Belém: Nova pesquisa de intenção de votos do 2º turno
October 17, 2012 21:00 - no comments yet
No blog do pesquisador Edir Veiga.
Quem vai ganhar o segundo turno? não sei, não tenho bola de cristal. A
ciência política de inspiração weberiana trabalha com a noção de
tendências probabilísticas.
No caso de Belém temos algumas pistas de por onde a teoria nos ajuda
enxergar no momento de reinício da competição de segundo turno entre Ed e
Zê.
Parto de algumas asertivas, ou seja, antecedentes lógicos para derivar as respectivas consequentes:
1- O status kuo ideológico da cidade Belém é de centro conservador.
2-O deputado ED está na extremidade esquerda deste espectro ideológico
3-Zenaldo está posicionado no centro deste status kuo belenense
4-Eleitores de J.Lima, Priante e Anivaldo tendem majoritariamente para o centro ideológico da cidade.
5- Eleitores de Jordy e do Alfredo tendem majoritariamente para o espectro de esquerda.
Isto posto, posso concluir.
Zenaldo tende a sair com uma boa vantagem sobre Edmilson quando o realinhamento eleitoral se colocar neste segundo turno.
Esta tendência é defintiva? nada é definitiva em disputa política, mas
probabilisticamente, Zenaldo tende a vencer o segundo turno.
Lembremos, os candidatos não são donos do voto de seus eleitores. Os
candidatos devem se posicionar coerente com a tendência de seu
eleitorado, sob pena de virem a se desmoralizar.
O PT também vota nulo em Belém
October 17, 2012 21:00 - no comments yet"Quase todos os partidos se dão conta de que para a sua própria autoconservação lhes interessa que o partido oposto não perca forças; o mesmo se deve dizer para a grande política. Especialmente uma criação nova, por exemplo o novo Reich, tem uma maior necessidade de inimigos que de amigos: só na antítese se sente necessário, só na antítese chega a tornar-se necessário... Não nos comportamos de outro modo com o nosso "inimigo interior"
(Friedrich Nietzsche, "Crepúsculo dos ídolos, ou como se filosofa à marteladas", Lisboa, Guimarães Editores, Ltda, 1985)
Para entender a posição do único Núcleo de Base ainda existente no PT-Belém, leia a nota publicada no Facebook.
Crise no PSOL: Aliança com DEM/PSDB em Macapá revolta militantes.
October 15, 2012 21:00 - no comments yet| Ivan Valente, presidente do PSOL com Panzera (PCdoB), Edmilson, Marinor e Randolfe (PSOL) |
A pergunta que não quer calar: Porque a corrente política de Edmilson Rodrigues, candidato do PSOL em Belém do Pará, não assinou a nota sobre a política de Alianças em Macapá, onde o Partido está unido com o DEM e o PSDB?
Leia e entenda a nota publicada no perfil do Babá no Facebook:
NOTA AO PSOL SOBRE AS ALIANÇAS NO SEGUNDO TURNO EM MACAPÁ
Nas eleições de 7 de
outubro, o PSOL conquistou uma vitória política indiscutível.
Apresentando-se
pela esquerda, o partido ampliou de forma muito significativa suas votações;
elegeu um prefeito (no município de Itaocara, no estado do Rio de Janeiro), passou
ao segundo turno em duas capitais – Belém e Macapá – e obteve grandes votações
em outras capitais e nas maiores cidades (com destaque para Rio de Janeiro,
Fortaleza, Florianópolis, Niterói) e vitórias políticas importantes como em
Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, Maceió e Natal; ampliou de forma
expressiva sua bancada de vereadores. Tudo isto, apresentando-se pela esquerda,
demarcando tanto com os partidos da direita tradicional como com o bloco dos
apoiadores do governo federal.
