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Diógenes Brandão

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3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.
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Os novos ricos: advogados paraenses surgem do nada para o estrelato e a riqueza

25 de Junho de 2026, 18:07, por AS FALAS DA PÓLIS


Por Diógenes Brandão

Nesses tempos de eleição, assistindo alguns movimentos nas redes sociais, me fez lembrar dos "novos ricos lava jato". Naquele momento, o termo "novos ricos da Lava Jato" foi utilizado para nominar alguns advogados criminalistas que ascenderam financeiramente e ganharam projeção nacional defendendo empreiteiros, políticos e executivos investigados na operação.

Uma operação emblemática que noutro momento, por meio de intenso e minucioso trabalho jornalístico investigativo, revelou o verdadeiro esquema que envolveu juiz, acusador e investigação, que escolhia seus alvos politicamente e liberava das denúncias construídas, aqueles que contratavam os causídicos "certos".

Diante dessa espécie de indicação midiática, os profissionais outrora anônimos, passaram a cobrar honorários milionários devido à "complexidade" e ao alto risco das causas.

A ascensão dos advogados seguia os holofotes dirigidos pelos esquisitos, mas frequentes vazamentos das investigações.

As grandes bancas de advocacia e criminalistas renomados assistiam dezenas de processos simultâneos saírem de seus espectros de atuação, caindo como mágica em bancas sem qualquer expressividade, que beiravam a mediocridade. Aqueles profissionais tiveram suas carreiras impulsionadas, passando a integrar um seleto grupo que atua em causas de altíssimo valor do dia para noite.

O êxito em tribunais superiores para obter solturas e desbloqueio de bens consolidou o sucesso financeiro dessa classe, acompanhava as notícias sobre os tais vazamentos e repercussão polêmica, mudava a rotina dos corredores da justiça. Foi natural que os ganhos desses profissionais gerassem debates e críticas.

A Revista Veja na época, tomou em destaque o estilo de vida luxuoso adotado por alguns desses defensores, o que provocou reações da classe advocatícia, que defendeu a legitimidade e o sigilo dos contratos de honorários.

Momento muito semelhante venho percebendo de um tempo para cá, especificamente no Pará. Profissionais sem nenhuma visível expressividade no meio jurídico, passaram a constar em publicações e diários da justiça. 

A diferença dos nossos tempos é que talvez alertados pela repercussão daqueles colegas da época da operação lava jato, os tais causídicos vêm construindo uma imagem digital que artificializa suas próprias carreiras, numa espécie de lastro, que ultrapassa a ostentação dos "novos ricos da lava jato".

Vê-se algumas bancas despontando nas redes sociais, seja por meio da participação no apoio de eventos jurídicos, criação de entidades, premiação de jornalistas ou lançamento de lovros sem necessariamente contribuir com qualquer parcela do conteúdo jurídico temático, seja promovendo encontros festivos reunindo autoridades e políticos, que acabam transformando os presentes em verdadeiros influencers daquelas bancas. 

Um dia desses vi notícias até de livros sendo produzidos por uma dessas bancas, sem nenhum histórico acadêmico do titular, uma compilação de obras de outras personalidades, que custei a entender o motivo da divulgação.

No sentido contrário, bancas e causídicos tradicionalmente renomados e reconhecidos no meio jurídico em suas especialidades, seguem a mesma discrição ética que os consolidou por meio de seus êxitos e conteúdos produzidos, sem que isso os coloque à margem da clientela.

A pergunta que me vem, é se estaríamos diante de uma nova fase da advocacia, onde a imagem digital teria tomado o lugar do bom debate jurídico, ou se apenas se trata de um revival daquele tempo da operação lava jato, já que muitas dessas neocelebridades jurídicas, por uma espécie de coincidência dos céus, também mantém ligações diretas ou relações próximas com figuras políticas conhecidas, muitas tradicionais do cenário local. 

Seguirei observando para conclusão futura.

