com o programa que sempre defendemos”, acrescenta. “Não fundamos o PSOL para estimular a conciliação com os patrões, mas para combatê-la", concluiu o Manifesto do grupo de Babá. 

Agora, o racha ideológico no PSOL chega à Belém, com o anúncio de que o braço esquerdo de Edmilson Rodrigues, informa o seu desligamento do seu grupo político interno no PSOL, a "Primavera Socialista", e mesmo evitando entrar em detalhes sobre sua decisão, manifestou sua contrariedade aos rumos que o partido vem tomando, sobretudo à frente da Prefeitura de Belém, onde foi nomeado Diretor Geral da Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Belém para logo depois assumir a Secretaria Municipal de Controle, Integridade e Transparência do município de Belém e assumiu a função de coordenador do Grupo de Trabalho COP30 da Prefeitura de Belém, sendo substituído por Cláudio Puty, atual secretário de Planejamento e Gestão.

Há quem diga que entre os motivos da saída do companheiro de tendência de Edmilson, seja a relação mantida entre o governo municipal com os vereadores e partidos que dão sustentação à gestão, onde a promiscuidade e o toma lá, dá cá dominam as tratativas entre secretários municipais, assessores, parlamentares e empresários.

Leia abaixo, a carta de Luiz Araújo:

Carta de desligamento da corrente Primavera Socialista 

Essa deve ser uma das decisões mais difíceis da minha vida. Desde os 15 anos dedico minha vida a transformar o mundo. E nesses 46 anos sempre estive construindo meus sonhos na mesma organização. É muito tempo, muita aposta num único caminho. Passei pelo racha sofrido pelo MEP em 82, pela fusão que formou o MCR, pela decisão de ser uma tendência interna no PT (Força Socialista), pela saída doída do PT (reconhecendo que havíamos perdido a batalha de torná-lo um instrumento de transformação social radical), pela criação da APS, ajudei a administrar o rescaldo após o racha na APS e estou aqui após a criação da Primavera Socialista. Acompanhei entrada e saída do PT e acompanhei entrada e luta para construir uma maioria dentro do PSOL. 

O que me manteve na mesma posição durante mais de quatro décadas, com tantas mudanças de conjuntura e de ambiente onde a disputa revolucionária acontecia? É uma pergunta que tem pelo menos duas respostas. A primeira que vem a minha mente é a concordância com um projeto coletivo, projeto em que vários revolucionários dedicaram a melhor época de suas vidas. A segunda, não menos importante, é que sempre fugimos do isolamento, nosso projeto sempre esteve ancorado na certeza de que uma transformação social é obra de milhões e sem dialogar com seus sentimentos seríamos apenas um grupo irrelevante e com boas ideias. 

Mas, com o passar dos anos, como escrevi em documento interno ao debate do 2º Encontro da Primavera Socialista, fomos perdendo algumas características fundamentais enquanto grupo político e não tenho lido, ouvido e principalmente visto, vontade ou disposição para mudar as carências e deficiências que foram se acumulando e, mesmo que lentamente, corroendo o sentido coletivo de nossa existência. 

No documento “É preciso coragem para um novo começo”, escrito por mim e pela Joyce Garófalo, enumeramos as principais deficiências que acumulamos, dentre elas perda de nossa capacidade de formulação teórica, funcionamento de uma federação de grupos locais, unidos numa memória histórica comum e em objetivos comuns imediatos, não conseguimos manter um funcionamento democrático, seja no funcionamento das instâncias, em todas as esferas, seja na circulação de orientações e decisões. E mesmo os avanços pontuais de formulação não tiveram as consequências práticas necessárias, o que explica perda de várias lideranças, especialmente negras. Nos tornamos uma força relevante por que controlamos o aparato partidário, mas não temos relevância em nenhum movimento social, seja antigo ou novo. 

O documento resumia nosso pensamento: “o formato que temos hoje, nosso funcionamento e nossa formulação (ou limite dela) não nos permite cumprir as tarefas de ser um agrupamento bem posicionado para a próxima fase da luta social em nosso país. Estamos diante de um esgotamento das potencialidades do que somos e isso não começou agora, mas no momento os sinais são claros e não podem ser ignorados”. 

Os dois anos e meio de retorno a Belém, maior base política de nossa organização e local onde militei a maior parte da vida ao invés de me realimentar para enfrentar os problemas que precisamos resolver, deu-me a certeza de que o que achava que éramos é mais uma imagem do passado do que uma realidade do presente. Se não posso reproduzir o que somos no Pará para todo o Brasil, mas asseguro que com cores fortes é parte significativa de nossa fotografia. No berço da Cabanagem somos grandes, temos parlamentares, governamos a capital do estado, temos ampla maioria no PSOL, mas não somos uma organização. Temos valorosos militantes, isolados e sendo formados num emaranhado de grupos de interesse, de mandatos e futuros mandatos, sem espirito de corpo, sem nenhuma discussão política relevante e formativa, sem solidariedade com os demais. Pequenos ou grandes grupos em torno de projetos pessoais ou, quando coletivos, de uma fração do coletivo. Algo desalentador. 