É neste quadro que fomos surpreendidos pelas informações sobre as alianças que estão sendo articuladas para o segundo turno em Macapá. Diversos órgãos de imprensa do Amapá divulgaram, no dia 12/10, a realização de um ato político em que o candidato a prefeito pelo DEM e pela coligação “Macapá Melhor” (DEM-PTB-PSDB-PRP), o deputado federal Davi Alcolumbre, apoiou Clécio Luís (PSOL), selando uma aliança. O Candidato do DEM declarou que “nossas propostas foram incorporadas ao plano de governo de Clécio”. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL) declarou que esta não é apenas “uma aliança política, e sim um caminho novo para a política no Amapá; é uma aliança para ganhar a Prefeitura no último domingo deste outubro, mas é também para governar em conjunto, unindo ideias e propostas de Clécio e demais lideres para Macapá dar a volta por cima”.
Estiveram presentes os principais representantes no Amapá do DEM, do PTB e do PSDB. Um dos representantes do PTB presentes foi o vereador eleito Lucas Barreto, candidato ao governo do Amapá em 2010, quando foi apoiado por Clécio e Randolfe, na contra-mão do PSOL nacional. Outro presente foi o prefeito eleito de Santana, Robson Rocha (PTB), candidato que recebeu o apoio público do senador Randolfe Rodrigues desde o primeiro turno. E também o presidente do PSDB, Jorge Amanajás, que já tinha dado apoio a Clécio desde o primeiro turno. Todas estas lideranças destes três partidos são ligadas a José Sarney.
Três dias depois da divulgação destas informações, o companheiro Clécio Luís enviou uma “Mensagem às companheiras e companheiros do Partido Socialismo e Liberdade” em que, no fundamental, confirma as informações divulgadas pela imprensa do Amapá.
Ora, o PSOL de todo o país, que acabou de brilhar com uma campanha eleitoral de esquerda, não merece uma agressão como esta que está sendo feita contra ele. É evidente que a candidatura a prefeito de um deputado federal do DEM, apoiada por DEM, PTB e PSDB, só pode ser uma candidatura de direita, da qual não devemos buscar o apoio, e com a qual, muito menos, podemos fazer qualquer aliança programática. Tampouco faz nenhum sentido fazer com estes partidos uma “aliança pela moralidade”. DEM, PTB e PSDB estão na lista de partidos com os quais o DN do PSOL proibiu qualquer aliança nas eleições de 2012. Se esta aliança se mantiver, representará uma mancha que envergonhará e indignará todo o PSOL; obviamente, não se trata de um assunto do PSOL do Amapá apenas.
Um partido cuja razão de ser é representar uma alternativa de esquerda à adaptação da maior parte da antiga esquerda brasileira ao social-liberalismo não pode tolerar esta aliança em Macapá, sob pena de se desmoralizar e de comprometer todo o seu discurso político. A desastrada política encaminhada em Macapá deve ser revertida, ou os responsáveis por ela deverão ser sancionados pelo partido. Se não adequarem sua atuação à linha do partido, não deverão ter lugar nas suas fileiras.
Por meio desta nota, nós, dirigentes nacionais do PSOL, manifestamos nosso total desacordo com o apoio do DEM, do PSDB e do PTB ao candidato de nosso partido à prefeitura de Macapá. O apoio destes partidos, mesmo no segundo turno nestas eleições municipais, não é bem vindo, já que representam forças de direita com as quais não queremos nenhum tipo de proximidade política.
Para que possamos oficializar esta posição como posição do partido, reivindicamos que o presidente nacional do PSOL, deputado Ivan Valente, não apenas se pronuncie sobre o assunto (afinal, cabe à Executiva Nacional e, em especial ao seu presidente, garantir o cumprimento das decisões do Congresso e do DN), como também convoque imediatamente a Executiva Nacional para deliberar. Caso isso não ocorra, os signatários desta nota utilizarão os meios estatutários para garantir a defesa do partido.