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Milícia digital de Ananindeua ataca 3º portal de notícias mais lido no Pará

15 de Junho de 2026, 14:57, por AS FALAS DA PÓLIS

 


Criado em setembro de 2023, o portal de notícias Estado do Pará Online já foi alvo de alguns ataques cibernéticos como o de hoje, uma hora após divulgar a mais nova pesquisa DOXA, encomendada pela TVC Pará, emissora afiliada TV ACRÍTICA e que integra junto com o portal, o mais novo veículo de imprensa paraense, em plena ascensão perante o público.

A área técnica no portal está agindo para retomar a normalidade e já tem indícios de que o ataque seja proveniente de uma milícia digital formada por técnicos de informática que já passaram pelo setor de processamento de dados da Prefeitura Municipal de Ananindeua e que hoje atua em uma pré-campanha de um deputado estadual em busca de sua reeleição. 

A pré-campanha do referido deputado vem sendo implodida pela ação de assessores e pessoas contratadas, entre as quais, uma teria gravado conversas com um assessor parlamentar, criando um ambiente hostil e desestabilizado.

O deputado estadual é ligado ao grupo do ex-governador Helder Barbalho e vem apoiando a eleição de Hana e de Chicão ao senado. 

Por enquanto, a direção do EPOL aconselha que os leitores e seguidores acessem as redes sociais, que seguem sendo atualizadas, enquanto a invasão (amadora) já está sendo neutralizada e em instantes o portal volta ao ar com as camadas de segurança reforçadas para oferecer as principais notícias do estado com a qualidade que todos reconhecem.




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Criador e a criatura: a volta de Lei da Mordaça, agora em Ananindeua

9 de Junho de 2026, 21:09, por AS FALAS DA PÓLIS
Daniel Santos (PODE) seria o criador da ideia de emplacar a "Lei da Mordaça" na Câmara Municipal de Ananindeua, resgatando os moldes do que foi aprovado na ALEPA, durante sua presidência


A Câmara Municipal de Ananindeua acaba de replicar projeto de resolução aos moldes daquela que ficou connhecida como "Lei da Mordaça", instituída na ALEPA em 2020, quando o ex-prefeito Daniel Santos presidiu a Casa de Lei e era filiado ao MDB.

Cópia fiel, o presidente da CMA, o vereador Vanderray Silva (PDB) aprovou uma lei que impõe uma verdadeira censura a todo e qualquer cidadão, jornalista, ou comunicador, que porventura noticie qualquer informação sobre gestores públicos e parlamentares da famigerada "República de Ananindeua".



Ignoram que todo cidadão tem o direito de assistir às sessões, filmar os trabalhos, manifestar opiniões, e até usar a palavra nos momentos previstos, e somente neste último caso é que o regimento pode dispor a forma.

A Câmara Municipal não pode proibir manifestações pacíficas, pois as sessões são públicas e garantidas pela Constituição Federal, que protege a liberdade de expressão e o direito de reunião. 

A proposição de seu aliado vem de forma bastante conveniente, já que o Dr. Daniel tem enfrentado intensas críticas e denúncias por parte da imprensa e jornalistas investigativos paraenses a respeito de investigações do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA). 

As denúncias recaem com provas e farto material comprobatório com objetos de luxo, além de aeronaves, fazendas e demais imóveis supostamente atribuidos ao seu patrimônio. 

Em meio às investigações e às notícias geradas após a divulgação pelos órgãos de fiscalizaão e julgamento, o silenciamento dos profissionais de imprensa é imperioso para quem pretende manter tudo por baixo dos panos. 

O uso da justiça para retirar conteúdos do ar não vêm sendo suficiente para conter as denúncias e a repercussão. A solução milagrosa, mais uma vez é cercear discursos, já que não vem sendo possível bloquear investigações e controlar o fluxo de informações que chegam ao conhecimento público.

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Diógenes Brandão