Não me eximo das responsabilidades que me cabem no quadro que vivemos. Estive em posições de comando e devo ter feito menos do que poderia ou deveria. Vi a perda de lideranças negras incomodadas com falta de espaço e nada fiz. Vi a consolidação de projetos pessoais em várias partes e nada fiz. Aceitei determinadas práticas sempre em nome do bem maior, não deixar o PSOL se tornar irrelevante. Mas não medi ou alertei o suficiente para as consequências dos caminhos escolhidos. 

Por motivos de saúde não pude estar presente no debate do Encontro Nacional, mas lendo as resoluções e acompanhando os seus desdobramentos (ou não desdobramentos), fica nítido de que os problemas crônicos não foram enfrentados ou foram considerados administráveis. Continuamos priorizando os calendários eleitorais e partidários e esperando por um milagre. 

Certa vez, num debate com a militância da Primavera em Belém fui chamado de romântico. Pode ser, acredito que me levanto todo dia com vontade de lutar por que acho que estou dando minha parcela de contribuição para um projeto coletivo. Vou completar 61 anos daqui a 2 meses, me sobram 19 anos úteis, período produtivo e que não estarei ainda dando trabalho para outras pessoas. Sinceramente, depois de 46 anos de dedicação a um projeto que foi perdendo o sentido coletivo, deixando o sonho de transformação social em segundo plano, pretendo dedicá-los essas duas últimas décadas a um projeto que pelo menos me empolgue a me levantar e sair para lutar todos os dias. Preciso disso, é a vida que sei viver. Não vejo na Primavera mais a possibilidade de me oferecer esse sonho coletivo de mudanças que me alimente nessas últimas duas décadas de vida útil. E chegar a essa conclusão é algo profundamente dolorido para mim. 

Não sei viver sem militar pela transformação social. É o que sempre deu sentido a minha existência. Seguirei fazendo o que sempre fiz, ajudando a construir projetos coletivos. 

Assim, anuncio a nossa militância que estou me desligando da corrente. 

Tenho consciência de que quando saímos a tendência é realçar nossas falhas e defeitos, forma de evitar sangrias internas. Por isso, falhas eu reconheço de imediato. Poupo o trabalho. 

Desejo que minha saída sirva de reflexão. 

Março de 2024.

Luiz Araújo.

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Vereador bolsonarista lidera corrida em Parauapebas, a Capital do Minério com o maior PIB no Pará

febrero 22, 2024 22:00, por AS FALAS DA PÓLIS



O vereador Aurélio Goiano (PL) vem liderando todas as pesquisas realizadas até aqui, onde enfrenta todos os pré-candidatos que fazem parte do "bando" do atual prefeito, Darci Lermen (MDB) e o governador Helder Barbalho (MDB).

Bando foi o termo utilizado pelo governador Helder Barbalho, em sua última visita a Parauapebas, onde ilustrou a situação do grupo político que o apoia e dá sustentação ao prefeito do MDB no município com o maior PIB do estado do Pará.



Veja a primeira pesquisa DOXA realizada recentemente no município, depois de outras apresentarem basicamente os mesmos números.

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Medo da prisão está na origem e no desfecho da trama do golpe

febrero 11, 2024 0:09, por AS FALAS DA PÓLIS

Por BRUNO BOGHOSSIAN 10 FEVEREIRO 2024 | 1min de leitura

Na reunião preparatória do plano golpistaJair Bolsonaro tentou cativar auxiliares com teorias da conspiração. Insinuou que o STF recebia propina para fraudar a eleição, falou de desarmamento e repetiu que o Brasil corria perigo de virar uma Venezuela. No meio de tudo, revelou que seu medo, na verdade, era terminar como uma boliviana.

O fantasma de Jeanine Añez assombrava Bolsonaro. Em discursos e conversas com auxiliares, ele citava com frequência a ex-presidente interina da Bolívia. Ela assumiu o poder em 2019, depois que militares pressionaram Evo Morales a renunciar, e foi presa dois anos mais tarde, sob acusação de golpe de Estado.

A sombra boliviana pairou sobre aquela reunião de 5 de julho de 2022. Foi um dos principais argumentos de Bolsonaro para cobrar de auxiliares uma ação para contestar a eleição. "Eu vou descer aqui da rampa preso por atos antidemocráticos igual à Jeanine Añez", afirmou.