16 de outubro de 2012
André Ferrari
Antônio Neto
Brice Bragato
Camila Valadão
Carlos Gianazzi
Daniela Conte
Douglas Diniz
Eduardo D’ Albegaria
Fernanda Melchiona
Fernando Silva (Tostão)
Gelsimar Gonzaga (Prefeito eleito de Itaocara-RJ)
Israel Dutra
João Batista Babá
João Machado
João Alfredo
Jorge Almeida
José Campos
Juliana Fiuza
Leandro Recife
Luciana Genro
Mariana Riscali
Mario Agra
Michel Oliveira
Nancy Oliveira
Nonato Masson
Pedro Fuentes
Pedro Maia
Raul Marcelo
Roberto Robaina
Sandro Pimentel
Silvia Santos
Tárzia Medeiros
Veraci Alimandro
Zilmar Alverita
É neste quadro que fomos surpreendidos pelas informações sobre as alianças que estão sendo articuladas para o segundo turno em Macapá. Diversos órgãos de imprensa do Amapá divulgaram, no dia 12/10, a realização de um ato político em que o candidato a prefeito pelo DEM e pela coligação “Macapá Melhor” (DEM-PTB-PSDB-PRP), o deputado federal Davi Alcolumbre, apoiou Clécio Luís (PSOL), selando uma aliança. O Candidato do DEM declarou que “nossas propostas foram incorporadas ao plano de governo de Clécio”. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL) declarou que esta não é apenas “uma aliança política, e sim um caminho novo para a política no Amapá; é uma aliança para ganhar a Prefeitura no último domingo deste outubro, mas é também para governar em conjunto, unindo ideias e propostas de Clécio e demais lideres para Macapá dar a volta por cima”.
Estiveram presentes os principais representantes no Amapá do DEM, do PTB e do PSDB. Um dos representantes do PTB presentes foi o vereador eleito Lucas Barreto, candidato ao governo do Amapá em 2010, quando foi apoiado por Clécio e Randolfe, na contra-mão do PSOL nacional. Outro presente foi o prefeito eleito de Santana, Robson Rocha (PTB), candidato que recebeu o apoio público do senador Randolfe Rodrigues desde o primeiro turno. E também o presidente do PSDB, Jorge Amanajás, que já tinha dado apoio a Clécio desde o primeiro turno. Todas estas lideranças destes três partidos são ligadas a José Sarney.
Três dias depois da divulgação destas informações, o companheiro Clécio Luís enviou uma “Mensagem às companheiras e companheiros do Partido Socialismo e Liberdade” em que, no fundamental, confirma as informações divulgadas pela imprensa do Amapá.
Ora, o PSOL de todo o país, que acabou de brilhar com uma campanha eleitoral de esquerda, não merece uma agressão como esta que está sendo feita contra ele. É evidente que a candidatura a prefeito de um deputado federal do DEM, apoiada por DEM, PTB e PSDB, só pode ser uma candidatura de direita, da qual não devemos buscar o apoio, e com a qual, muito menos, podemos fazer qualquer aliança programática. Tampouco faz nenhum sentido fazer com estes partidos uma “aliança pela moralidade”. DEM, PTB e PSDB estão na lista de partidos com os quais o DN do PSOL proibiu qualquer aliança nas eleições de 2012. Se esta aliança se mantiver, representará uma mancha que envergonhará e indignará todo o PSOL; obviamente, não se trata de um assunto do PSOL do Amapá apenas.
Um partido cuja razão de ser é representar uma alternativa de esquerda à adaptação da maior parte da antiga esquerda brasileira ao social-liberalismo não pode tolerar esta aliança em Macapá, sob pena de se desmoralizar e de comprometer todo o seu discurso político. A desastrada política encaminhada em Macapá deve ser revertida, ou os responsáveis por ela deverão ser sancionados pelo partido. Se não adequarem sua atuação à linha do partido, não deverão ter lugar nas suas fileiras.
Por meio desta nota, nós, dirigentes nacionais do PSOL, manifestamos nosso total desacordo com o apoio do DEM, do PSDB e do PTB ao candidato de nosso partido à prefeitura de Macapá. O apoio destes partidos, mesmo no segundo turno nestas eleições municipais, não é bem vindo, já que representam forças de direita com as quais não queremos nenhum tipo de proximidade política.
Para que possamos oficializar esta posição como posição do partido, reivindicamos que o presidente nacional do PSOL, deputado Ivan Valente, não apenas se pronuncie sobre o assunto (afinal, cabe à Executiva Nacional e, em especial ao seu presidente, garantir o cumprimento das decisões do Congresso e do DN), como também convoque imediatamente a Executiva Nacional para deliberar. Caso isso não ocorra, os signatários desta nota utilizarão os meios estatutários para garantir a defesa do partido.
16 de outubro de 2012
André Ferrari
Antônio Neto
Brice Bragato
Camila Valadão
Carlos Gianazzi
Daniela Conte
Douglas Diniz
Eduardo D’ Albegaria
Fernanda Melchiona
Fernando Silva (Tostão)
Gelsimar Gonzaga (Prefeito eleito de Itaocara-RJ)
Israel Dutra
João Batista Babá
João Machado
João Alfredo
Jorge Almeida
José Campos
Juliana Fiuza
Leandro Recife
Luciana Genro
Mariana Riscali
Mario Agra
Michel Oliveira
Nancy Oliveira
Nonato Masson
Pedro Fuentes
Pedro Maia
Raul Marcelo
Roberto Robaina
Sandro Pimentel
Silvia Santos
Tárzia Medeiros
Veraci Alimandro
Zilmar Alverita
Tolerância Religiosa: Curta essa idéia!
October 13, 2012 21:00 - no comments yet
"A Igreja Assembléia de Deus da Avenida Nazaré
em Belém abriu suas portas e prestou auxilio aos promesseiros que participavam
do Círio de Nossa Senhora de Nazaré... Nossos irmãos da assembléia estavam
doando água, café da manha e ainda acolhendo as pessoas que passavam mau
durante o Círio. "
By Daniel
Santos Lima.
Se as eleições fossem hoje, em quem você votaria para prefeito de Belém?
October 11, 2012 21:00 - One comment![]() |
| Edmilson Rodrigues e Zenaldo Coutinho: Quem você votará para prefeito de Belém? |
No dia 28 de Outubro, as urnas estarão novamente ligadas esperando a decisão dos brasileiros, no 2º turno das eleições municipais e no intuito de aferir a escolha dos leitores e demais amig@s que interagem nas redes sociais, o blog As Falas da Pólis publicou uma enquete para aferir a opinião d@s eleitores/as e dará ampla divulgação dos resultados parciais que deverão demostrar um retrato momentâneo da campanha eleitoral, através da opiniões d@s internautas.
Em Belém, a disputa tende à esquentar nas próximas semanas. Por enquanto, cidade exala maniçoba e tucupi, mas tão logo a imagem da padroeira dos Paraenses faça um passeio numa berlinda pelas ruas do centro histórico de Belém, o clima de paz e fraternidade se tranformará num palco de guerra entre os candidatos e seus apoiadores.
Para votar é só clicar no lado esquerdo, no topo do blog.
Paulo Rocha é absolvido por 5 dos 10 ministros do STF
October 11, 2012 21:00 - no comments yet![]() | |
| Paulo Rocha, presidente de honra do PT-PA à um passo da absorvição pelo STF. |
Ainda faltam os votos de três (03) ministros, mas pra cinco (05) dos dez (10) que estão na corte do STF, julgando a ação do chamado "Mensalão", já consideraram como inocente, o ex-deputado petista, que teve sua candidatura como Senador prejudicada em 2010, pelo envolvimento de seu nome no escândalo e hoje está sem mandato, depois de cinco vezes consecutivas ser eleito como Deputado Federal pelo Pará.
Leia a matéria publicada no site da EBC:
Brasília – O ministro Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), absolveu hoje (11) todos os seis réus que integram o item de lavagem de dinheiro, acompanhando o ministro-revisor Ricardo Lewandowski no julgamento da Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão.
“Vejo a impossibilidade do dolo eventual no crime de lavagem de dinheiro. Como que a pessoa não participou do crime antecedente, e por movimentar o dinheiro de forma não ordinária, pode ser condenada por lavagem? Se na legislação anterior precisava de crime antecedente? É necessário o dolo [intenção de cometer crime], e não logrou o Ministério Público comprovar o dolo”, explicou Toffoli.