A comparação foi capturada pela eloquência de Anderson Torres. O então ministro da Justiça confundiu franqueza com tosquice e, com um sorriso cínico no rosto, fez um alerta aos colegas: "O exemplo da Bolívia é o grande exemplo para todos nós. Senhores, todos vão se foder". O general Braga Netto gostou do que ouviu: "É isso aí".

É até possível que houvesse na sala um pavor genuíno com o risco de prisão caso o grupo fosse derrotado nas urnas e a esquerda voltasse ao poder. Mas também fica claro que Bolsonaro instrumentalizou o medo da cadeia e o receio de perseguição política para justificar a tentativa de golpe e estimular o embarque de seus subordinados na insurreição.

Até então, Bolsonaro havia abusado da fabricação de desconfianças sobre o processo eleitoral. Seria o suficiente para torná-lo inelegível, mas talvez ele pudesse ficar livre de uma punição mais pesada. Só alguém com "inteligência bem acima da média" poderia tramar um golpe com o objetivo de evitar a cadeia e, no fim das contas, correr um risco maior de ser preso.

Via Folha de São Paulo

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Saiba quem é Domingos Brazão, delatado como mandante do assassinato de Marielle e Anderson

enero 23, 2024 13:11, por AS FALAS DA PÓLIS

Vereador, deputado estadual por cinco mandatos consecutivos e conselheiro do TCR-RJ, Domingos Brazão tem 58 anos

Via Redação do 
Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
 23 de janeiro de 2024 às 11:10
Essa não é a primeira vez que o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do (TCR-RJ) foi citado nas investigações do assassinato de Marielle - Foto: Reprodução/TV Globo

Ronnie Lessa, o ex-PM acusado de matar Marielle Franco e Anderson Gomes, delatou Domingos Brazão como um dos mandantes do atentado que matou a vereadora e seu motorista, em março de 2018. A informação foi confirmada pelo portal Intercept Brasil por fontes ligadas à investigação e divulgada na manhã desta terça-feira (23). 

Mas, afinal, quem é Domingos Brazão? Essa não é a primeira vez que o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do (TCR-RJ) foi citado nas investigações do assassinato de Marielle. 

Seu nome apareceu após o depoimento do policial militar Rodrigo Jorge Ferreira, o Ferreirinha, que acusou o então vereador Marcello Siciliano (PHS) e o miliciano Orlando Curicica como sendo os mandantes do crime. A Polícia Federal desconfiou e concluiu, após investigação, que Ferreirinha e sua advogada, Camila Nogueira, faziam parte de organização criminosa cujo objetivo era atrapalhar as investigações sobre a morte da vereadora.

Vereador, deputado estadual por cinco mandatos consecutivos (1999-2015) e conselheiro do TCR-RJ, Domingos Brazão, de 58 anos, coleciona polêmicas e processos ao longo de seus mais de 25 anos de vida pública. Contra ele já foram levantadas suspeitas de corrupção, pela qual foi afastado e depois reconduzido ao cargo de conselheiro do TCE-RJ, fraude, improbidade administrativa, compra de votos e até homicídio, segundo informações do jornal O Globo.

Em março do ano passado, a 13ª Câmara de Direito Privado determinou o retorno de Brazão ao TCE-RJ por 2 votos a 1. A decisão colocou fim ao processo que pedia a anulação da nomeação dele ao cargo, para o qual foi eleito, em 2015, com o voto da maioria dos seus pares na Assembleia Legislativa (Alerj). O ex-deputado estava afastado desde 2017, quando ele e outros quatro conselheiros chegaram a ser presos temporariamente como parte da Operação Quinto do Ouro, um dos desdobramentos da Operação Lava-Jato no Rio.

De acordo com apuração do portal The Intercept, o advogado Márcio Palma, que representa Domingos Brazão, disse que não ficou sabendo dessa informação sobre a delação. Disse também que tudo que sabe sobre o caso é pelo que acompanha pela imprensa, já que pediu acesso aos autos e foi negado, com a justificativa que Brazão não era investigado. Em entrevistas anteriores à imprensa, Domingos Brazão sempre negou qualquer participação no crime.

Edição: Mariana Pitasse

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O blog está em casa nova!

enero 20, 2022 14:44, por AS FALAS DA PÓLIS

 



Você que é nosso leitor ou leitora do blog, agora pode contar com um novo endereço que agrega informação e opinião deste editor. 