Até o momento, dois ministros divergiram de Lewandowski. O relator da ação, Joaquim Barbosa, e o ministro Luiz Fux votaram pela condenação de três réus: os ex-deputados petistas Paulo Rocha (PA) e João Magno (MG) e o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto.
Todos os ministros, que já votaram, entenderam que os assessores Anita Leocádia e José Luiz Alves desconheciam o esquema criminoso de lavagem de dinheiro montado por Marcos Valério, atuando como meros intermediários do repasse do dinheiro. Toffoli também absolveu o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto.
O julgamento foi encerrado após o voto de Toffoli. Na próxima sessão, votam os ministros Gilmar Mendes, o decano Celso de Mello e o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, ainda no item sobre lavagem de dinheiro.
Confira o placar parcial do Capítulo 7 – lavagem de dinheiro envolvendo PT e PL:
1) Paulo Rocha: 5 votos a 2 pela absolvição (Condenam: Joaquim Barbosa e Luiz Fux / Absolvem: Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Antonio Dias Toffoli)
2) Anita Leocádia: 7 votos pela absolvição
3) João Magno: 5 votos a 2 pela absolvição (Condenam: Joaquim Barbosa e Luiz Fux / Absolvem: Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Antonio Dias Toffoli).
4) Professor Luizinho: 7 votos pela absolvição
5) Anderson Adauto: 5 votos a 2 pela absolvição (Condenam: Joaquim Barbosa e Luiz Fux / Absolvem: Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Antonio Dias Toffoli)
6) José Luiz Alves: 7 votos pela absolvição
Confira os votos até o momento no julgamento do chamado mensalão
Resistência!
October 11, 2012 21:00 - no comments yet![]() |
| Resistência em Serra Pelada - Foto de Sebastião Salgado. |
"A bravura de um homem está na junção da sua vontade de vencer e na sua resistência a derrotas." Marcelo Gigliotti
Paulo Rocha é absorvido por 5 dos 10 ministros do STF
October 11, 2012 21:00 - no comments yet![]() | |
| Paulo Rocha, presidente de honra do PT-PA à um passo da absorvição pelo STF. |
Ainda faltam os votos de três (03) ministros, mas pra cinco (05) dos dez (10) que estão na corte do STF, julgando a ação do chamado "Mensalão", já consideraram como inocente, o ex-deputado petista, que teve sua candidatura como Senador prejudicada em 2010, pelo envolvimento de seu nome no escândalo e hoje está sem mandato, depois de cinco vezes consecutivas ser eleito como Deputado Federal pelo Pará.
Leia a matéria publicada no site da EBC:
Brasília – O ministro Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), absolveu hoje (11) todos os seis réus que integram o item de lavagem de dinheiro, acompanhando o ministro-revisor Ricardo Lewandowski no julgamento da Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão.
“Vejo a impossibilidade do dolo eventual no crime de lavagem de dinheiro. Como que a pessoa não participou do crime antecedente, e por movimentar o dinheiro de forma não ordinária, pode ser condenada por lavagem? Se na legislação anterior precisava de crime antecedente? É necessário o dolo [intenção de cometer crime], e não logrou o Ministério Público comprovar o dolo”, explicou Toffoli.
Até o momento, dois ministros divergiram de Lewandowski. O relator da ação, Joaquim Barbosa, e o ministro Luiz Fux votaram pela condenação de três réus: os ex-deputados petistas Paulo Rocha (PA) e João Magno (MG) e o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto.
Todos os ministros, que já votaram, entenderam que os assessores Anita Leocádia e José Luiz Alves desconheciam o esquema criminoso de lavagem de dinheiro montado por Marcos Valério, atuando como meros intermediários do repasse do dinheiro. Toffoli também absolveu o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto.
O julgamento foi encerrado após o voto de Toffoli. Na próxima sessão, votam os ministros Gilmar Mendes, o decano Celso de Mello e o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, ainda no item sobre lavagem de dinheiro.
Confira o placar parcial do Capítulo 7 – lavagem de dinheiro envolvendo PT e PL:
1) Paulo Rocha: 5 votos a 2 pela absolvição (Condenam: Joaquim Barbosa e Luiz Fux / Absolvem: Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Antonio Dias Toffoli)
2) Anita Leocádia: 7 votos pela absolvição
3) João Magno: 5 votos a 2 pela absolvição (Condenam: Joaquim Barbosa e Luiz Fux / Absolvem: Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Antonio Dias Toffoli).
4) Professor Luizinho: 7 votos pela absolvição
5) Anderson Adauto: 5 votos a 2 pela absolvição (Condenam: Joaquim Barbosa e Luiz Fux / Absolvem: Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Antonio Dias Toffoli)
6) José Luiz Alves: 7 votos pela absolvição
Confira os votos até o momento no julgamento do chamado mensalão
A fé do PT e a má fé do PSOL - II
October 10, 2012 21:00 - no comments yet![]() |
| Lideranças do PT, tidas pelo PSOL como o partido do "Mensalão", aliam-se em Belém. |
"A relação entre os integrantes do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e do PT sempre foi respeitosa". Edmilson Rodrigues.
A frase proferida pelo candidato à prefeitura de Belém pelo PSOL, Edmilson Rodrigues, durante o anúncio público de apoio do PT à sua candidatura, na tarde desta quarta-feira, (10) no hotel Regente, não bate com o que se ouve e lê dos demais integrantes do PSOL que tomam o Partido dos Trabalhadores como seu adversário preferido no embate cotidiano, nas ruas, sindicatos e todo e qualquer lugar.
O próprio coordenador da campanha de Edmilson, Luiz Araújo, que já foi secretário de Educação e candidato à deputado, obtendo uma votação pífia, em sua mais completa sobriedade, durante a campanha eleitoral, disparou pelo seu tuiter, uma provocação gratuíta, chegando até ser "leve", perto das graves acusações que os demais militantes do partido do socialismo e liberdade já fizeram e continuam fazendo, contradizendo aquele que alguns apelidaram como Rei Sol.
É por essa e por outras, muitas outras, que independente da posição deferida pelo PT, a
Executiva Municipal da tendência "Articulação Unidade na Luta" - da qual
faz parte o candidato à prefeito pelo PT nestas eleições, Alfredo Costa - convocou parlamentares, lideranças populares, sindicais, candidatos à
vereadores para uma reunião de tomada de decisão sobre a posição do grupo para o 2º turno, na noite desta quarta-feira e depois de dezenas de argumentos
pró e contra o apoio à aliança com a candidatura de Edmilson Rodrigues,
concluiu de forma democrática pela liberdade de voto de sua militância, a qual foi unâmine,
é claro, que não votará no candidato Tucano Zenaldo Coutinho, dado o
antagonismo programático, ideológico e de classes.
Sincretismo religioso ou oportunismo eleitoral?
October 8, 2012 21:00 - no comments yet
No facebook do Tony Leão da Costa:
Tá
rolando na net essa imagem abaixo.
Comenta-se que é uma contradição do
candidato, ou como se ele estivesse enganando uns e outros.
Ué, mas por
que seria?? Que eu saiba Edmilson não é candidato a pastor nem a
babalorixá, não é candidato a pajé nem mesmo a rabino... Que eu saiba
ele é candidato a prefeito de uma cidade com mais de 1 milhão e 300 mil
habitantes. Nesta cidade há judeus, há evangélicos
de várias matizes, há umbandistas, há adeptos da pajelança cabocla, do
islamismo, do budismo, do candomblé, do ateísmo, do agnosticismo, etc.
O
prefeito da cidade é o administrador DA CIDADE, para tod@s os moradores
da cidade, mas principalmente para aqueles que mais necessitam da
estrutura da prefeitura. O fato de Edmilson Rodrigues aparecer juntos
com religiosos de religiões diferentes só mostra uma coisa, que seu
mandato é para a cidade, sem preconceito, com democracia e pluralidade!