De agora em diante, você nos acompanha no portal de notícias  diogenesbrandao.com

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Denúncia: A covarde agressão e omissão policial contra duas mulheres no Marajó

diciembre 13, 2021 5:38, por AS FALAS DA PÓLIS
Jainy Pereira Ramos foi uma das mulheres agredida por um PM e teve spray de pimenta jogado em seu rosto, depois de ser imobilizada, de costas no chão, por outros dois PMs de São Sebastião da Boa Vista, município marajoara.
 

Por Diógenes Brandão

Na madrugada do dia 28 de novembro, Rayara Farias iniciou um desentimento com Jainy Pereira Ramos, na entrada do banheiro de uma boate chamada "Roque Santeiro", onde acontecia uma festa, no município de São Sebastião da Boa Vista, no arquipélago do Marajó, estado do Pará.

A discussão iniciou na fila do banheiro, quando Rayara tentou furar a fila e ao ser alertada, partiu pra cima da reclamente, que era Jainy. Seguranças da boate separaram a briga, mas Rayara prometeu "pegar" Jainy fora do local da festa e continuar o "acerto de contas".

Terminando a festa, ao sairem da boate, Rayara foi pra cima de Jainy e as duas travaram uma briga corporal. Enquanto Rayara estava em vantagem, ninguém se meteu. Mas quando Jainy montou em cima da adversária, o namorado de Rayara, um policial militar lotado no quartel do município, partiu pra cima dela e acertou diversos socos na vítima, um deles deixou um hematoma no olho direito. 

Uma outra mulher tentou interferir na agressão e também foi agredida pelo PM conhecido como Eder e que na ocasião estava à paisana. 

Assista:

COVARDIA E OMISSÃO POLICIAL

Segundo fontes da página Política Pará, o PM estava visivelmente embriagado e agrediu as mulheres em um ato de covardia, presenciada por pessoas ao redor, que se revoltaram e tentatam impedir que o PM continuasse agrendindo as duas mulheres.

Toda a ação foi acompanhada por outros dois policiais em serviço, colegas do agressor que estava sem farda. Os PMs que chegaram a algemar Jayny e espirar spray de pimenta em seu rosto, além de disparar tiros para intimidar os populares e proteger o PM e sua namorada.
Pra piorar o enredo de transgressão e impunidade, ao tentarem registrar queixa contra o agressor, as vítimas do PM foram barradas de entrar na delegacia.

TODA VIOLÊNCIA POLICIAL DEVE SER DENUNCIADA

PMs são servidores públicos como outro qualquer, regidos por regras e regimentos, que se transgredidos, são passivos de punição, podendo ser suspensos, expulsos, afastados da corporação e até presos, caso a justiça assim entenda necessário.

Mas agentes da segurança pública, que deveriam proteger os cidadãos e evitar brigas e confusões, ao invés de promoverem e se envolverem nesse tipo de situação, são frequentemente flagrados em atos ilegais e criminosos, devendo ter a devida investigação e se provada sua participação em delitos, serem levados à justiça para responderem por seus atos.

É por isso que estamos noticiando esse ato cruel e covarde, já que em São Sebastião da Boa Vista, tanto a polícia civil, quanto militar estão contaminadas por maus agentes públicos e o caso será encaminhado diretamente para instituições superiores e o Boletim de Ocorrência Policial contra esses policiais, realizado em delegacia de outro município.

A BUSCA POR JUSTIÇA

A SEJUDH - Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado do Pará e o Conselho Estadual da Mulher do Pará já foram notificados sobre o caso e devem se manifestar nos próximos dias, a respeito das medidas que pretendem tomar diante do caso.

A Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Pará e a Ouvidoria da Polícia Civil do Pará também deverão ser acionadas para investigar o caso e explicar porque seus agentes cometeram tais inflacões e omissão, respectivamente.

OUTRAS VERSÕES

Tentamos entrar em contato para ouvir o outro lado, tanto da jovem Rayara Farias, quanto dos policiais civis e militares, mas até o momento não conseguimos contato. 

No entanto, estamos de prontidão para obter suas versões, caso queiram, sobre o fato aqui narrado, após ouvirmos testemunhas.
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Vovó azulina faz homenagem ao Clube do Remo

diciembre 13, 2021 4:57, por AS FALAS DA PÓLIS

Por Cássio de Andrade

D. Maria Luiza Camargo foi minha professora de Cultura Musical, no segundo semestre de 1986 na UFPA. 

Essa disciplina era eletiva, mas fiz questão de cursá-la no prédio do antigo CLA. 

Pianista e discípula de J. S. Bach, remista honrada, com ela aprendi muito sobre a transição da Ars Antíqua para o Barroco. 

Antes de partir para o outro plano, fez essa linda homenagem para Antônio Tavernard, autor do mais belo hino do futebol nacional. 

Profa. Maria Luiza Camargo está feliz!



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Diógenes Brandão