Vamos ficar ligado no desespero de certos grupos em fim de campanha! É
Edmilson 50 por uma cidade democrática, que não pregue o ódio religioso e
plural!
"O verdadeiro candidado do PT" não colou!
October 8, 2012 21:00 - no comments yet
No blog Hupomnemata sob o título:
Comentando as eleições 13: O problema do PT paraense continua o mesmo: perceber que construção hegemônica não é hegemonia.
![]() |
| A militância se esforçou mas a falta de uma boa comunicação e inteligência, levaram o PT à mais uma derrota. |
No post anterior eu disse que o feitiço que enfeitiçou o PT, em
algum momento de seu passado recente e que ainda continua a enfeitiçá-lo, é sua
incompreensão de um fato político elementar: o de que a conquista do poder não
significa, em nenhuma situação histórica, a conquista da hegemonia.
Logo em seguida, afirmei que a campanha de Alfredo Costa, a julgar pela
maneira como foi conduzida, renovava esse enfeitiçamento.
Explico por que.
Penso que a campanha do PT de Belém, nestas eleições, partiu da
crença de que o partido tem, constituído e sólido, um capital político que
equivale a algo entre 20 e 25% do eleitorado local.
É verdade, de acordo com muitas pesquisas realizadas, que há uma
simpatia pelo PT, em Belém, que alcança essa marca. Porém, isso não significa
que essa parcela do eleitorado efetivasse, sob a forma do voto, a sua simpatia.
A questão é que a interpretação dada ao fenômeno político da
simpatia foi de que esse potencial seria, efetivamente, um capital político já
constituído e sólido.
Ora, a natureza do fenômeno do poder é, precisamente, a que lhe dá o
nome: poder, como poder-ser, poder-fazer, poder-acontecer. Para ser real, o
poder sempre resta condicional. Sua potência está menos na sua realização de
que na sua promessa.
Como no poder de repressão, que tem sua maior eficácia na ameaça de
concretização de que na sua realização efetiva: é a ameaça de punição que,
principalmente, impede o delito.
A campanha do Alfredo, bem como o imaginário que envolve o PT
paraense obedece a uma ordem metafísica: confunde o poder com o ser.
Em outra palavras: confunde construção hegemônica com hegemonia.
O sintoma disso foi ter construído toda a campanha de 2012 com base
na crença de que o voto no Edmilson se devia ao desconhecimento de que o
candidato do PT era Alfredo. Um pressuposto que se mostrou parcialmente
equivocado
Do começo ao fim da campanha ouvimos o slogan “O verdadeiro
candidato do PT”. Ora, à força de tentar provar que o PT era Alfredo, e não
Edmilson, o PT deixou de fazer campanha para Alfredo.
E a fez para Edmilson.
Por que o raciocínio de qualquer eleitor mediano seria, imagino o
seguinte: Ah, então não é o Edmilson? Bom, e daí? Edmilson já foi do PT, não é?
Então ele sabe fazer...
Em síntese, o PT não fez campanha.
Sugeriu uma incógnita, sem respondê-la.
Recordo que, recentemente, fazendo um grupo focal para minha
pesquisa na UFPA - que não tem objetivo e nem temática política – me ocorreu
testar o conhecimento da relação entre Alfredo Costa, Edmilson Rodrigues e o
PT. Mesmo sendo um teste eventual, ficou evidente, justamente, esse fato: em
geral se reconhecia Alfredo como candidato do PT, mas, também em geral,
Edmilson representava melhor ...o PT.
Em síntese, o fator “simpatia” vale mais na sua dimensão subjetiva,
na sua dimensão empática, e não se manifesta, necessariamente, como uma objetividade.
Não se deve cobrar raciocínio silogístico a um processo eleitoral
amazônico...
Leia também:
Comentando as eleições 12: As eleições em Belém reforçam as tendências políticas já presentes nas últimas eleições
Comentando as eleições 11: O 2o turno para além dos números: recomposições para o futuro
Comentando as eleições 10: O crescimento do Psol no extremo norte não é orgânico, mas conjuntural
Qual será a posição do PT para o 2º turno em Belém
October 8, 2012 21:00 - no comments yet![]() |
| Uma eleição apertada, onde cada voto será importante, imagine um partido inteiro! |
Após três derrotas seguidas em
eleições municipais em Belém, o PT amarga um cenário de crises e soluções nada
convenientes diante da indecisão que toma conta do partido para posicionar-se
no 2º turno das eleições, onde PSOL e PSDB se enfrentarão sob o comando de
Edmilson Rodrigues e Zenaldo Coutinho, respectivamente.
A única coisa certa até agora é
que o candidato do PSDB, Zenaldo Coutinho, não contará com o apoio do PT e
disso eles já sabem.
Da parte do PSOL, já no 1º turno
há emissários articulando para que haja um acordo político-eleitoral com o PT,
para que este lhe apoie Edmilson Rodrigues institucionalmente, haja vista que
no 1º turno, ele contou com os votos de simpatizantes e eleitores do partido,
não da estrutura orgânica, como deseja quer agora.
Vale lembrar que para o plano dar
certo, tanto a militância do PSOL, quanto a do PT precisam de um banho de água
fria para acalmarem os ânimos, mas que ousará chegar com o balde?
O pragmatismo toma conta dos dois
partidos e só há espaço para o debate ideológico nas redes sociais, a grande
arena onde os embates são travados. É lá que a base do PSOL se manifesta dizendo
que não precisa aliar-se com o partido dos “mensaleiros” e traidores da classe
trabalhadora, enquanto outros dizem que a única saída para o PT manter a
coerência é declarar apoio ao PSOL. Detalhe: Sem exigir nada.
Por sua vez, muitos militantes e
quadros do PT, mesmo antes de terminar o 1º turno, já declaravam que não há a mínima
condição de apoiar o PSOL que foi fundado com o interesse de destruir e substituir
o PT no cenário político, sugando-lhe a militância, seu legado de lutas e pra
isso tendo que deturpar a história com o apoio da mídia e dos partidos de
direita.
Há ainda a lembrança viva de que
o PSOL sempre propagandeou que os programas sociais do governo Lula/Dilma são assistencialistas,
as medidas econômicas, mantenedoras da miséria, do neoliberalismo e que só
serviram aos banqueiros. Alem disso, o PSOL sempre denunciou as alianças
eleitorais do PT como sendo fisiológicas e nunca perdeu a oportunidade de se
aproveitar do escândalo do “mensalão” e de todos os erros e crises do PT,
aliando-se ao mantra cantado pelos partidos da direita e da imprensa nacional e
local, os quais dispensam apresentações.
Por essa e outras, cresce o
desejo e a inclinação pelo voto nulo entre muitos do PT. A direção por sua vez,
está dividida.
Tendências definem suas posições
Sob o comando do Dep. Federal Beto
Faro e do Dep. Estadual Carlos Bordalo, a “Articulação Socialista” elegeu dois
vereadores em Belém - Iran Moraes e Ivanise Gasparim - está simpática à aliança
com o PSOL e reunirá sua militância de Belém para fechar posição de forma
coletiva, como diz a nota publica no blog do Bordalo.
A coordenação da DS, do Dep.
Federal Cláudio Puty, do Estadual Edilson Moura e da ex-governadora Ana Júlia, perdeu
seus dois vereadores – Marquinho e Milene - e já decidiu os rumos da tendência,
emitindo nota pelo blog do Puty, onde declara que defenderá dentro do PT a
aliança com o PSOL.
Já a “Unidade na Luta” tendência do
Dep. Federal Miriquinho Batista e dos Estaduais Zé Maria e Alfredo Costa - que
foi o candidato à prefeito pelo PT - perdeu seus dois vereadores - Adalberto
Aguiar e Otávio Pinheiro - fará uma plenária na quinta-feira (11) para aferir
junto à sua militância, quais os rumos que o grupo se posicionará no partido.




























